15/06/2026
1. Jesus disse: "Fazei isto em memória de mim"
Na instituição da Ceia, Jesus declarou:
"Fazei isto em memória de mim."
— Evangelho de Lucas 22:19
E Paulo repete:
"Fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim."
— Primeira Epístola aos Coríntios 11:25
O argumento é que a Ceia foi dada como uma lembrança da morte de Cristo, não como uma repetição literal de Seu sacrifício.
2. Jesus frequentemente falava por figuras de linguagem
Jesus disse:
"Eu sou a porta" (João 10:9)
"Eu sou a videira" (João 15:5)
"Eu sou o caminho" (João 14:6)
Ninguém entende essas declarações literalmente. Da mesma forma, muitos interpretam "isto é o meu corpo" como uma linguagem simbólica.
3. O corpo físico de Jesus estava presente
Quando Jesus disse:
"Isto é o meu corpo"
Seu corpo físico ainda estava sentado à mesa com os discípulos. Assim, argumenta-se que o pão não poderia ter se transformado literalmente em Seu corpo naquele momento.
4. Cristo foi sacrificado uma única vez
A Bíblia enfatiza:
"Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados."
— Epístola aos Hebreus 10:14
E:
"Cristo... entrou uma vez por todas no Santo Lugar."
— Epístola aos Hebreus 9:12
Assim, muitos protestantes entendem que a Ceia não envolve uma renovação sacrificial, mas uma recordação da obra consumada na cruz.
5. Paulo continua chamando de pão
Mesmo após a consagração, Paulo escreve:
"Porque todas as vezes que comerdes este pão..."
— Primeira Epístola aos Coríntios 11:26
O argumento é que Paulo continua identificando o elemento como pão, não como carne literal.
O outro lado da questão
A Igreja Católica baseia sua doutrina principalmente em passagens como:
Evangelho de João 6:51-58
Evangelho de Mateus 26:26
Evangelho de Marcos 14:22
Evangelho de Lucas 22:19
Entendendo que as palavras de Jesus devem ser tomadas literalmente.
Já a interpretação protestante tradicional sustenta que Cristo está espiritualmente presente entre os crentes, mas que o pão e o vinho não se transformam literalmente em Seu corpo e sangue.
Portanto, sob uma leitura bíblica de autoridade exclusiva das Escrituras, os principais argumentos contra a transubstanciação literal são: o mandamento de fazer a Ceia em memória de Cristo, o uso frequente de linguagem figurada por Jesus, o fato de Seu corpo estar fisicamente presente quando instituiu a Ceia, a unicidade de Seu sacrifício e o fato de Paulo continuar chamando o elemento de "pão".