09/08/2026
09/08/1990
Carta aberta para a menina que fui e para a mulher que me tornei.
Hoje eu completo 36 anos.
Olhando para essa foto, percebo que a vida passou mais rápido do que eu imaginava.
A menina que sonhava com um mundo enorme tinha planos, medos, inseguranças e uma esperança bonita de que tudo daria certo.
A verdade é que nem tudo deu.
Alguns sonhos mudaram de endereço. Alguns planos f**aram pelo caminho. Algumas despedidas doeram mais do que eu imaginava conseguir suportar. Houve dias em que precisei ser forte mesmo sem ter forças.
Mas também houve recomeços.
Houve aprendizados que me transformaram. Houve pessoas que Deus colocou no meu caminho exatamente quando eu precisava. Houve conquistas silenciosas que quase ninguém viu, mas que me custaram coragem, lágrimas, noites sem dormir e muita fé.
Hoje eu não sou exatamente tudo aquilo que sonhei ser aos 10, 15 ou 20 anos.
Mas sou alguém de quem me orgulho.
Me orgulho da mulher que continuou caminhando mesmo quando o coração estava cansado. Da profissional que decidiu acreditar no próprio sonho. Da filha, irmã, esposa, mãe, amiga... e da mulher que, mesmo imperfeita, continua tentando fazer o seu melhor todos os dias.
Aos 36, não celebro apenas os anos que vivi.
Celebro todas as vezes em que recomecei.
Celebro as cicatrizes que se transformaram em força.
Celebro a coragem de continuar acreditando quando seria muito mais fácil desistir.
E, acima de tudo, celebro a gratidão.
Porque ainda existem sonhos para realizar, pessoas para conhecer, abraços para dar, lugares para visitar e histórias que ainda esperam para ser escritas.
Se eu pudesse dizer alguma coisa para aquela garotinha de 1990, diria apenas:
"F**a tranquila.
Você vai chorar algumas vezes.
Vai pensar em desistir em outras.
Mas também vai descobrir uma força que hoje você nem imagina que existe dentro de você.
Nem tudo acontecerá como você planejou.
E tudo bem.
A vida será bonita de um jeito que você ainda não consegue enxergar."
Hoje, aos 36 anos, olho para trás com gratidão.
Gratidão pelo que passou.
Pelos que permaneceram.
Pelas pessoas que fizeram parte da minha caminhada.
E pela esperança de tudo aquilo que ainda está por vir.
Porque, no fundo, continuo acreditando que os melhores capítulos da minha história ainda estão sendo escritos.
"E, se hoje eu pudesse fazer um único pedido, seria este: que eu nunca deixe a correria da vida me impedir de enxergar o quanto já caminhei."
Com amor,
Mariana Apolonio
09/08/1990 • 09/08/2026