28/05/2021
Os rastreios e exames ginecológicos devem fazer parte dos cuidados regulares na saúde da mulher e são fundamentais na prevenção e no diagnóstico de certas patologias específicas.
Em Portugal, os médicos de família são responsáveis pelos cuidados de saúde feminina para uma percentagem de mulheres. Segundo a OMS, a abordagem de temas relativos à saúde da mulher representa mais de 25% do tempo de prática de um médico de família e inclui gravidez, menopausa, planeamento familiar, sexualidade e problemas associados aos órgãos reprodutivos, mas também condições que, embora presentes em ambos os sexos, possam ter abordagens diferentes.
Os médicos de família apresentam um papel essencial na deteção, abordagem e seguimento das diversas condições que afetam as mulheres.
As especificidades de saúde feminina incluem:
▪️ cancro, essencialmente cancro da mama e o cancro do colo do útero;
▪️ saúde sexual reprodutiva, que corresponde a cerca de um terço dos problemas de saúde das mulheres entre as idades de 15 e 44 anos;
▪️ saúde materna, cujos cuidados adequados contribuem para a diminuição acentuada da mortalidade materna e infantil;
▪️ VIH e infeções sexualmente transmissíveis;
▪️ violência contra as mulheres, física ou sexual, seja por um parceiro ou por outra pessoa;
▪️ saúde mental, sendo as mulheres são mais propensas a sentir ansiedade, depressão e queixas somáticas;
▪️ doenças não transmissíveis associadas a uma maior esperança de vida;
▪️ ser jovem;
▪️ envelhecer, combinando o maior risco de pobreza, associado a piores condições profissionais, com outras condições associadas à idade, como a demência, faz com que as mulheres mais velhas também possam apresentar maior risco de abuso.
É então evidente que ser mulher tem um impacto significativo na saúde, em consequência das diferenças biológicas relacionadas ao género. Estas diferenças são ainda intensificadas pela discriminação de género enraizada em inúmeras sociedades.
Como mulheres devemos lutar pelo direito à saúde, exigindo que o Serviço Nacional de Saúde garanta igualdade de tratamento para todos os cidadãos e cidadãs, independentemente dos seus rendimentos e da localização geográfica onde residem.
A nível individual, o nosso papel é muito de extrema importância e por isso devemos:
🚺 conhecer as especificidades das diferentes fases da vida da mulher para de uma forma mais fácil detetar anormalidades;
🚺 manter uma higiene diária cuidada;
🚺 optar por uma alimentação saudável e um estilo de vida ativo;
🚺 cumprir os planos de rastreios e exames ginecológicos previstos nos programas do SNS e outros aconselhados pelo médico de família ou ginecologista.
Promover a saúde feminina, diariamente, é a nossa missão. 💟