01/06/2026
“O que ainda torna a questão mais frustrante é que, tendo sido reconhecida como uma boa atriz, voltavam a insistir que ela representasse o papel de loira burra (...) A opinião publica aprisiona-a àquele tipo de imagem.” - .vaz.777, em entrevista à
Marilyn Monroe era uma mulher atraente, sim. Além disso, era uma constelação de muitas outras características.
No centésimo aniversário de uma das primeiras estrelas de Hollywood, escolhemos lembra-la por uma das suas particularidades mais brilhantes: o seu amor por literatura.
Por muitas mudanças que Monroe fizesse ao longo da vida, nunca deixava os livros para trás. No plateau do filme “Eva” (1950), foi avisada para não ser vista pelos executivos do estúdio a ler livros “radicais”. O livro que motivou o aviso foi a autobiografia do jornalista investigativo Lincoln Steffens.
A imagem de Marilyn Monroe continua a ser evocada com facilidade. O que nem sempre é recordado é que, para lá do ícone, vivia uma leitora que, como muitos nós, procurava nos livros uma forma de compreender melhor o mundo e a si própria. Celebrar o seu centenário é relembra-la além da personagem que lhe foi atribuída.
Parabéns, Norma Jean.