13/11/2024
Muitas pessoas me falam que não posso ser muito pessoal no meu profissional. Mas quem consegue separar? 100%? Totalmente? se vc consegue tem minha total admiração. Recentemente o meu avô faleceu. E embora durante um tempo eu tivesse “me preparando” para esse momento. Ele foi e sempre vai ser uma das pessoas mais importantes e presentes na minha vida. Mas a cada dia que passa tenho percebido que talvez eu não estivesse tão preparada assim.
Refletindo bastante sobre o luto e seus “tipos e formas de superar” me deparei não somente com o luto de quem já partiu. Mas também daquelas partes de nós que já ficaram com pessoas…e momentos que não vão existir mais.
Existe também um tipo de vazio ao perceber que uma amizade, um amor, ou até mesmo uma versão antiga de nós mesmos já não fazem parte da nossa realidade
Aprender a dar adeus ao que ainda está em vida, mas que não nos acompanha mais, é um processo delicado e solitário, e muitas vezes invisível para quem está ao nosso redor.
É como uma cicatriz que se forma só que por dentro, invisível aos que veem de foram, mas muito dolorosa por quem a carrega.
No entanto, essa dor também ensina; ela nos mostra que é possível seguir em frente com gratidão pelo que foi, e com esperança para o que há de vir. Porque, no fim, somos feitos de pedaços de tudo que nos tocou e nos transformou.