Possuía um par de motores localizados nas asas e um terceiro na base da cauda. O DC-10 foi inicialmente planejado para voos transcontinentais, mas exigências do mercado fizeram com que a McDonnell Douglas estendesse seu alcance. Aviões concorrentes eram o trijato Lockheed L-1011 Tristar, o Boeing 747 (e, posteriormente, o Boeing 767) e o Airbus A300. O McDonnell Douglas DC-10, foi um novo marco na
aviação de larga escala. Um trijato, ultramoderno, seguro e confortável para a sua época. A maioria das grandes empresas aéreas que se utilizavam de rotas transatlânticas, operaram o DC-10, também de muitos prestígio junto as operadoras de turismo e empresas cargueiras. A produção do primeiro modelo foi iniciada em Janeiro de 1968 e, em 1971 foi feita a primeira entrega dessa aeronave para rotas comerciais. A produção continuou até o ano de 1989, com 386 entregas na versão comercial e mais 60 na versão militar chamada de KC-10, para uso como cargueiro e avião-tanque de reabastecimento aéreo, totalizando com isso 446 aeronaves. As aeronaves militares foram todas para a Força Aérea dos Estados Unidos. A produção era na sede da Douglas, em Long Beach, Califórnia, e foram construídas 06 (seis) versões - DC-10/10, DC-10/15, DC-10/30, DC-10/40, DC-10/30F e DC-10 Conversível, para as séries 10, 30 e 40. No ano seguinte foi lançada a série 40, com turbinas JT9D turbofan da Pratt Whitney (única versão que utilizava esse motor com 53.000 libras de empuxo), 9.265 km de autonomia e peso máximo de decolagem de 251,7 toneladas. No mesmo ano já estava em serviço regular. O DC-10, foi a primeira aeronave certificada pelo FAA a atingir o "stage 3", de poluição sonora e do ar, demonstrando com isso a alta tecnologia das suas turbinas. As exigências internacionais nesse sentido também eram atendidas pelo DC-10. O DC-10 foi substituído pelo McDonnell Douglas MD-11 que entrou em serviço em 1990 , até hoje só ocorreu 1 acidente grave com esse modelo, em 1998 no voo 111 da Swissair que caiu ao mar após um incêndio a bordo, e matou 229 pessoas. Já o DC-10 teve 3 principais acidentes, um em um voo da American Airlines em 1972, que pousou com sucesso, o outro foi em um voo da Turkish Airlines em 1974, que não teve a mesma sorte, todos os ocupantes da aeronave morreram, e o terceiro, em 1979, em Chicago, em um voo da American Airlines, durante a decolagem e também com morte de todos os ocupantes. Desses três acidentes, os dois primeiros foram causados por um problema na trava da porta de bagagem, no voo da AA a porta escapou e deixou um buraco na fuselagem que causou uma mudança de pressão na aeronave, isso fez o chão sob os pés do passageiros rachar no meio, e essa rachadura atingiu a parte de controle da aeronave, os pilotos estavam com pouco controle, mas ainda conseguiam controlar a aeronave, já no voo da Turkish Airlines todo o controle foi perdido, e no acidente de Chicago, uma das turbinas se desprendeu da asa esquerda durante a decolagem, danificando as superfícies aerodinâmicas e tornando a aeronave incontrolável.