01/02/2026
Ser mãe de menina é viver numa montanha-russa onde tanto choramos de emoção como rimos até doer a barriga, às vezes tudo no mesmo dia.
É aprender, logo cedo, que o silêncio nunca é boa notícia. Que quando ela diz “mãe, olha”, deves largar tudo porque aquilo vai envolver maquilhagem, tesouras ou uma ideia que começou com “e se nós…”.
É aceitar que a casa deixa de ser tua e passa a ser um misto de salão de beleza, camarim de dança e consultório emocional, porque aos 5 anos já há dramas dignos de novela das nove.
Ser mãe de menina é educar uma futura mulher enquanto ainda estamos a tentar perceber como ser a nossa melhor versão. É ensinar a ser forte, mas deixá-la chorar. A ser confiante, mas empática. A não aceitar menos do que merece, mesmo quando isso significa discutir porque “ele não quis dar a mão no recreio”.
É lidar com laços perdidos, bonecas abandonadas no fundo do carro, roupas escolhidas com critérios que só elas entendem (“combina porque sim, mãe”) e perguntas inesperadas no pior timing possível. É ouvir gargalhadas que curam dias difíceis e receber abraços que fazem o mundo parar durante três segundos, o suficiente para recarregar a alma.
E sim, é cansativo. Há dias em que só queríamos cinco minutos de silêncio e um café quente (quente mesmo, não aquele que se bebe em três tentativas). Mas depois ela chama por nós com aquela voz que só ela tem… e pronto. Já estamos rendidas outra vez.
Ser mãe de menina é isto: um caos bonito, barulhento, desafiante e absolutamente inesquecível. É errar, aprender, rir de nós próprias e seguir em frente, sempre de mão dada, mesmo quando ela diz que já é “crescida demais” para isso.
E no fim do dia, todas nós, mamãs de meninas, sabemos: estamos exaustas… mas não trocávamos esta aventura por nada 💗