19/08/2020
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VISIBILIDADE LÉSBICA
O dia 29 de agosto busca evidenciar o sofrimento e a luta por uma vida sem violências e discriminações a todas as mulheres que afetivamente se relacionam com outras mulheres.
É importante compreendermos que o indivíduo humano é um ser social e, por isso, é de nossa natureza nos relacionarmos e interagirmos com outras pessoas, criando por muitas vezes laços de afetividade, se***is e até mesmo familiares. Sabemos que por influências culturais e até mesmo de alguns tipos de religiões, condenam-se e oprimirem-se relações afetivas que não correspondem com o padrão supostamente ideal criado por esses grupos, com isso todas as relações afetivas que não refletem esse determinado modelo criado, é rejeitado sendo essas pessoas discriminadas, excluídas e marginalizadas.
As consequências desse comportamento de exclusão e a busca para se adequar a um padrão diverso da sua natureza, geram diversos problemas às mulheres que são homoafetivas em todo o mundo. Dentre esses problemas, é preciso evidenciar as violências, pois causam dor, sofrimento e até mesmo provocando a morte, pelo simples fato dessas mulheres se relacionarem sexualmente com outras mulheres.
Como consequências do preconceito, exclusão e violências, podemos destacar o "estupro corretivo" que ocorre quando essas mulheres são forçadas a praticar relações se***is com outro homem, que em muitos casos, o agressor é da própria família, sendo pai, irmão, tio e entre outros. Como também podemos destacar a falta de implementação de políticas públicas como por exemplo, na área da saúde.
A Declaração Universal dos Direitos humanos, de 1948, estabelece em seu artigo 3 que "Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.", como também a Constituição Federal do Brasil, determina como dos seus objetivos fundamentais promover o bem estar de todos sem preconceitos e discriminações, garantidos como direito de todas e todos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, à educação, à saúde.
Movimentos socias em todo o mundo se mobilizam no sentido de buscar a efetivação de todos esses direitos para todas as mulheres lésbicas, para que elas possam exercer a sua liberdade e sua existência, como também garantir o acesso a políticas públicas, sendo assim o mês de agosto um símbolo de resistência e luta.
JANAÍNA RENÉE
Publicitária, pós graduada em gestão de projetos, graduanda em gestão pública e pós graduanda em Direitos Humanos. Ativista de direitos humanos e diversidade e Presidente Nacional do Coletivo Diversidade Presente.