16/08/2026
Obaluaê, também conhecido como Omulu, Omolu, Obaluayê ou Xapanã, era filho de Nanã e Oxalá. É regente da terra e do fogo, assim como da vida e morte, da doença e da cura, e protetor dos enfermos e pobres.
Nasceu com o corpo coberto de feridas, e por isso foi abandonado por sua mãe à beira do mar. Iemanjá acabou encontrando a criança, e o adotou, cuidando como seu filho. Com Iemanjá, Obaluaê aprendeu a superar as dificuldades e curar os males.
Por ter sofrido tanto na vida, ele passou a proteger quem carrega sofrimento, principalmente os pobres e enfermos. Diz a história que certo dia Obaluaê caminhava com fome e sede, quando chegou a um pequeno povoado e pediu um pouco de água. As pessoas estranharam sua figura (Obaluaê anda coberto com uma roupa de palha por ter vergonha de suas feridas e cicatrizes) e negaram seu pedido. Ele então sentou escondido perto da aldeia, e viu todos caírem em desgraça, com sede e fome. Percebendo o erro, os moradores ofereceram comida e bebida a Obaluaê. Logo ele os perdoou e espantou os males da aldeia, mas pediu que todos se lembrassem da lição de nunca negar um prato de comida ou um copo de água a alguém necessitado.
Sua saudação é “Atotô Obaluaê!” (“Silêncio para o grande Rei da Terra!”), e seu sincretismo se dá principalmente com São Roque, santo protetor dos enfermos, mas também com São Lázaro, protetor dos mendigos. Ambos os santos carregavam feridas em seu corpo, assim como Obaluaê.