20/09/2023
😃 Dica de hoje!💡
Silvia Federici participa online do II Seminário do Grupo de Estudos Natureza, Violência e Ecocrítica (NAVE/UFMG) - - no dia 27/09, às 8h.
Colocamos aqui os livros que temos na Jeni dessa ativista italiana, feminista, historiadora, pesquisadora e professora radicada em Nova York. Ela é co-fundadora do Feminist International Collective que, nos anos 1970, criou o movimento de salários para o trabalho doméstico.
- Calibã e a bruxa: discorre sobre a violência brutal empreendida contra as mulheres durante a transição do feudalismo para o capitalismo na Europa, e sustenta que a “caça às bruxas” relacionou-se diretamente com criação de um novo sistema econômico, forjado na escravidão, na colonização e na exploração e dominação do corpo e dos saberes femininos. Baseada em uma exaustiva pesquisa documental e iconográfica, e em farta bibliografia, Silvia Federici argumenta que o assassinato de centenas de milhares de bruxas foi, juntamente com a submissão dos povos africanos e americanos, um aspecto fundacional do sistema capitalista, uma vez que designou às mulheres o papel de “produtoras de mão de obra”, obrigando-as, pelo terror, a exercer gratuitamente os serviços domésticos necessários para sustentar os maridos e os filhos homens que seriam usados como força de trabalho do sistema nascente.
- O ponto zero da revolução: Escrito entre 1974 e 2012, recolhe quarenta anos de pesquisas e teorizações sobre a natureza do trabalho doméstico, da reprodução social e da luta feminista para construir e reconstruir, nos territórios e coletivamente, alternativas às relações capitalistas e patriarcais que oprimem as mulheres há séculos — uma história que está muito bem contada em Calibã e a bruxa. Começa com a autoea refletindo sobre sua experiência de militância no Wages for Housework Movement, nos anos 1970, para depois abordar temas como globalização, trabalho sexual, a política dos “comuns”, cuidado com os mais velhos e o desenvolvimento do trabalho afetivo, entre outros.