11/05/2026
Existem coisas que a gente só entende depois que vira mãe.
Passei a infância acreditando que minha mãe era dura demais.
Era “faça o seu melhor ou refaça”.
Era terminar um livro e já receber outro.
Era estudar tabuada até decorar.
Era tirar acima de 8, porque 8 era o mínimo.
Ela me ensinou a cozinhar, a limpar, a lavar…
Me mostrou a força, a disciplina, a responsabilidade.
E durante muito tempo eu pensei que aquilo não era amor.
Mas hoje… agora que eu também sou mãe… tudo faz sentido.
Hoje eu entendo que cada correção era proteção.
Que cada cobrança era preparo.
Que cada “faça de novo” era ela dizendo:
“Eu sei quem você pode se tornar.”
A verdade é que eu só sou a mulher que sou porque tive você.
E agora, vivendo a maternidade na pele, vejo a coragem que existia nas suas lágrimas, nas suas orações, no seu silêncio.
Nada me derruba.
Nada me para.
Nada me faz desistir.
Porque você me forjou.
Hoje eu te honro com memória, com amor e com vida.
Hoje eu entendo o peso que você carregava enquanto me ensinava a ser forte.
E a todas as mães que criam mulheres assim firmes, sensíveis, resilientes:
vocês estão deixando heranças que o tempo jamais apaga.