24/08/2026
Da flor à semente: o ciclo do jequitibá-branco
Esta sequência reúne diferentes etapas do desenvolvimento reprodutivo do jequitibá-branco (Cariniana estrellensis): das pequenas flores à formação dos frutos e, finalmente, à liberação das sementes aladas.
As flores são pequenas, de coloração branco-creme, e aparecem reunidas em racemos axilares com aproximadamente 3 a 6 cm de comprimento. Cada inflorescência pode apresentar entre 5 e 15 flores inseridas nas axilas das folhas.
Após a polinização e a fecundação, inicia-se o desenvolvimento do fruto. Inicialmente pequeno e esverdeado, ele aumenta gradualmente de tamanho enquanto as sementes se formam em seu interior. Ao longo da maturação, o pericarpo perde a coloração verde e se torna castanho, seco, rígido e lenhoso.
O fruto maduro é um pixídio cilíndrico-oblongo, com formato semelhante ao de uma urna. Mede aproximadamente 5 a 11 cm de comprimento e 3 a 4 cm de diâmetro, apresentando coloração parda e algumas lenticelas mais claras.
Sua abertura ocorre de maneira bastante característica: o fruto possui uma abertura circular denticulada, fechada por um opérculo cilíndrico em forma de prego, com a cabeça convexa. Na imagem, ele aparece logo depois do fruto maduro. Quando o opérculo se desprende, o pixídio se abre e permite a saída das sementes.
Cada fruto pode conter entre 20 e 35 sementes. Elas são castanhas e possuem o tegumento expandido em uma asa membranácea, podendo atingir até 4 cm de comprimento. Essa estrutura favorece sua dispersão pelo vento e o início de uma nova geração de jequitibás.