24/10/2017
Segunda parte
A uma Estrela
“Que aja luz”
A idéia inicial foi criar está mensagem de natal e enviar para nosso grupo de leigos do conselho, e assim o fizemos na semana anterior de 25 de dezembro de 2005, uma semana depois coloquei me a ler e reler a mensagem, então me deparei com os julgamentos e as justificativas que até então eu vinha me utilizando entre os amigos, para explicar a minha posição de otimismo em relação ao atual momento político do governo e porque eu não estou tão decepcionado com os acontecimentos, que todos de uma forma ou de outra estão criticando veementemente, inclusive num ambiente que eu considerava um tanto imune a esta contagio, dos leigos engajados.
Não posso dizer que o que coloquei no papel seja uma poesia, longe disso, muito menos que é um livro, de um gênero ou de outro, pois como explicar que eu tenha está pretensão, escrever um livro! Com certeza isto é para quem realmente tem o dom sagrado da imaginação e conhecimento! O que realmente não acredito ser o meu caso, apenas tento desesperadamente passar em que acredito e o que vejo e percebo nas atitudes dos homens e mulheres de decisão da minha época, sem no entanto ter uma fonte segura de informação, apenas meus cordiais contatos amigáveis e profissionais que adquiri durante esses 28 anos de trabalho com serviço de táxi em Campinas, incluindo mais de 10 anos dedicados com muito orgulho aos profissionais acadêmicos da Unicamp e de varias outras universidades, tanto federal, estadual ou particulares desse imenso Brasil e de outros paises etc, a fraternal convivência nos meios pastorais e religiosos do catolicismo e a aliada incansável esperança, de ver um país melhor ainda em vida, e confesso as vezes até com uma dose exagerada de otimismo, o que não acredito ser problema pois se tem uma coisa que minha geração passou foi por tristeza, humilhação, perda de identidade, de cultura e de raiz, praticamente somos uma geração que vive de esperança e saudades do passado, das pessoas, dos campos e das cidades em que moravam, só tem valor real o que ficou para traz, a realidade do hoje parece que não satisfaz, em vista disso o que mais se ouve das pessoas é que quando puderem vão voltar para o lugar de onde vieram, pois lá sim que a vida é boa, apesar de muitos terem se arrependidos ao voltarem e não encontrarem mais a realidade que deixaram
(vejam os que vieram do centro oeste do estado de sp como eu a mais de trinta anos, hoje uma região prisional, para não dizer penitenciaríeis, não existe praticamente um município sem uma unidade e sofrendo as conseqüências lamentáveis que rodeiam essas realidades desumanas de ambas as partes e dos dois lados dos muros, uma multidão humana engrossando as estatísticas de horror desta terra, provocada principalmente pelas décadas de irresponsabilidades na administração da coisa publica e sem um projeto serio de nação que possa incluir todos nos benefícios das in contáveis riquezas deste país, deixando uma multidão de pessoas a margem e sujeitas a toda tipo de miséria e violências )—
mesmo assim nos parece que tudo o que foi conquistado, por muitos, ao longo destes anos de luta, não valem para nada, pois ninguém é plenamente feliz! Sendo assim ser otimista é apenas obrigação, sem dizer que se é considerado uma pessoa diferente perdido em meio a uma multidão de decepcionados e pessimistas, defender esta causa passa a ser uma alegria, principalmente levando se em conta o histórico dela!