Edições Kírion

Edições Kírion As Edições Kírion têm como objetivo enriquecer o mercado editorial brasileiro com publicações sobre e

As Edições Kírion têm como objetivo enriquecer o mercado editorial brasileiro com publicações sobre educação.

Estamos acostumados a olhar para uma catedral gótica e ver, antes de tudo, o poder de uma Igreja. A história, porém, tem...
14/08/2026

Estamos acostumados a olhar para uma catedral gótica e ver, antes de tudo, o poder de uma Igreja. A história, porém, tem uma camada anterior menos grandiosa. 😭

No fim do século XII, a Europa mudava depressa. As cidades cresciam, o comércio se adensava, e uma nova população urbana — comerciantes, artesãos, gente de posses — buscava na fé algo que a estrutura eclesiástica, ainda pensada para o ritmo do campo, não pareciar estar preparada para oferecer. Esses homens e mulheres queriam uma experiência pessoal, capaz de envolvê-los emocionalmente com Cristo, a Virgem e os santos.

Foi desse anseio, tanto quanto da vontade da hierarquia, que nasceram as grandes catedrais municipais. Ao financiá-las, os habitantes das cidades ricas do norte da Itália e do sul da França davam forma a um desejo que vinha de baixo para cima: erguer um lugar à altura da intensidade espiritual que procuravam. A pedra respondia a uma necessidade da alma!

🫨 Olhar assim para uma catedral é vê-la como resposta a uma sede que homens comuns levaram consigo pelas ruas apertadas das primeiras grandes cidades da Europa.

📙 Este conteúdo tem por base a obra "A civilização da Idade Média", de Norman Cantor, publicada pela Kírion.

Repare como usam a palavra "medieval". Ela usualmente serve para desqualif**ar algo ou apresentar o atraso de uma ideia....
12/08/2026

Repare como usam a palavra "medieval". Ela usualmente serve para desqualif**ar algo ou apresentar o atraso de uma ideia. Virou sinônimo do que supostamente nos afastamos. E, no entanto, é o mesmo período que produziu as universidades, a medição das estrelas e as fundações sobre as quais se ergueria a revolução científ**a.

Esse é o paradoxo de que parte "A Idade da Luz". O rótulo "Idade das Trevas" não descreve o que aconteceu entre a Antiguidade e o Renascimento; descreve o modo como escolhemos olhar para esse intervalo; ou melhor, o modo como escolhemos não olhar. Segundo os autores da obra, os humanistas italianos cunharam a ideia de um milênio de escuridão, por conveniência própria. O problema de um período tido como apagado é que ele se torna uma tela em branco. Cada época projeta o que lhe convém, e nem sempre com boas intenções.

Matthew Gabriele e David M. Perry, dois medievalistas, propõem o gesto contrário. Em vez de trevas, luz — a dos vitrais e dos mosaicos dourados, mas também a de um mundo muito mais conectado e complexo do que a caricatura permite supor: mercados onde se falavam três línguas, rotas que ligavam o Congo à Alemanha e Córdoba à Índia. Sem, com isso, apagar a violência que também coube ao período.

A proposta é devolver ao medievo a única coisa que o clichê lhe negou: a complexidade.

🔗 "A Idade da Luz: uma nova história da Europa Medieval", de Matthew Gabriele e David M. Perry, está com desconto especial até 14/08!

10/08/2026

Seguindo nosso período medieval na livraria, chegamos a Hugo de São Vítor, que por volta de 1120 dirigia a escola de uma abadia nos arredores de Paris e escreveu, para os alunos que recebia ali, um manual sobre como se adquire a ciência de viver retamente. 🫨

Em “A instrução dos principiantes”, ele começa pelo discernimento, pelo exemplo dos santos e pela leitura das Escrituras, e desce depois às vestes, aos gestos, à fala e à mesa, ao ponto de reparar que há quem limpe a mão engordurada na roupa e volte a mexer na comida!

⚔️ Por trás da observação está a convicção de que o corpo mal governado revela uma mente mal governada, e por isso a formação começa pelos gestos antes de chegar às letras, já que o estudante disperso em si mesmo vai se dispersar também dentro do livro.

Da disciplina dos costumes, Hugo conduz o aluno à leitura, e da leitura à meditação. A coleção que reunimos percorre esse caminho, com cinco livros que acompanham o estudante do primeiro gesto até a última medida.

⭐ Garanta a Coleção Hugo de São Vítor em nossa livraria com 40% off até 14/08!

Seja meio-dia ou duas horas da tarde, você olha o relógio e faltam quatro horas para acabar o dia. Olha de novo e passar...
10/08/2026

Seja meio-dia ou duas horas da tarde, você olha o relógio e faltam quatro horas para acabar o dia. Olha de novo e passaram seis minutos!

O trabalho que estava indo bem de manhã agora parece grande demais para valer a pena. Você levanta, vai até a cozinha e volta sem nada e começa a pensar que talvez o problema seja o lugar. Ou até que talvez seria melhor ter outro emprego, fazer outro curso, viver outra vida, uma que você imagina em detalhes enquanto a tela continua parada na mesma linha. 🤷‍♂️

Os monges do deserto do Egito conheciam o "demônio do meio-dia", e sabiam a hora exata em que ele chegava. Também sabiam onde a coisa costuma terminar.

👀 A resposta que eles deram está em "A mente dispersa", disponível em nossa livraria!

06/08/2026

😶 Já foi alvo de fofocas, perdeu a paciência ou evitou uma pessoa só porque estava chateado? Pois os monges também passaram por isso.

Muitos se irritavam uns com os outros, chamavam-se por nomes maldosos, faziam imitações às escondidas dos colegas e guardavam ressentimento quando alguém parecia levar uma vida mais fácil. 😶‍🌫️ Alguns, quando magoados, recusavam-se a comer como forma de mostrar a ofensa!

Jamie Kreiner reconstrói, em "A mente dispersa", esse lado menos solene da vida monástica, no qual líderes das comunidades tinham plena consciência do risco que esses atritos representavam.

Se até um monge devia superar o próprio ânimo antes do fim do dia, quem dirá nós!

🕰️ Para aprender a lidar com distrações e outros episódios como esse, garanta "A mente dispersa" com desconto na promoção "O Legado Medieval", até 14/08.

🏰LANÇAMENTO 🕯️Os monges cristãos da Antiguidade Tardia e da Alta Idade Média reconheciam a dispersão da mente como um do...
04/08/2026

🏰LANÇAMENTO 🕯️

Os monges cristãos da Antiguidade Tardia e da Alta Idade Média reconheciam a dispersão da mente como um dos grandes obstáculos à vida espiritual, um problema humano e moral que os afastava de seu propósito. Para enfrentá-la, desenvolveram um repertório sofisticado de estratégias voltadas a reconquistar o próprio foco.

É esse território que a historiadora Jamie Kreiner explora em "A mente dispersa". Professora de História na Universidade da Geórgia e especialista na Alta Idade Média, a autora nos leva a um laboratório histórico do controle da atenção para nos mostrar a vastidão das formas de disciplina e exercícios de memória.

Erudita e envolvente, com a dose certa de bom humor, a obra une pesquisa acadêmica a uma escrita acessível, sem se render às fórmulas da autoajuda.

🔗Adquira agora em nossa livraria — Link na bio

Fixe os olhos num ponto e force o olhar a f**ar imóvel. Em segundos, a imagem borra até sumir! 😶‍🌫️O psicólogo francês T...
31/07/2026

Fixe os olhos num ponto e force o olhar a f**ar imóvel. Em segundos, a imagem borra até sumir! 😶‍🌫️

O psicólogo francês Théodule Ribot, em "Psicologia da atenção", mostra que o foco funciona igual: assim como o olho perde a imagem, a atenção — travada, fixa, sem nenhuma oscilação interna — se apaga também. Por isso o Ribot diz que a atenção só dura porque, por baixo do que parece um foco contínuo, ela na verdade f**a oscilando o tempo todo.

E, se foco não é f**ar travado e imóvel na tarefa, mas um vaivém constante em torno dela, então insistir na fixidez total é contraproducente. Quem tenta "colar" no ponto sem deixar a mente oscilar nem um milímetro não está no auge do foco.

🕰️Aprenda mais sobre a arte da atenção, conosco!
🔗 "Psicologia da atenção" pode ser garantido em nossa livraria.

29/07/2026

😶 É... Chavigny sustenta que a memória guarda tudo de modo desordenado, como um sorvedouro em que nada se recupera quando é preciso. Assim, o trabalho intelectual não fracassa por falta de conhecimento acumulado, mas por falta de um método que permita localizar esse conhecimento no momento certo.

A proposta de seu livro é transferir o acúmulo para um sistema externo, o que ele chama de “memória de papel”. Cada ideia ou informação vai para uma ficha, classif**ada de modo que possa ser encontrada e recombinada depois. A memória interna pode assim se tornar o que Chavigny considera superior: o juízo, que confronta os dados e decide.

A ideia que hoje se discute sob o nome de "segundo cérebro" já estava descrita em sua obra, com um século de antecedência.

📘“Organização do trabalho intelectual”, de Paul Chavigny, pode ser garantido em nossa livraria!

Antes de chegar à filosofia ou à teologia, o estudante passava por estas quatro artes, e era com elas que aprendia a rac...
27/07/2026

Antes de chegar à filosofia ou à teologia, o estudante passava por estas quatro artes, e era com elas que aprendia a raciocinar sobre o que não se vê nem se toca. O Quadrivium era o começo dos estudos, não o fim.

Santo Isidoro diz isso logo na abertura de “Quadrivium”: a aritmética vem primeiro porque não depende de nenhuma das outras, e as demais se apoiam nela.

Hoje herdamos os pedaços, com cálculo numa sala, música noutra, física noutra, e nenhuma conversa entre elas. Ganhamos profundidade em cada uma das matérias, mas perdemos a percepção de que faziam parte de algo muito maior e coeso.

Para saber mais, "Quadrivium" de Santo Isidoro de Sevilha está no Link na bio.

"Bhsbefdfnpt bpt mfjupsft eb Ljsjpo qfmp dbsjoip!"Não, seu celular não está com problema e não digitamos errado. Essa li...
25/07/2026

"Bhsbefdfnpt bpt mfjupsft eb Ljsjpo qfmp dbsjoip!"

Não, seu celular não está com problema e não digitamos errado. Essa linha aí em cima é uma mensagem cifrada, e a chave para lê-la está num livro que acaba de chegar à Kírion.

O sistema é o mesmo que o Imperador César Augusto usava para escrever em segredo, em que cada letra do texto original foi trocada pela seguinte! Veja o carrossel para entender melhor.

👀 Decifrou nossa mensagem?
Então já sabe o que a gente quis dizer. 🖤

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