04/12/2024
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Queridos Papai e Mamãe,
Hoje, quero abrir meu coração para vocês, porque sei o quanto me amam e torcem por mim. Eu ainda tenho pouca idade, sou só uma criança. Amo jogar futebol, sentir a bola nos meus pés ou nas mãos (quando goleiro/a), correr pelas quadras e campos, me esforçar e dar o meu melhor. Esse amor pelo esporte é meu, é algo que me faz feliz, me desafia e me ensina, mas também sei que vocês têm expectativas e sonhos para mim.
Quero dizer que eu entendo o quanto vocês se preocupam e se dedicam para que eu tenha as melhores oportunidades. Mas, por favor, não transfiram para mim os desejos que talvez vocês não tenham realizado. Eu não quero jogar para cumprir expectativas que não são minhas. Quero jogar porque isso me faz sorrir, porque é onde me sinto livre e onde aprendo lições valiosas sobre a vida.
Eu sei que no futebol, assim como em qualquer competição, só existe um lugar no primeiro lugar do pódio. A verdade é que a maioria de nós não será campeão, mas isso não significa que somos perdedores.
O que realmente importa é reconhecer o valor dos nossos adversários, respeitá-los e compartilhar com eles essa paixão pelo jogo e esse momento das nossas vidas.
Quero aprender admirá-los, pois a admiração é algo que nos ultrapassa, algo belo que nos encanta, às vezes, algo impossível de se reproduzir.
Cada lance disputado, cada bola chutada, cada defesa realizada, cada gol feito — tudo isso vale a pena quando estou me divertindo e vivendo o momento presente, aliás, o único que possuímos de fato.
Afinal, o mais importante não é o placar, mas o espírito com que jogamos. Quero que se lembrem disso: na competição do século XXI, o prazer estará em "jogar um com o outro, e não um contra o outro." Porque no fundo, o futebol, assim como a vida, é sobre conexão, aprendizado e amor.
Obrigado por estarem sempre ao meu lado. Eu amo vocês!
Com todo o meu carinho,
[Seu filho/filha]
Autor: Anderson do Prado
Psicanálise e Esporte