11/05/2026
A maternidade me encontrou aos 17 anos.
Eu ainda era uma menina cheia de medos, inseguranças e dúvidas sobre o futuro… mas mesmo sem saber exatamente como seria, eu fui.
Fui aprendendo enquanto vivia.
Crescendo junto com meus filhos.
Tentando acertar mesmo nos dias em que eu me sentia perdida dentro de mim mesma.
Por muito tempo carreguei silenciosamente a sensação de nunca estar fazendo o suficiente.
Sou uma mãe neuroatípica, e isso vem acompanhado de muitas culpas que quase ninguém vê.
A autocobrança constante.
O medo de falhar.
O cansaço emocional.
A sensação de precisar ser forte o tempo todo.
Mas quando olho pra minha história, eu vejo amor.
Um amor real, imperfeito, mas profundamente verdadeiro.
Vejo uma mãe que tentou.
Que abriu mão de muita coisa.
Que amadureceu cedo.
Que sonhou pelos filhos até quando deixou de sonhar por si mesma.
Hoje, olhar para a caminhada dos meus filhos enche meu coração de orgulho.
Porque no fundo, tudo que uma mãe deseja é isso: ver os filhos indo mais longe do que ela conseguiu ir.
Eu quero que eles tenham menos medos.
Mais oportunidades.
Mais segurança.
Mais leveza na caminhada.
Talvez esse seja o maior amor de uma mãe:
dar aos filhos asas que muitas vezes ela nunca teve.
Ainda carrego medos.
Ainda tenho dias difíceis.
Mas também carrego uma gratidão enorme por perceber que, mesmo imperfeita, eu consegui construir amor dentro da minha casa.
E no fim… talvez seja exatamente isso que importa.
e Davi, vocês são os maiores amores da minha vida.
A razão de tantas vezes eu continuar, mesmo quando pensei em desistir.
Tudo em mim sempre foi por vocês.