17/01/2021
Este administrador concluiu recentemente "Elf-san Wa Yaserarenai" (Sinecdoche, 44 capítulos até o momento) e recomenda a leitura.
Erufuda ("é uma elfa", em japonês) veio para nosso mundo, onde se apaixonou por batatas fritas e ganhou peso até não poder retornar para seu próprio mundo, porque o portal só funciona se você tiver o mesmo peso com que veio. Ela procura uma clínica, onde conhece Naoe (irrelevante, a única forma a que ela se refere a ele é como "humano") que a guiará em sua jornada. Fracassada, pois o mangá se traduz como "A elfa não consegue emagrecer".
Desde o início (cap. 2) já começam a ser apresentadas mais visitantes do outro mundo com problemas similares de alimentação, e aumentando a clientela do Humano, resultando em uma espécie de "história de harém" com um "isekai ao contrário", embora nem todas elas se tornem tão próximas do co-protagonista quanto a elfa do título e se tornem parte do cenário.
Os primeiros capítulos são um pouco cansativos, porque é gasto um bom tempo falando sobre exercícios e nutrição, com um tom de "manual em quadrinhos", mas esse aspecto informativo, educacional, é parte integrante da história e o conteúdo até onde este administrador pode dizer, é bem pesquisado. Há um pouco de "meta" humorístico neste início também, que distrai um pouco da narrativa. Do capítulo 6.5 em diante a história toma um pouco mais de direção, f**ando menos episódica e até mesmo apresentando algum conflito - resolvido de forma rápida e cartunesca.
A nudez parcial é frequente, então não é recomendado para todas as idades, embora o público adolescente (bonk!) não vá ter problemas com o "e***i" aqui. Claro, é gratuito em vários momentos, mas não chega a cansar. Por sinal, há dois capítulos "de praia".
Ainda sobre isso, o mangá é definitivamente para quem aprecia "chubbies": todo o elenco exceto O Humano é rechonchudinho e com diversas alturas - especialmente depois da introdução das raças gigantes - e representa uma variedade de silhuetas.
O quadrinho é bom, muito bem desenhado e embora se perca um pouco no e***i nos capítulos finais recupera o tom educacional a tempo, mostrando consistência do autor. Há bons momentos cotidianos, alguns tocantes e pelo menos dois sustos.
Destaque para Ino Akiho-San, a "Chief-san" dona da clínica onde o co-protagonista trabalha e que o assedia constantemente, a ponto de escolher a roupa de praia dele - que sabe-se lá como, f**a ainda menor no segundo episódio litorâneo. O tom permanece leve e humorístico apesar disso: não há ameaça ao Humano.
A página dá três estrelas pelo trabalho bem-feito e o equilíbrio entre informação, safadeza e comédia. Duas estrelas foram removidas pelo tom didático que pode afastar leitores que não estejam interessados em exercícios e nutrição e porque a personagem Raika poderia ser melhor tratada.