10/08/2026
Esta é uma homenagem aos pais: aqueles que estão presentes, que constroem caminhos, que são colo, direção, proteção e referência na vida de seus filhos.
Mas como filha de mãe solo, hoje eu também quero olhar um pouco além daquilo que, por tanto tempo, nos foi apresentado como a estrutura exata de uma família, afinal a vida nem sempre acontece dentro do que é convencional, e talvez esta seja uma das coisas mais bonitas que ela nos ensine: aquilo que foge do que um dia nos disseram ser o certo ou o ideal também pode ser inteiro.
Existem muitas mãos capazes de ajudar a sustentar uma vida, assim como existem mães que, por tantas circunstâncias diferentes, precisaram ocupar muitos lugares ao mesmo tempo. E, neste dia, de maneira muito especial, eu honro a minha.
Minha mãe, que representa para mim tantas mães solos que fizeram e fazem todos os dias muito mais do que aquilo que caberia em qualquer definição de papel. Mulheres que criaram, sustentaram, protegeram, educaram, abriram caminhos e seguiram em frente, muitas vezes transformando dificuldade em força, ausência em presença e impossibilidades em novos começos.
Eu honro profundamente cada família e cada história construída a partir daquilo que conhecemos como convencional, a minha história hoje, com meu marido e filhos, está sendo escrita desta forma (e é linda)! Mas acredito também que datas como esta podem nos convidar a ampliar o olhar. A compreender que família não precisa ser uma equação exata para ser concreta. Que os lugares dentro dela nem sempre serão ocupados por quem imaginávamos. E que uma história diferente daquela que planejamos não é, por isso, uma história menor.
Às vezes, a vida transcende o convencional. Então hoje eu celebro os pais, mas celebro também todos aqueles que, independentemente do nome dado ao lugar que ocupam, escolheram fazer dele presença e, tal qual minha mãe, ocupar múltiplos lugares!
Com todo o meu amor, Mariana.