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25/06/2026
Como destruir sua empresa em 10 decisões — e uma (apenas uma) indecisãoComeça assim: você acorda CEO e dorme especialist...
20/04/2026

Como destruir sua empresa em 10 decisões — e uma (apenas uma) indecisão

Começa assim: você acorda CEO e dorme especialista em apagar incêndio. No meio do caminho, decide — com convicção — tudo o que garante o colapso elegante da própria empresa. Não é descuido. É método. É quase uma arte. E, como diria Peter Drucker, “a cultura come a estratégia no café da manhã”… desde que você a alimente mal.

Vamos às decisões — e à única indecisão fatal.

1. Decida que você já sabe tudo

Afinal, estudar dá trabalho. Esqueça o que universidades como Harvard Business School ou INSEAD pesquisam há décadas.

Se você já tem respostas, para que perguntas?
E sem perguntas… onde nasce a inovação?

2. Decida ouvir apenas quem concorda com você

Monte reuniões onde o silêncio é confundido com alinhamento. Divergência? Subversão.

Mas diga: sua equipe concorda… ou se protege?
Quando foi a última vez que alguém discordou de você — e permaneceu empregado?

3. Decida colocar metas acima de sentido

Bata números. Sempre. Custe o que custar.

Mas, curioso: quem sustenta a meta quando o propósito evapora?
Resultados sem sentido… duram quanto tempo?

4. Decida tratar pessoas como recursos

“Capital humano” soa bonito — até você lembrar que capital se substitui.

Se pessoas são recursos, o que sobra quando elas vão embora?
Planilhas sentem? Entregam? Criam?

5. Decida ignorar o cliente real

Prefira o cliente imaginado: aquele que valida sua estratégia.

Você escuta o cliente… ou o que gostaria de ouvir dele?
Seu produto resolve um problema — ou apenas confirma uma crença?

6. Decida crescer a qualquer custo

Cresça rápido. Depois… você vê.

Mas crescer o quê, exatamente? Receita? Ego? Complexidade?
E se crescer for apenas inflar o problema?

7. Decida premiar a urgência e punir a reflexão

Quem pensa demais atrasa. Quem reage rápido… erra mais rápido.

Velocidade substitui direção?
Quantas decisões rápidas você já teve que “consertar” lentamente?

8. Decida confundir controle com liderança

Crie relatórios. Mais relatórios. Controle tudo.

Mas controle gera confiança… ou medo?
E medo… produz excelência ou obediência silenciosa?

9. Decida terceirizar a ética

“É o mercado”, “é o jogo”, “todo mundo faz”.

Se tudo é justificável… o que ainda é inaceitável?
E quando a reputação cobra — quem paga a conta?

10. Decida adiar conversas difíceis

Feedbacks f**am para depois. Conflitos, também.

Mas o que cresce no silêncio? Confiança… ou ressentimento?
Quantos problemas você está “cultivando” agora?

E a única indecisão…

Nunca decida parar para refletir

Essa é a mais eficiente de todas.

Não pare. Não questione. Não revisite.
Siga. Corra. Execute.

Mas responda — se tiver tempo:
Quem está conduzindo sua empresa… você ou o fluxo automático das suas decisões não examinadas?

No fim, a empresa não quebra de repente. Ela vai se dissolvendo em pequenas certezas não questionadas. Em decisões que nunca voltam para revisão. Em líderes que confundem convicção com verdade.

Talvez a pergunta não seja “como salvar sua empresa”.
Talvez seja mais incômoda:

O que, exatamente, você continua decidindo… que já deveria ter sido questionado?

Crônicas Finitudes: ANALÓGICO EU?Sou analógico.Descobri isso tarde, quando me pediram para “subir um arquivo” e eu procu...
14/02/2026

Crônicas Finitudes:
ANALÓGICO EU?

Sou analógico.
Descobri isso tarde, quando me pediram para “subir um arquivo” e eu procurei uma escada.
Meu problema não é a tecnologia.
É a pressa.
Enquanto o mundo fala em inteligência artificial,
eu ainda confio muito na inteligência do corpo.
Gosto de pisar descalço na areia para ter certeza de que estou vivo.
De ver o pôr do sol sem fotografar — porque algumas coisas não pedem registro, pedem presença.
De jogar jogo de mesa por horas, mesmo perdendo, porque perder olhando nos olhos é diferente.
Faço s**o real.
Sem botão.
Sem atualização.
Sem tutorial.
E digo isso com orgulho quase infantil.
Gosto de comida com história.
Receita da família não vem em PDF.
Vem com “faz assim, mas não muito”
e “prova antes de desligar”.
Quando algo dá errado, consulto gente.
Não algoritmo.
— O que você acha?
— Já passou por isso
O mundo digital acha isso lento.
Eu acho humano.
Outro dia tentei lidar com tráfego pago, IA, impressora digital e senha que vence sozinha.
Perdi para a impressora.
Ela piscava luzes como se estivesse decepcionada comigo.
— Erro desconhecido — dizia.
Desconhecido para quem?
A máquina quer eficiência.
Eu quero sentido.
Enquanto o digital promete otimizar a vida,
o analógico insiste em vivê-la.
Prefiro um silêncio bom a um feed infinito.
Uma conversa longa a cem mensagens curtas.
Uma tarde inteira sem produtividade a uma semana cheia de tarefas vazias.
Talvez eu esteja ultrapassado.
Ou talvez esteja fora da moda certa.
Não rejeito o novo.
Só não abandono o essencial.
Se ser analógico é sentir o mundo sem intermediário,
então sigo assim mesmo.
Descalço.
Presente.
Com a mão suja de vida.
Hermes Schneider, amigo da sabedoria e das palavras que tocam a vida !
Hermes Schneider, amigo da sabedoria e das palavras que tocam a vida que flui !

27/01/2026

Um Brinde?A vida, por vezes, parece um replay infinito do mesmo match. A gente entra em campo todo dia, no automático. O despertador é o apito inicial. O café, o primeiro passe. O trabalho, aquele meio-campo embolado onde a bola (quase) nunca chega redonda. E a gente corre, corre, corre... mas o placar insiste em f**ar no zero a zero com o signif**ado.Do lado de fora da nossa própria quadra, a vida pulsa. É um lance de gênio, um drible desconcertante: um olhar que te reinicia, um abraço que é gol de placa nos acréscimos, um respirar fundo que parece a torcida inteira gritando seu nome. É a celebração de finalmente chegar onde você merece, de levantar a taça que tem o seu suor, as suas noites em claro, os seus "quase desisto".Mas a gente, teimoso, f**a ali, na mesmice, analisando a estatística da posse de bola da rotina. Esquecemos que o jogo de verdade não tem VAR pra anular a saudade, nem juiz que apite o fim da esperança.E se a gente parasse de ser só gandula da própria existência? Se a gente entrasse pra jogar, de verdade? Celebrar as quedas como quem aprende um novo drible. Comemorar as chegadas como um título mundial. Aceitar as partidas como o fim de um campeonato, que abre espaço para o próximo. Aprender com o "não" que a vida nos dá, que é só um treino duro pra fortalecer a alma. E vibrar com o "sim", aquele passe na medida, que nos deixa na cara do gol.Como diria um poeta de muitos nomes e nenhuma pressa, o que importa é o sentir. Sentir o agora. O gosto do café, o calor do sol na pele, a textura da grama sob os pés. O passado? Foi o aquecimento. O futuro? É o próximo jogo, e a gente nem sabe quem é o adversário. O que temos é este exato momento. Este segundo.Então, que tal? Deixar de ser apenas um espectador na arquibancada da própria vida. Pegar a taça – pode ser um copo, uma xícara, o que tiver na mão – e encher. Encher com a coragem de quem entra em campo, com a alegria de quem marca um golaço, com a sabedoria de quem aprende na derrota.Um brinde?

Endereço

Itapema, SC

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