06/09/2026
Nós, da Casa Vamos Ler, estamos celebrando a Bienal do Livro de São Paulo. 📚
Inclusive, fizemos um Reels para ajudar quem vai à Bienal a aproveitar melhor a experiência de comprar livros por lá.
E talvez seja justamente por isso que ela tenha me feito pensar tanto.
Como podemos ter uma Bienal lotada, milhares de pessoas apaixonadas por livros, enquanto o Brasil vem perdendo leitores e, ao mesmo tempo, tantas livrarias e espaços físicos de venda de livros desaparecem?
Não é uma crítica à Bienal.
É exatamente o contrário.
A Bienal mostra o que acontece quando colocamos o livro no centro. ❤️📖
Criamos espaço para descoberta, encontro, conversa, autores, leitores e experiências.
As pessoas aparecem.
👀 Elas querem ver.
🤲 Querem tocar.
📖 Querem folhear.
💡 Querem descobrir.
💬 Querem conversar sobre livros.
E talvez seja justamente isso que estamos perdendo no nosso mercado:
as vitrines.
Não estou falando apenas de vender livros.
Estou falando dos lugares onde alguém entra procurando uma coisa e acaba descobrindo outra que nem sabia que queria.
Uma livraria pode fazer isso todos os dias.
Por isso, talvez estejamos olhando demais para o número de livros vendidos e pouco para uma questão maior:
como estamos construindo novos leitores?
Porque vender livros é uma coisa.
Construir um mercado de livros é outra.
E formar leitores é outra ainda.
A Bienal está mostrando que existe gente apaixonada pelo livro.
Então talvez a pergunta não seja apenas:
“Onde estão os leitores?”
Talvez devêssemos perguntar:
“Onde estão os lugares para que eles encontrem os livros?” 🔎📚
Como livreiro há 25 anos, essa é uma questão que me inquieta.
E é justamente por gostar tanto da Bienal e por acreditar tanto no livro que eu faço essa reflexão.
Quando damos espaço para o livro, as pessoas aparecem.
Talvez precisemos criar mais desses espaços.
Todos os dias. Em todas as cidades. 🏪📚