15/06/2026
Hoje eu completo 32 anos🥹
E pela primeira vez em muito tempo, sinto que este aniversário não é apenas sobre celebrar mais um ano de vida. É sobre agradecer por ainda estar aqui.
Os últimos meses foram, sem dúvida, alguns dos mais difíceis da minha caminhada.
Muitas pessoas perceberam meu afastamento, meu silêncio, a pausa nas produções do Lindos, as mudanças de comportamento, a dificuldade de estar presente e talvez até tenham se perguntado o que estava acontecendo comigo.
A verdade é que eu também não entendia.
Passei por um período de muita dor emocional, crises intensas, oscilações de humor, ansiedade, tristeza profunda, sentimentos que eu não conseguia explicar e batalhas que aconteciam dentro de mim todos os dias. Muitas vezes eu me sentia perdida dentro da minha própria mente.
Recentemente, recebi diagnósticos que começaram a dar nome para muitas coisas que eu vivi ao longo da vida: transtorno afetivo bipolar e transtorno de personalidade borderline.
Não foi fácil ouvir isso.
Ao mesmo tempo que o diagnóstico trouxe medo, ele também trouxe alívio. Pela primeira vez, eu entendi que não era falta de fé, falta de força, preguiça ou falta de vontade. Existiam razões para tantas dores que eu carregava.
Ainda estou aprendendo a lidar com tudo isso.
Estou aprendendo a entender meus limites, a aceitar ajuda, a respeitar meu tempo e a permitir que meu coração e minha mente iniciem um processo de cura.
Quero também aproveitar este momento para pedir perdão.
Perdão às pessoas que amo e que, de alguma forma, foram machucadas durante esse período.
Perdão pelos afastamentos, pelas ausências, pelas mensagens não respondidas, pelas mudanças repentinas de humor, pelas vezes em que não consegui ser a amiga, a familiar, a esposa, a empreendedora ou a pessoa que eu gostaria de ter sido.
Nada disso aconteceu por falta de amor.
Muito pelo contrário.
Muitas vezes eu me afastei justamente porque estava lutando para sobreviver a batalhas que ninguém conseguia enxergar.
E sobreviver é cansativo.
Sobreviver dói.
Sobreviver não é viver.
Talvez essa seja uma das maiores lições que esses 32 anos me trouxeram.
Continua nos comentários…