14/03/2022
O Ponto de Memória Estação do Cordel comemorou os seus cinco anos de vida em grande estilo, dialogando com várias vertentes artísticas nesses dias 11 e 12 de março. No palco da Praçarte, muita poesia, do cordel ao slam, com a SPVA mostrando que o poeta deve ganhar as ruas, as praças e os becos.
Entre as atrações, tivemos o Bando de Fabião com seu samba de roda, a cantoria vestindo a vida com seu repente nas vozes dos violeiros Marcos Teixeira e Domingos Matias, homenageando com seus versos o centenário de Chico Traíra, com familiares do poeta alimentando a roda de viola com as batalhas da vida do violeiro centenário. O pesquisador Gutenberg Costa, numa prosa descontraída, traçou o cordel potiguar, destacando a embarcação cordeliana navegante das águas mornas do Rio Potengi que ancorou na cidade de Natal.
A contação de história narrou brilhantemente a peleja do centenário da Semana de 22. O Choro do Caçuá desembarcou na Estação da Praça Padre João Maria levando o entusiasmo e avisando que o viver segue tocando em frente. Para finalizar as comemorações, o Rima Central, com sua juventude fazendo experimentações, trouxe para o coração do centro histórico de Natal os jovens de nossa periferia, com suas vozes de indignação, mostrando que a arte pode ser sim um manifesto.
Os que fazem o Ponto de Memória Estação do Cordel sabem que o trem da cultura não pode seguir adiante apenas com o maquinista; precisamos de cada um dos tripulantes. Por isso, fizemos questão de homenagear todos aqueles desembarcaram na Estação contribuindo de alguma forma com a nossa existência. Foram 50 pessoas e várias entidades que ajudaram a tremular a nossa bandeira.
O Ponto de Memória Estação do Cordel seguirá em frente com Você! Embarque nessa viagem!