22/05/2024
😍 PROMOÇÃO 📚
À sombra do carvalho divino, os legionários romanos, após a derrota de Vercingétorix, ergueram a estátua do deus Dionysius, também conhecido pelo nome de Bacchus, deus das selvas, das campinas, das uvas, dos trigais, amante da rusticidade e da liberdade. E, de conformi- dade com o costume dos conquistadores, inscreveram uma legenda latina ao pé do monumento. Supõe-se que rezava assim: "Dionysio Rústico Eleu- thero", com a significação de "Dioniso campestre em liberdade". O povo deturpou os nomes: "Dionysius" sofreu a evolução simplificativa "Diony- sio-Dionys-Denis". Ardenae, latinização de "ard-nae", mata grande, simplificou-se em "ard". É interessante de se registrar que segundo a revelação dos espíritos, de que a encarnação como druida de Allan Kardec teria ocorrido ao tempo de César, o Codificador também terá sido contemporâneo de Vercingétorix e quem sabe? - ter participado da construção da famosa estátua que viria séculos depois tomar como seu próprio nome. Com a introdução do Cristianismo, surgiram três santos: Denis, Rústico e Eleutério. Caso tenha sido intenção perspícua dos pais de Rivail reverenciarem a origem céltica dos franceses ou render homenagem a um desses santos, seu rebento terá sido consagrado a "Denis-Ard", Protetor Espiritual da França. Se admitirmos a hipótese de "coincidência", ou ter sido uma escolha pela estética do nome, o que nos parece uma explicação mais plausível, poderemos, então, enveredar para uma justificação jungiana. A idéia básica das teorias de Carl Gustav Jung é a dos arquétipos como padrões de comportamento instintivo, ou seja, as marcas fortes das repetições de experiências grafam dentro de nossa constituição psíquica os arquétipos que podem ressurgir de tempos em tempos. Em outras palavras, as situações vividas pela humanidade no decorrer dos milênios foram-se sedimentando em seu psiquismo de modo a instintivamente fazer parte de seu inconsciente coletivo. (...)
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