20/07/2026
Todo mundo tem TDAH. Agora tudo é TDAH.
“Você esquece tudo.” “Você é debochada.” “Você é fria, não sente saudade, não gosta de carinho.” “Falta força de vontade.”
Eu ouvi isso a vida inteira. E por anos, tentei ser uma pessoa “normal”. Fingi. Me forcei. Me machuquei tentando caber em um padrão que nunca fez sentido pra mim. Tive crises de ansiedade. Perdi pedaços de mim mesma. E mesmo assim, nunca consegui ser essa tal de “normal”. Porque isso nunca existiu.
Foi só quando parei de me culpar e comecei a buscar respostas — de verdade, com ajuda especializada — que entendi: aquilo que eu chamava de defeito, tinha nome. E tinha tratamento.
Isso não me faz coitada. Isso me deu um mapa. Descobri que meu cérebro simplesmente funciona diferente. Não sou a mente das exatas — mas minha sensibilidade e minha criatividade são o meu superpoder. E ninguém vai tirar isso de mim.
Por isso eu falo sobre diagnóstico. Porque ele não é rótulo, é liberdade.
Não, nem tudo é TDAH. Mas se você se reconhece nessas linhas e isso está atrapalhando sua vida, não ignore. Procure um profissional. Avalie. Trate. Porque você merece viver bem — e isso não é luxo, é essencial.
dra.amandavalpsiquiatra