10/04/2026
Está chegando o dia do disco de vinil! Prepare-se!
O Dia Nacional do Disco de Vinil é comemorado no Brasil no dia 20 de abril. A data foi criada em 1978 para homenagear o cantor e compositor brasileiro Ataulfo Alves, que faleceu em 20 de abril de 1968.
Detalhes sobre a data:
Origem: Colecionadores cariocas escolheram a data da morte do compositor Ataulfo Alves para homenagear o artista e ouvir discos de vinil.
Ataulfo Alves faleceu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1969, dias antes de completar 60 anos, em decorrência do agravamento de uma úlcera após intervenção cirúrgica. Foi sepultado no Cemitério do Catumbi. A data da sua morte foi escolhida para comemorar o dia do disco de vinil e é uma homenagem dos colecionadores cariocas a um dos maiores nomes do samba. O dia 20 de abril é, portanto, uma celebração tanto da memória de Ataulfo Alves quanto do formato de mídia que imortalizou sua obra.
Ataulfo Alves foi um dos maiores compositores e sambistas do Brasil, fundamental para a consolidação do samba urbano carioca nas décadas de 1930 e 1940. Mineiro com influências da toada rural, criou clássicos atemporais como "Ai, que Saudades da Amélia" e "Mulata Assanhada", marcados por uma cadência doce, melancólica e poética.
A importância de Ataulfo Alves na cultura brasileira é multifacetada:
Junto com nomes como Cartola e Nelson Cavaquinho, Ataulfo ajudou a fixar o samba como gênero musical popular. Sua obra se destaca pela sofisticação harmônica e lírica, trazendo uma suavidade mineira para o samba do Rio de Janeiro.
Compositor Prolífico, deixou cerca de 400 músicas gravadas, muitas delas grandes sucessos de rádio, como "Atire a Primeira Pedra", "Na Cadência do Samba" e "Laranja Madura".
Parcerias Icônicas: Compôs com Mário Lago (Amélia) e Wilson Batista, criando músicas que se tornaram parte do patrimônio nacional. Suas letras abordavam a vida cotidiana, a melancolia e o romantismo com uma perspectiva única, muitas vezes dialogando com a identidade nacional e questões sociais.
Em 1965, devido à sua importância, recebeu o título de "General do Samba". Suas músicas continuam vivas e influentes na Música Popular Brasileira (MPB) até hoje.
O disco de vinil começou ser fabricado no Brasil nos anos 50 e, mesmo após a popularização de outros formatos, continua sendo pesquisado, fabricado, comercializado e colecionado em 2026. Pessoas com idade inferior a 20 anos estão se interessando, pesquisando, comprando e ouvindo discos de vinil. Pais e avós mostram as coleções antigas e ensinam a nova geração ouvir música do jeito antigo.
Em 1948, a empresa alemã Dóitx Gramofôn (Deutche Grammophon) lançava o primeiro disco em vinil que substituiu os discos de goma-laca de 78 rotações por minutos. Foi uma inovação histórica. Os discos de goma-laca permitiam a gravação de apenas uma música em cada face, enquanto que os de vinil, também chamados de Long Play ou LP, eram mais leves e resistentes e reproduziam um número maior de canções com mais qualidade sonora.
No Brasil, o primeiro disco de vinil foi lançado em 1951, mas só começou a suplantar o disco de 78 rotações em 1964, e dominou o mercado até 1996. O primeiro LP nacional que recebeu o nome de carnaval e contava com uma seleção de sambas e marchinhas. Não dá para ser mais brasileiro que isso, né?
A queda nas vendas dos chamados LPs começou de forma crescente, com o lançamento do Compact Disc, o CD, em 1984. Para se ter uma ideia, em 1991 foram vendidos 28 milhões de discos de vinil, cinco anos depois esse número caiu para 1,6 milhão e quase zero no ano seguinte.
As grandes gravadoras produziram discos de vinil até 31/12/1997, restando a partir daí apenas uma gravadora independente, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que faliu no ano 2000. Os LPs perderam o valor e passaram e ser comercializados nos chamados sebos, a preços muito baixos.
Nos Estados Unidos, os discos de vinil nunca saíram do mercado. Em 2013, foram vendidos cerca de 5 milhões de cópias e, no ano seguinte, foi registrado um aumento de 53% nas vendas, o que representou cerca de 6% do mercado de música daquele país.
Com a recuperação das vendas de LPs nos Estados Unidos e na Europa, empresários brasileiros recuperaram, em 2009, as máquinas da gravadora de Belford Roxo, reabriram com o nome Polysom e voltaram a produzir discos de vinil no dia 1/1/2010. A Polysom tem capacidade de produzir 28 mil LPs por mês. Nos últimos anos, o preço do disco de vinil subiu. Hoje, um LP novo custa em torno de R$ 150 e tanto a venda quanto a produção estão em crescimento constante. Os aparelhos toca-discos e seus acessórios também estão em produção e aperfeiçoamento da tecnologia.