27/06/2018
Regrann from - Texto com .leonardomatta
Câncer é uma das principais causas de morte atualmente. No entanto, estudos recentes demonstram que o exercício físico controla o crescimento de tumores. Dentre os principais mecanismos, discute-se o papel da modulação das células NK (natural Killer)
As células NK são uma das principais ferramentas do sistema imune para controlar o crescimento tumoral. Nesse sentido, o exercício físico pode mobilizar e ativar células NK através da liberação de adrenalina e de miocinas, como a IL-6, perfusão tecidual e aumento da temperatura corporal
Assim, podemos discutir que para potencializar a ativação de células NK precisamos de três estratégias principais: 1) exercícios que liberem adrenalina e IL-6, 2) Estimular a perfusão tecidual e aumento de temperatura corporal e 3) Evitar o excesso de treino prevenindo imunossupressão
Nesse sentido podemos expecular que as respostas agudas e crônicas ao treinamento podem ser um fator relevante para a ativação de células NK. O treinamento aeróbio de moderada-alta intensidade, apresenta como resposta maior ativação simpática, aumento da perfusão do tecido muscular (vasodilatação periférica - maior atividade da eNOS) e estimula o “browning fat”, caracterizando o aumento das mitocôndrias no adiposo, fator relevante para regulação térmica e metabólica.
O treinamento de força por sua vez também apresenta seus benefícios. A Interleucina 6, por exemplo é uma miocina fruto da resposta contrátil ao treinamento com pesos em ajustes adequados de volume e intensidade. A alteração do pH muscular, associado aos resíduos locais e efluxo de cálcio alteram o padrão de secreção muscular, exercendo papéis locais e endócrino. Outras miocinas exercem papéis contrarregulatórios ao crescimento tumoral!
Portanto, o exercício físico pode ser apontado como uma intervenção na prevenção primária e tratamento do câncer. As respostas fisiológicas agudas e crônicas ao treinamento aparentam resultar no controle do crescimento de tumores. Dentre os principais mecanismos, modulação das células NK.
-REF: Trends in molecular medicine, v. 22, n. 7, p. 565-577, 2016.