Black Cacau Chocolataria

Black Cacau Chocolataria Transformamos o CACAU agroecológico em micro lotes de CHOCOLATES!

O que eu mais aprendi nesses quatro anos com a Black Cacau foi RESISTIR. Foi justamente nessa resistência que nasceu uma...
29/07/2026

O que eu mais aprendi nesses quatro anos com a Black Cacau foi RESISTIR. Foi justamente nessa resistência que nasceu uma consciência crítica e histórica sobre a cadeia produtiva do cacau e chocolate no Brasil. As contradições e tensões que eu encontrei no percurso me tornaram quem eu sou.

Quando percebi que todo meu trabalho, que se dividiu entre diversas frentes, estava tendo prosperidade para uns e escassez para mim, eu tive um choque.

A consciência crítica que desenvolvi nesse período me revelou que os problemas que atravessavam a cadeia produtiva no Brasil são os problemas que atravessam o próprio Brasil. Ou seja, a questão era estrutural e histórica.

Em uma sociedade construída estruturalmente por essas tensões raciais, qual resultado isso assumiria?

Disputas por poder.

Quando comecei a viver as tensões, percebi que era necessário muito mais do que vínhamos realizando.

A minha inquietude era muito maior do que questões financeiras, de reconhecimento ou de legitimidade. Tudo isso, eu já havia conquistado.

Então, qual era a raiz do problema?

Foi entender que uma cadeia produtiva não se constrói sozinha e depende de organismos e instituições que hoje controlam os meios de produção e decidem quem tem direito a ser ou não.

A cadeia produtiva de cacau e chocolate no Brasil passou por colonização, escravidão, plantation, coronelismo e luta por acesso a terras. A luta política pelo cacau e chocolate é histórica e acompanha a história do Brasil.

Ou seja, eu estava lutando contra uma força muito maior: a estrutura.

Seria essa a “mão invisível do mercado?”

O que torna uma marca referência? Um empreendedor reconhecido e validado? Um chocolate legitimado ao ponto de ultrapassar essas barreiras quase intransponíveis para pessoas negras?

São muitos questionamentos.

Quem tem direito a falar? Quem escuta quando falamos? Quem tem o poder de determinar?

Os questionamentos fizeram efeitos concretos nas minhas decisões.

Não são as respostas que nos movem. São as perguntas.

Então, o que fazer para mudar algo que até então é histórico, estrutural, sistêmico e tão enraizado socialmente? Para respondê-las é necessário muito mais do que fizemos até agora.

Depois de meses de trabalho com a Black Cacau e os movimentos, eu finalmente sentia que meu trabalho tinha um significad...
22/07/2026

Depois de meses de trabalho com a Black Cacau e os movimentos, eu finalmente sentia que meu trabalho tinha um significado importante. Enfim teríamos resultados concretos.

O Movimento Cacau RJ promoveu em 2025 a primeira reunião ampliada do estado do RJ. Participaram mais de 47 instituições e organizações com interesse no cacau.

Eu fiquei responsável por apresentar os dados mercadológicos e o potencial de crescimento sustentável da cadeia produtiva. Era um momento muito importante!

A reunião gerou grupos de trabalho, propostas e diversos convites. Agora eu circulava em ambientes públicos, ao lado de importantes lideranças e pessoas influentes das políticas públicas.

Foi nesse período que realizamos a primeira experiência imersiva do cacau ao chocolate, levando dezenas de pessoas a conhecerem todo processo produtivo no território.

Na mesma semana eu fui premiado pelo programa da Shell - iniciativa jovem.

Na outra semana, fui convidado a ser um case de referência em um artigo científico publicado em uma revista internacional.

Eu finalmente estava ocupando lugares que um jovem negro e favelado dificilmente conseguiria.

Uau! Quanta coisa aconteceu! Que sucesso!

Finalmente as coisas estavam acontecendo! É claro que aconteceria. Afinal, o que defendíamos era o crescimento sustentável da cadeia produtiva no Brasil. Progresso!

Quem não fomentaria?

Tinha algo que eu observava de perto: após nosso trabalho, muitos produtores haviam entrado na rota do cacau e estavam prosperando.

Foi justamente naquele momento que surgiu uma contradição que mudaria completamente meu olhar.

Quanto mais influência eu tinha na cadeia… menos força minha empresa tinha.

Enquanto eu articulava toda uma cadeia produtiva, a minha própria produção diminuía.

Eu, agora premiado e estampando reportagens, mal conseguia pagar as contas da fábrica. O dinheiro não entrava!

Meu nome circulava, meu chocolate não.

Eu vivia a maior tensão da minha carreira.

Percebi que o mercado, a universidade, o Estado e o território me exigiam coisas diferentes e eu tentava dar conta de tudo.

Pela primeira vez me perguntei se era possível ser pesquisador, articulador e empreendedor ao mesmo tempo.

Eu me recordo bem o momento que cheguei à conclusão de que era hora de retornar às origens. Era preciso ir a base da cad...
21/07/2026

Eu me recordo bem o momento que cheguei à conclusão de que era hora de retornar às origens. Era preciso ir a base da cadeia produtiva de cacau e chocolate.

Quando tive a oportunidade de conhecer produtores, fiquei ansioso. Era o momento em que pessoas deixariam de ser dados. Seriam rostos, modos de vida e modos de fazer.

Eu cheguei tímido. O que um jovem com uma história de vida tão distante do cacau faria agora na base da cadeia?

Até então, eu conhecia os livros, as histórias, a pesquisa e o mercado. Era como se eu estivesse descolado da minha realidade. Mesmo assim, fui sem medo.

Eu já havia frequentado importantes espaços do mercado, universidades e locais de prestígio. Agora, eu estava em contato com pessoas que sustentavam a cadeia produtiva, mas nunca estavam nesses lugares, sequer falavam. Seus nomes nem apareciam. Eu estava no território que, para muitos, permanecia num limbo.

A base da cadeia segue sustentando o chocolate no Brasil. Por que não conhecemos essas origens? O que era necessário ser feito para transformar essa realidade?

Esse incômodo era tão forte que era compartilhado entre muitas pessoas espalhadas pelo Brasil. Eu entendi que nenhuma transformação se faz sozinho, independente da sua força de vontade.

Eu estava em um momento de imersão total. Minha vida tinha se tornado parte disso. Foram meses visitando, ouvindo, conversando e entendendo.

Essa experiência mudou minha vida.

Eu deixei de olhar para produtores como fornecedores e passei a enxergá-los como parte de uma construção coletiva. Enxerguei ainda mais o meu papel e a necessidade que tínhamos de conectar pessoas nesse processo.

Surgiu o primeiro convite para integrar uma articulação política em prol da cadeia produtiva. Nascia o Movimento Cacau RJ e meu trabalho transcendia mais ainda os muros da fábrica.

Nesse momento, eu me dei conta de algo muito potente: eu estava articulando muito mais do que uma simples empresa.

Conectar e articular com produtores, consumidores, instituições e diversos órgãos transformou o modo como eu enxergo o que chamamos de comunidade. Havia chegado o tempo em que nosso trabalho finalmente poderia ter efeitos concretos na cadeia produtiva;

O primeiro convite para ocupar um espaço acadêmico transformou completamente a minha relação com o cacau, o chocolate e ...
20/07/2026

O primeiro convite para ocupar um espaço acadêmico transformou completamente a minha relação com o cacau, o chocolate e a própria Black Cacau.

Naquele dia entrei na universidade como empreendedor, chocolateiro e fundador de uma empresa. Quando saí, já não era mais a mesma pessoa.

Em 2023 recebi convites para dar aulas, palestras e rodas de conversas em universidades. Os convites eram claros: saber sobre a rotina de uma produção de cacau e chocolates bean to bar.

Em muitas apresentações as pessoas queriam técnicas, receitas e modos de fazer. Eu entregava estrutura sociorracial, território e saberes agroecológicos.

Era uma surpresa perceber a reação das pessoas. Eu rompia completamente a expectativa da palestra. Saía de uma conversa sobre fabricação de chocolates e levava todos para uma discussão sobre cadeia produtiva, território e relações sociorraciais. Afinal, quem espera ouvir sociologia em uma aula sobre chocolates?

Me chamavam para falar de chocolates. Antes, eu explicava por que esse chocolate existia e quais as relações que o atravessavam até a chegada em suas mãos.

Em uma ocasião, reunido com pesquisadores e professores em um evento em prol da alimentação, fiz uma fala, refletindo sobre a minha pesquisa e nossa relação com cacau e chocolate.

O que um jovem negro, nascido e criado na favela tem a contribuir para esse debate? O que minha experiência prática poderia ensinar?

Eu descobri que aquilo que fazia já existia como campo de pesquisa. Eu apenas ainda não conhecia o nome. Naquela ocasião, os saberes populares confluíram com os saberes acadêmicos e me mostraram um novo horizonte. A academia me mostrou que o que eu fazia também era ciência.

Eu não tinha ido aprender apenas com a academia. Eu também tinha algo a ensinar. Algo que foi forjado nos saberes populares. Na rua.

Eu já havia entendido que não bastava produzir e vender bons chocolates. Não bastava comunicar e estar em espaços. Era necessário também produzir conhecimento.

A universidade respondeu algumas perguntas, mas outras só poderiam ser respondidas no território. Pelas pessoas, seus modos de vida e seus modos de fazer. Estava na hora de retornar às origens.

Logo no início da Black Cacau, nós passamos a circular e levar nossos chocolates para o mercado.Havia chegado o momento ...
18/07/2026

Logo no início da Black Cacau, nós passamos a circular e levar nossos chocolates para o mercado.

Havia chegado o momento mais esperado para qualquer empresa: vender seu produto e entender a percepção do consumidor.

Foram centenas de feiras e eventos realizados, muitas delas em espaços de prestígios. Havia fins de semana que fazíamos feiras paralelas. Durante muito tempo foi assim. Muito trabalho na rua.

Eu achei que vender chocolate seria a parte mais simples.

Era só explicar o produto, degustar e pronto. O consumidor entenderia. Afinal, era saboroso. Ele falaria por si só.

Eu achava que por estarmos em um público de maior poder aquisitivo, seríamos facilmente recebidos. Ledo engano.

Ninguém fazia as perguntas que eu esperava. As pessoas nunca chegavam para comprar. Muitas vezes, chegavam até mim para comparar.

Eu fui compreendendo que para entenderem esse chocolate, era necessário recontar as histórias que o envolviam e guiar o imaginário de quem ouvia. Era necessário revelar como funcionava essa cadeia produtiva do cacau até a chegada daquele chocolate em suas mãos.

Quem já nos visitou em algum espaço sabe que sempre começávamos com: “você sabia que o cacau e o chocolate é...?” Dali, eram 10 minutos de muito aprendizado. Agora imagine, você chega para comprar um chocolate e é recebido com um percurso que te levava a refletir sobre o que era, em si, esse chocolate agroecológico.

Era divino perceber a diferença do comportamento das pessoas de quando chegavam relutantes e quando saíam transformadas. O chocolate passava a fazer sentido e o sabor se tornava a confirmação de tudo aquilo que falávamos.

Eu quase caí na fantasia de que basta criar um bom produto.

O que eu aprendi circulando foi que: pessoas também são território.

Ao sair da fábrica e ocupar o imaginário das pessoas, a Black Cacau também se transformava.

As feiras não me ensinaram a vender chocolate. Elas me ensinaram que ninguém transforma uma cadeia produtiva sem antes transformar a forma como as pessoas olham para ela.

Talvez, o maior ensinamento foi perceber que não seria apenas pelo mercado que conseguiríamos romper barreiras.

Era necessário ir além.

Eu achava que o maior desafio seria aprender a produzir chocolates Bean to Bar.Depois de muito pesquisar, estudar e me a...
16/07/2026

Eu achava que o maior desafio seria aprender a produzir chocolates Bean to Bar.

Depois de muito pesquisar, estudar e me aperfeiçoar sobre cacau e chocolate, consegui produzir nossas primeiras barras bean to bar. Quem diria, um jovem negro, periférico, produzindo um chocolate bom, limpo e justo com suas próprias mãos. Era a minha própria obra de arte.

Lembro como se fosse hoje. Chocolate pronto e aprovado nos te**es de qualidade. Estávamos prontos para ir com a Black Cacau ao mercado e apresentar um produto diferente. Chegou o momento de levar aquela pesquisa para cada um de vocês.

Seríamos recebidos como uma nova marca de chocolates artesanais, com um diferencial claro e um modelo de negócios inovador.

Mas aconteceu exatamente o contrário.

No início, quando participávamos de feiras, as pessoas não perguntavam sobre produtor. Não perguntavam sobre território. Não perguntavam sobre agroecologia. Muitas nem sabiam o que eram origem, terroir, roda de aromas e sabores. Era uma linguagem nova para a maioria. Quem chegava ao nosso stand era recebido com dez minutos de conversa e muita explicação. Quando provava o chocolate, tudo parecia fazer sentido.

Foi naquele momento que eu percebi que o problema não era o chocolate em si. Era o que vinha antes dele. O que estava por trás.

Como alguém pode valorizar um processo que sequer conhece? Como uma população historicamente apartada do consumo de chocolates de qualidade compreenderia a dimensão de um alimento que ela própria produz?

Percebi que existiam muitos Ronaldos por aí.

Mesmo consumidores acostumados com chocolates de qualidade desconheciam fatos fundamentais sobre a cadeia produtiva brasileira. Esse era o nosso maior desafio: recontar histórias, produzir novos imaginários sobre o cacau e o chocolate, traduzir nossa pesquisa e criar pontes entre quem produz e quem consome.

Foi ali que percebi que fabricar chocolate era a parte “fácil” do trabalho.

Naquele momento eu entendi o que realmente era a Black Cacau. Ela nunca seria apenas uma fábrica de chocolates. Precisávamos ir além dos muros da fábrica e ocupar espaços onde fosse possível reconstruir a relação das pessoas com o cacau e o chocolate brasileiro.

Quando fundei a Black Cacau eu já tinha pesquisado muito sobre cacau, chocolate e cadeia produtiva. Lia artigos, pesquis...
15/07/2026

Quando fundei a Black Cacau eu já tinha pesquisado muito sobre cacau, chocolate e cadeia produtiva. Lia artigos, pesquisas e tentava entender por que um alimento tão valorizado carregava tantas desigualdades. Mas havia uma contradição.

Eu nunca tinha visto um fruto de cacau.

Parece estranho dizer isso. Eu vivo em um país produtor de cacau e nunca tinha segurado um cacau ou experimentado. Como isso era possível? Como um jovem nascido e criado na favela do RJ nunca havia conhecido um alimento que faz parte da história do próprio país?

Naquele momento eu não tinha condições de viajar ao sul da Bahia ou ao Pará. Conhecer o território ainda era um sonho distante. Mas eu já tinha algo que mudaria completamente a minha trajetória: pessoas.

A primeira parceria da Black Cacau nasceu através da Patrícia Nicolau e das Mulheres Pretas do Chocolate. Foi por meio dessa rede que conheci a Lu, da Fazenda Sol Nascente, que enviou as primeiras amêndoas utilizadas para produzir nosso primeiro chocolate bean to bar.

Tempos depois, chegou uma nova encomenda.

Junto das amêndoas havia um presente.

Frutos inteiros de cacau.

Eu lembro exatamente da sensação. Peguei aquele fruto nas mãos, senti o cheiro, abri, experimentei a polpa e a semente, descobri sabores que jamais imaginei, plantei uma das sementes e fermentei o restante. Pela primeira vez eu conhecia o cacau. A Lu marcou a minha trajetória.

Hoje percebo que aquele fruto me ensinou algo que nenhum livro conseguiria ensinar sozinho.

Durante anos eu achei que nunca ter visto um cacau era um detalhe da minha história. Hoje entendo que não. Era parte da história do Brasil.

Nós crescemos conhecendo marcas, embalagens e sabores, mas quase nunca conhecendo o fruto, quem o cultiva, os territórios onde ele nasce e as relações que sustentam essa cadeia produtiva. Consumimos chocolate sem conhecer o próprio cacau. E quando nos afastamos do alimento, também nos afastamos das pessoas que o tornam possível.

Eu compreendi que era preciso aproximar consumidores dos produtores. Aproximar o Brasil da sua própria história.

A pesquisa me levou até o fruto, o fruto me levou ao território. E isso era só o começo da nossa história.

Tudo começou em 2022. Naquele tempo eu produzia brownies utilizando chocolate industrial. Os brownies eram bons, mas hav...
14/07/2026

Tudo começou em 2022. Naquele tempo eu produzia brownies utilizando chocolate industrial. Os brownies eram bons, mas havia uma pergunta que não saía da minha cabeça: como aquele chocolate servia tão bem para produzir doces e, ao mesmo tempo, era tão ruim quando eu o comia sozinho?

Foi essa pergunta que me levou ao primeiro rótulo. O rótulo me levou aos ingredientes. Os ingredientes me levaram às empresas. As empresas me levaram ao cacau. E o cacau me levou à pesquisa que mudaria completamente a minha trajetória.

Naquele percurso descobri que o Brasil é um dos maiores produtores de cacau do mundo e que a base dessa produção é formada, majoritariamente, por pessoas negras. A surpresa veio logo depois: essa mesma população, responsável por sustentar uma das cadeias produtivas mais importantes do país, também concentra alguns dos seus maiores índices de desigualdade. Foi ali que entendi que meu incômodo nunca tinha sido apenas sobre chocolate. O que me inquietava eram as relações sociorraciais que organizam essa cadeia.

A Black Cacau nasce dessa pesquisa. Não para produzir um chocolate diferente, mas para questionar um modelo que naturalizou a invisibilidade de quem planta, cultiva e transforma o cacau, enquanto outros passaram a definir o que é qualidade, prestígio e reconhecimento.

O território me fez conhecer as pessoas por trás dos dados. Foi ali que a agroecologia, a ancestralidade, os modos de cultivo e as formas de organização deixaram de ser conceitos e passaram a ser experiências vividas. Produzir chocolate não seria suficiente. Era preciso disputar narrativas, comunicar essas histórias e construir outras formas de produzir, consumir e compreender o chocolate brasileiro.

Hoje, a Linha Editorial Comestível e a Curadoria Mensal são consequência desse percurso. Elas nasceram para transformar pesquisa em linguagem, território em experiência e chocolate em uma ferramenta de comunicação.

Entender a cadeia produtiva do cacau também é entender que nenhum alimento é neutro. Todo alimento carrega relações de poder, trabalho, território, memória e escolhas. Entender as relações dessa cadeia nos revela que consumir também é uma prática política.

“Mas, afinal, o que a Black Cacau faz? Como viver a nova Black Cacau?”Essa talvez tenha sido a pergunta que mais aparece...
10/07/2026

“Mas, afinal, o que a Black Cacau faz? Como viver a nova Black Cacau?”

Essa talvez tenha sido a pergunta que mais apareceu depois que apresentamos a nova fase da Black Cacau.

Durante as últimas semanas mostramos por que mudamos. Apresentamos a pesquisa que deu origem ao projeto, os territórios que percorremos, a Linha Editorial Comestível e a Curadoria Mensal. Mas ainda faltava responder uma pergunta importante: como tudo isso chega até as pessoas?

É justamente isso que este carrossel apresenta.

A nova Black Cacau continua produzindo chocolates bean to bar. Mas hoje esse é apenas um dos caminhos pelos quais materializamos tudo aquilo que construímos ao longo dessa trajetória.

Também desenvolvemos presentes personalizados para empresas e instituições, publicamos uma revista digital mensal e gratuita, organizamos uma Curadoria Mensal de chocolates e alimentos inspirada em cada edição e realizamos degustações, palestras, visitas e experiências que aproximam pessoas da cadeia produtiva do cacau brasileiro.

Pode parecer que fazemos muitas coisas diferentes. Mas, na verdade, todas elas nascem do mesmo lugar.

Da pesquisa.

Do território.

Da comunicação.

Da articulação.

O chocolate continua sendo o nosso ponto de partida. Mas hoje ele divide espaço com outras formas de produzir conhecimento, fortalecer comunidades, disputar narrativas e aproximar quem produz de quem consome.

Esse carrossel marca o encerramento da apresentação do novo ecossistema da Black Cacau.

Agora você já sabe por onde começar.

Seja bem-vindo.



“Mas por que uma curadoria sazonal?”Porque acreditamos que nenhum alimento existe separado das pessoas, dos territórios ...
08/07/2026

“Mas por que uma curadoria sazonal?”

Porque acreditamos que nenhum alimento existe separado das pessoas, dos territórios e das histórias que o produzem.

A pesquisa nos mostrou isso. O território confirmou. Foi assim que entendemos que curadoria não é escolher produtos. É escolher quais narrativas queremos fortalecer.

Por isso, todos os meses a Linha Editorial Comestível também se transforma em uma seleção exclusiva de chocolates e alimentos inspirada na edição, na pessoa homenageada e nos saberes que atravessam essa história.

Não é um catálogo pensado apenas para vender chocolates. É uma forma de comunicar, através dos alimentos, tudo aquilo que acreditamos.

Todos os meses uma nova edição. Um novo homenageado. Novas histórias. E uma nova curadoria.

Porque, para nós, a linguagem também se transforma em produtos.

Sejam bem-vindos à Curadoria Mensal da Black Cacau.



Endereço

EStrada Da água Branca, 1976
Rio De Janeiro, RJ
21730-001

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