10/06/2014
Dona Beja é um nome conhecido de qualquer habitante de Araxá. Ana Jacinta de São José, seu nome verdadeiro, foi uma mulher que viveu na região de Araxá durante o século XIX, entretanto sua história hoje já possui ares míticos. Dona Beja chegou a Araxá no ano de 1805, com os avós. Ana Jacinta, ao crescer, tornou-se uma das mais bonitas mulheres da região. Era apaixonada por um fazendeiro da região, Antônio Manoel Fernando Sampaio que a apelidou de “Beja” por compará-la à doçura e à beleza da flor “beijo”.. Entretanto, seu amor não pode ser consumado, já que quando estavam noivos, ela foi sequestrada pelo ouvidor do imperador, Joaquim Inácio Silveira da Motta. Depois de dois anos vivendo como amante do ouvidor, ele retorna a Portugal, e Ana Jacinta a Araxá. Logo ao chegar na cidade, descobre que seu antigo amor havia casado com outra. A sociedade de Araxá, bastante conservadora na época, via Ana Jacinta como uma mulher fácil, perigosa e ardilosa. Colocada às margens da sociedade e sem ter seu amor correspondido por seu amor, Ana resolve então prostituir-se. Ela construiu na cidade um célebre bo**el, chamado “Chácara do Jatobá”, e escolhia os homens que dormiriam com ela, em troca de dinheiro e jóias. Uma noite, movido pela embriaguez Antônio invadiu a “Chácara do Jatobá” e D. Beja terminou por escolhê-lo, dormiu com ele, engravidou e deu luz a uma menina. Beja decidiu partir de Araxá com a filha em meados de 1853, após a morte de seu amado, se mudando para Estrela do Sul. Dona Beja também chegou a tocar garimpo e ganhou muito dinheiro com os diamantes que encontrou.
A lenda conta a existência de uma “Fonte da Jumenta”, água miraculosa, que concedia juventude, saúde e beleza a Dona Beja e onde ela banhava-se todos os dias. Conta-se que Dona Beja jamais esqueceu Antônio.