27/07/2026
Nosso primeiro ano na Flip - Festa Literária Internacional de Paraty Paraty foi uma verdadeira imersão no maior festival literário do Brasil. Foram três dias de encontros, conversas, livros e muitas reflexões. Apesar das filas e das casas lotadas, é bonito ver uma cidade inteira respirando literatura.
De tudo o que vi, vou destacar dois momentos que acrescentaram muito à forma como a Livraria Miúda pensa os temas relacionados à democratização da literatura, à formação de leitores e à bibliodiversidade.
A mesa de Sílvia Castrillón, bibliotecária e grande pesquisadora colombiana, reforçou a importância das bibliotecas públicas na formação de leitores críticos e defendeu políticas que aproximem bibliotecas e livrarias, fortalecendo todo o ecossistema do livro. Vocês sabiam que, em alguns países é comum que bibliotecas públicas adquiram parte de seus acervos diretamente em livrarias locais, fortalecendo o comércio livreiro?
Também conhecemos a Flip Preta 2026 criada em 2023 pelo Quilombo do Campinho que vem ampliando as vozes de intelectuais negros e quilombolas durante a programação da Flip. Lá encontramos a aziza editora Editora e a Kitabu Livraria Negra que fortalecem a publicação e circulação da literatura de autoria negra.
A conversa com a Erica Malunguinho Daniele Elias e Esmeralda Ribeiro foi bem interessante, e a performance contínuo político performático foi de arrepiar. Procurem ver!
Voltamos com a certeza de que formar leitores é uma tarefa coletiva. Ela depende de livrarias, bibliotecas, escolas, editoras, mediadores de leitura e, principalmente, de políticas públicas comprometidas com a democratização do acesso ao livro e com a bibliodiversidade.
Viagem inspiradora para continuarmos firmes no propósito de fazer da Livraria Miúda um lugar de encontro entre livros e pessoas. Um lugar possível para todos os mundos!