Escritor Odair Mining Pires

Escritor Odair Mining Pires Odair Mining Pires nasceu na cidade de São Paulo. Desde 1976, juntamente com sua esposa, filhas e alguns poucos amigos, dedica parte de seu tempo à filantropia.

Autor dos livros: "Ajuda-te" & seu mais novo lancamento "A Batalha Libertacao do passado".

30/07/2026

Jesus e a paz..

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou;
não vo -la dou como o mundo a dá...”
– Jesus. (JOAO, 14:27.)

A paz do mundo costuma ser preguiça rançosa.
A paz do espírito é serviço renovador.
A primeira é inutilidade.
A segunda é proveito constante.
Vejamos o exemplo disso em nosso Divino Mestre.
Lares humanos negaram-lhe o berço.
Mas o Senhor revelou-se em paz na estrebaria.
Herodes perseguiu- lhe, desapiedado, a infância tenra.
Jesus, porém, transferindo-se de residência, em favor do apostolado que trazia, sofreu, tranquilo, a imposição das circunstâncias.
Negado pela fortuna de Jerusalém, refugiou-se, feliz, em barcas pobres da Galiléia, Amando e servindo os necessitados e doentes recebia, a cada passo, os golpes da astúcia de letrados e casuístas de teu tempo;, contudo, jamais deixou, por isso, de
exercer, imperturbável, o ministério do amor.
Abandonado pelos próprios amigos, entregou-se serenamente à prisão injusta.
Sob o cuspo injurioso da multidão foi açoitado em praça pública e conduzido à crucificação, mas voltou da morte, aureolado de paz sublime, para fortalecer os
companheiros acovardados e ajudar os próprios verdugos.
Recorda, assim, o exemplo do Benfeitor Excelso e não procures segurança íntima fora do dever corretamente cumprido, ainda mesmo que isso te custe o sacrifício supremo.
A paz do mundo, quase sempre, é aquela que culmina com o descanso dos cadáveres a se dissociarem na inércia, mas a paz do Cristo é o serviço do bem eterno, em permanente ascensão.

Emmanuel.

22/07/2026

"Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes.” – PEDRO. (I Pedro, 3:8.)

De todos os tesouros que a Divina Providência te confiou, um deles é a piedade que podes libertar como um rio de bênçãos das nascentes do coração.
Pensa nas lágrimas que já te passaram pela existência e nunca derrames fel na trilha dos semelhantes.
Para isso é necessário raciocines e te enterneças, entre a luz da compreensão e o apoio da caridade.
Compadeçamos-nos facilmente dos irmãos tombados em necessidades materiais, cujos padecimentos nos sacodem as fibras mais íntimas, mas é preciso igualmente nos condoamos daqueles outros que se sentam diante da mesa farta arrasados de angústias, à face das provações que lhes desabam na vida.
Bastas vezes, perdemos lições e oportunidades preciosas para a aquisição de valores da Espiritualidade Maior, tão-somente por fixar a observação na face de situações e pessoas.
O entendimento fraternal, no entanto, é clarão da alma penetrando vida e sentimento em suas mais ignotas profundezas.
A vista disso, seja a quem for, abençoa e auxilia sempre.
Diante de quaisquer desequilíbrio ou entraves que te venham a surpreender na estrada terrestre, molha a tua palavra no bálsamo da compaixão, a fim de que te desincumbas dignamente do bem que te cabe cumprir.
Procedamos assim, onde estivermos, na certeza de que, em nos referindo à maioria de nós outros – os espíritos endividados da Terra -, todas as vantagens que estejamos desfrutando, à frente do próximo, não chegam até nós em função de merecimento que absolutamente não possuímos ainda, mas simplesmente em razão da misericórdia de Deus.

Emmanuel.

19/07/2026

Aos que ficaram...Amo Vocês..

Eduardo desembarca do trem, olha para o lado e ao ver o Mestre Jesus vai até ele, sorridente.
“Mestre amado! Que felicidade em vê-lo! Cheguei!”- abraça-se a Jesus.
“Vejo que você chegou feliz. Muito bom vê-lo assim, como foi a viagem?”
“Mestre, foi tranquila, senti sempre sua presença e tudo se fez luz. Escrevi uma carta para os que ficaram aguardando o próximo trem da vida, contando como é maravilhoso saber que a vida não se finda no cerrar dos olhos. Você poderia levar até eles essa mensagem, por favor Jesus?”
“Claro meu amigo! Leia para mim, tenha certeza que levarei até o coração de cada um anseia por notícias, aliviando sua dor.” – Eduardo começa então a ler uma carta para os que ficaram na estação da vida.
“Mestre, estou chegando da longa viagem,
Deixei para trás toda bagagem,
Só um sentimento trago com grande intensidade,
Muitos chamam de dor, eu chamo de saudade.
Despido do corpo dado como presente celestial,
Recolho-me aos seus braços buscando guarida,
Ainda cansado da jornada vencida,
No seu amor encontro o bálsamo existencial.
Aos que ficaram sofrendo por mim,
Peço a ti Mestre amado,
Cobre-os com seu manto iluminado,
Aliviando-os do sofrimento, enfim.
Diga a eles que cheguei feliz, pleno em emoção,
Estou bem, voltei para casa divinal,
A vida com você Mestre não tem um final,
Apenas se renova a cada estação.
Mestre se me permitir,
Até aos meus entes queridos irei,
Para aliviar a saudade,
E fazê-los sentir o quanto os amei.
Ensina-os Mestre amado,
Lágrimas em luz transformar,
Nascendo um ser renovado,
Preparado para continuar a amar."
"Partidas e chegadas são constantes em nossa estação da vida. A luz que ilumina essa estação chama-se amor. Aqueles que partiram olham para trás e nos veem ali na estação, partem orando para que continuemos amando até o nosso trem chegar, no amor do Mestre amado vamos nos reencontrar."

17/07/2026

Supercultura...

“Graças te rendo, ó Pai, senhor dos Céus e da Terra, que por haveres ocultado estas cousas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e pequeninos!” — JESUS (Mateus, 11.25)
“Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos espanteis, pois, de que a taça da iniquidade haja transbordado de todos os lados.” — (Cap. VII, 12)
Alfabetizar e instruir sempre.
Sem escola, a Humanidade se embaraçaria na selva, no entanto, é imperioso lembrar que as maiores calamidades da guerra procedem dos louros da inteligência sem educação espiritual.
A intelectualidade requintada entretece lauréis à civilização, mas, por si só, não conseguiu, até hoje, frenar o poder das trevas.
A supercultura monumentalizou cidades imponentes e estabeleceu os engenhos que as arrasam.
Levantou embarcações que se alteiam como sendo palácios flutuantes e criou o torpedo que as põe a pique.
Estruturou asas metálicas poderosas que, em tempo breve, transportam o homem, através de todos os continentes e aprumou o bombardeiro que lhe destrói a casa.
Articulou máquinas que patrocinam o bem-estar no reduto doméstico e não impede a obsessão que, comumente, decorre do ócio demasiado.
Organizou hospitais eficientes e, de quando a quando, lhes superlota as mínimas dependências com os mutilados e feridos, enfileirados por ela própria, nas lutas de extermínio.
Alçou a cirurgia às inesperadas culminâncias e aprimorou as técnicas do ab**to.
E, ainda agora, realiza incursões a pleno espaço, nos albores da astronáutica, e examina do alto os processos mais seguros de efetuar aniquilamentos em massa pelo foguete balístico.
Iluminemos o raciocínio sem descurar o sentimento. Burilemos o sentimento sem desprezar o raciocínio.
O Espiritismo, restaurando o Cristianismo, é universidade da alma. Nesse sentido, vale recordar que Jesus, o Mestre por excelência, nos ensinou, acima de tudo, a viver construindo para o bem e para a verdade, como a dizer-nos que a chama da cabeça não derrama a luz da felicidade sem o óleo do coração.

Emmanuel.

15/07/2026

Desafio Existencial..

Aceita o desafio existencial com alegria. Sem ele permanecerás estacionado no processo de elevação.
Não consideres, porém, o sofrimento como um látego permanente, mas como um disciplinador, um instrumento de equilíbrio para os valores éticos e morais.
Recorda-te, por exemplo, de Jesus, que não encontrou sequer um lugar no mundo para nascer, optando por uma estrebaria, e antes de partir, em vez de fazê-lo em uma carruagem gloriosa na direção do Pai, preferiu a cruz de hediondez, ensinando que o amor a tudo supre e que, por amor, tudo se consegue...

Joanna De Ângelis.

14/07/2026

Caridade Essencial .

Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.
Quem dá o pão ao faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino, em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi chamado.
A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.
Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem.
São vestiduras diferentes de uma virtude única.
Conjugam-se e completam-se num todo nobre e digno.
Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternais.
Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis.
Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessões benditas.
Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos.
Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho.
É a caridade de vivermos verdadeiramente n' Ele para que Ele viva em nós.
Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho na fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos de luz.

Emmanuel .

11/07/2026

Jesus e os Amigos..

Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela Humanidade.
Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.
Seus atos foram celebrados em assembléias de confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota-se- lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar. A última ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores.
Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.
Judas entregou-o com um beijo.
Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes.
João e Tiago dormiram no Horto.
Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.
Quando estiveres na "porta estreita", dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.

Emmanuel.

10/07/2026

Nossa alma...

Todos temos efetivamente de nós unicamente a nossa própria alma e, já que somos usufrutuários de todos os bens da vida estejamos
constantemente prevenidos para dar conta de nós próprios, ante as
Leis do Destino, no tocante a uso e proveito, rendimento e administração.
Entronizemos a vida em nossa alma e adubemo-la com a nossa boa vontade na extensão do progresso e do serviço, da harmonia e do amor, e ainda mesmo a pretexto de legítima defesa, abstenha-mo-nos do mal, recordando, com o Divino Mestre que a cruz do supremo sacrifício será sempre brilhante ressurreição.

Emmanuel.

08/07/2026

Misericórdia sempre...

Conta-se que Jesus, após haver lançado a parábola do Bom Samaritano, entraram os apóstolos no exame da conduta dos personagens da narrativa.
E porque traçassem fulminativas reprovações, em torno de alguns deles, o Cristo prosseguiu no ensinamento para lá do contato público:
- “Em verdade, - acentuou o Mestre, - referindo-nos ao próximo, ante as
indagações do doutor da Lei, à frente do povo, a lição de
misericórdia tem raízes profundas.
Quem passasse irradiando amor na estrada, onde o viajante generoso
testemunhou a solidariedade, encontraria mais amplos motivos para compreender e auxiliar.
Além do homem ferido e arrojado ao pó claramente necessitado de socorro, teria cuidado de apiedar-se do sacerdote e do levita, mergulhados na obsessão do
egoísmo e carecentes de compaixão simpatizar-se-ia com o hoteleiro,
endereçando-lhe pensamentos de bondade que o sustentassem no exercício da profissão; compadecer-se-ia dos malfeitores, orando por eles, a fim de que se
refizessem, perante as leis da vida, e, tanto quanto possível ampararia a vítima dos ladrões, estendendo igualmente as mãos operosas e amigas ao samaritano da caridade, para que se lhe não esmorecessem as energias na tarefas do bem”.
E diante dos companheiros surpreendidos o Mestre rematou:
_ “Para Deus, todos somos filhos abençoados e eternos, mas enquanto a misericórdia não se nos fixar nos domínios do coração, em verdade não teremos atingido o caminho da paz e o reino do amor”.

Emmanuel .

01/07/2026

NA CRUZ !

“Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se.” Mateus, 27:42.

Sim, ele redimira a muitos.
Estendera o AMOR E A VERDADE , A PSZ E A LUZ , levantara enfermos e ressuscitara mortos.
Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.
Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de REDENTOR E REI , a queda era enorme...
Era o Príncipe da PAZ e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.
Era o SALVADOR e não se salvava.
Era o JUSTO e padecia a suprema injustiça.
Jazia o SENHOR flagelado e vencido.
Para o consenso humano era a extrema perda.
Caíra, todavia, na cruz.
Sangrando, mas de pé.
Supliciado, mas de braços abertos.
Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.
Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao AMOR .
Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em GLORIA DIVINA .
Pendera-lhe a fronte, empastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à LUZ do sol, ao hálito de um jardim.
Convertia-se a derrota escura em vitória resplandecente.
Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.
Assim também ocorre no círculo de nossas vidas.
Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores.
Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da
própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a CRIZ , em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da
ETERNA RESSURREIÇÃO !

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