14/09/2024
As cicatrizes do Amanhecer
O fim de semana passado marcou um ponto importante na minha carreira: minha estreia oficial como artista durante a primeira edição de Les Journées Brasilienses, organizada com maestria por Vicktória, Flávia e Ricardo, da Maison de la Amitié, com o apoio do consulado brasileiro em Montreal e de patrocinadores que acreditaram no potencial desse evento.
Foram dois dias de vendas, networking, encontros com amigos e muita energia positiva. No entanto, eu tinha um dilema: minha estátua do Amanhecer, esculpida pelo talentoso Guilherme Pires, trincou durante minha viagem ao Canadá em 2019. Como sou perfeccionista, queria que o artista restaurasse a peça, mas, infelizmente, isso não foi possível. Os últimos cinco anos não foram exatamente fáceis, como eu havia previsto, ou como muitos possam imaginar.
Durante os preparativos para o evento, decidi, de forma poética, não restaurar o herói para sua apresentação pública. Queria que ele fosse exposto exatamente assim: trincado, como eu estou. São cicatrizes que mostro com orgulho, pois, ao final desta batalha, ainda estamos de pé.
Claro, o público talvez não saiba ou não entenda, mas essa é a minha verdade: sou transparente, quebrado por dentro e heroico por fora, com defeitos e qualidades.
A peça será devidamente restaurada, pois agora temos novas missões e batalhas pela frente. O Time da Luz ainda tem muitas histórias para contar, e a Exposição de Super-Heróis do Brasil começa oficialmente sua trajetória internacional.
Que as cicatrizes do Amanhecer sirvam de exemplo para artistas e quadrinistas brasileiros. Mesmo quebrados e trincados, nunca percam a chance de mostrar sua força. Você nunca sabe quem poderá ser positivamente inspirado.