16/02/2026
Renato Rabelo presente!
POEMA DO HOMEM GENEROSO
A Renato Rabelo, in memoriam
Sorria como quem vive
e vivendo seguia
numa confiança a mim estranha...
mais que estranha, esquisita
porque tinha uma força mansa
como as das estrelas que,
pequenas, modestas, refulgiam
sem saber que guiavam
meninos, multidões
e namorados eterneciam.
Foi terno
como ternas são as tardes
sejam belas ou sombrias
e foi lume e foi chuva
quando a terra assim pedia.
Foi meu pai - disso sei, ele não sabia
nem suspeitava
e bem sei quanto o que aqui me habita
não o merecia
mas ainda assim, meu pai o fiz
e disso faço segredado orgulho
e senso, e memória que me acaricia.
Tinha a voz macia
e a certeza dura
a mente livre
a alm'alvura...
Renascido em mim
jazerá jamais
guerreiro pai poeta
sob laje de sepultura.
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Os versos são de Elder Vieira.