Mãos de Asé

Mãos de Asé Fios de conta personalizados, únicos. Sustentabilidade Institucional
Tecnologia Social Comunitaria e Ancestral. Os Fios seguem em cordonê. Envio por Correios.

Defesa técnica e conceitual sobre a transmissão dos saberes tradicionais, oralidade e a importância da fé e da ancestralidade. Confecciono guias personalizadas de matéria prima natural e/ou de acordo com sua encomenda. Escolha sua cor,modelo,conta e/ou pingente.Feito sob encomenda. Caso deseje enviamos aberto ,nos informe após sua compra. Ase ooo!

Arroboboi ! 🌈Salve o Senhor dos ciclos !Ileke Òṣùmàrè conjunto. Contas de coral africano no cordone, pingente de guizo e...
17/11/2022

Arroboboi ! 🌈
Salve o Senhor dos ciclos !

Ileke Òṣùmàrè conjunto.

Contas de coral africano no cordone, pingente de guizo e pulseira em conjunto.

***DIS PO NÍ VEL***

Ileke Osun !Contas de coral africano e búzios. Fio reforçado. Ore ye ye o !Faça sua encomenda !
17/11/2022

Ileke Osun !

Contas de coral africano e búzios. Fio reforçado.

Ore ye ye o !

Faça sua encomenda !

12/03/2022

A BONECA DE OYA TOPE

ABAYOMI signif**a : nascido para me dar alegria / orgulho

Oya possui uma boneca
Esta boneca f**a presa em sua roupa, ou no laço nas costas, na peitaça ou mesmo sob sua saia.
Mas que boneca é essa? Pra que isso serve?
Oya teve 9 filhos com Ogun.
Os 9 filhos que teve com Ogun não são humanos e sim Divindades Africanas. O ultimo filho é chamado Segi (Ségui) e recebeu o título de Egungun, Rei dos Eguns. Segi é o filho que oya mais Amou, por isso leva a boneca que o representa. A boneca se chama ABAYOMI.
Ja vi chamarem a boneca de Oya de "Voo doo", mas esse não é o nome dela. O nome é ABAYOMI e signif**a "Nascido para me dar alegria/Orgulho".
Dentro da Boneca vai buzios, Ossos e muitos fundamentos a quais não posso revelar. A unica oya que não tem permissão de usa a ABAYOMI é Onira, as demais são todas ligadas a ele, principalmante as de culto IGBALÉ, que são as mais proximas a Segi, ja que ele mora na floresta dos Eguns.
Entendam, absolutamente nada no candomblé é atoa. Tudo tem finalidade, tudo tem ligação com os ancestrais.
Marmotagem é as casas que compram bonecas de plástico, pintam de preto e amarram em oya.
A Abayomi deve ser feita a mão pelos filhos do ase que cuidam do quarto de Egun e de Oya. Deve ser costurada a mão e recheada com palha para que fique de uma forma que se lembre oya, como uma Oya miniatura, para que Segi veja e se sinta honrado, e para que Oya traga a história de sua família e todo esse Asé para dentro do ilê.

Obs ! Não soou dona do saber mais o que aprendi e aplico nos meus é assim os ensino!

Onira historicamente falando, se trata de um avatar (encarnação) de Oyá...A princesa Akanbi que foi intitulada senhora de Irá. Akanbi teve dentro de si Oya, mas ela não viveu a história de Oya, portanto, não tem Abayomi... Bagan não carrega Abayomi,, porque? Porque o próprio nome já diz, Ba=nasceu Agan=estéril, Neste "avatar", não pariu filhos, portanto não se carrega filhos e a confusão se dá também, porque tem gente que cultua Bagan como uma Igbale, mas ela não é e nunca será uma das 9 do clã Igbale, Bagan usa cor quente, Orisa de guerra, degoladora de cabeças, carrega espada... Igbale não possui espada e sim eruesin e Mariwo. Abayomi é exclusivo do culto igbale (Quando Oya pariu os nove Egun na floresta), Abayomi simboliza os filhos EGUN de Oya...infelizmente se coloca em todas, porque infelizmente? Porque cada caminho, qualidade ou encarnação de Oya trás a sua própria história ancestral e seus fundamentos distintos em partes e deveria se concervar assim pra que tenhamos a história dos Deuses vivas em sua verdadeira essência

Espero ter ajudado a esclarecer um pouco !

Ebo ejẹ sacrifícioSacrifício é uma palavra que devemos ressaltar em nosso culto, quando ofertamos qualquer elemento ao Ò...
10/12/2021

Ebo ejẹ sacrifício

Sacrifício é uma palavra que devemos ressaltar em nosso culto, quando ofertamos qualquer elemento ao Òrìsà devemos tratá-lo também como ebo.

Ebó é todo elemento ofertado a uma força espiritual, seja ela de que natureza for, Ajogun (forças negativas), Irúnmợlè (òrìsà que não são fúnfún-branco) ou òrìsà.

Quanto ao Ebó Ejè, oferecimento de sangue, as críticas tornaram-se cada vez mais contundentes, com apoio externo, inclusive da mídia, que não perde a oportunidade de associar qualquer fato ligado ao nosso culto com Bruxaria, Magia Negra, Vodoo (como aspecto pejorativo) e etc.

É surpreendente como pessoas que são leigas nestes fundamentos e incapazes de resolver problemas gravíssimos que a religião yorùbá por inúmeras vezes se defronta e resolve, vem nos atacar nos chamando de primitivos e incivilizados.

Creio que civilizado para eles, é a forma como os matadouros abatem estes animais, as touradas do México e da Espanha católica, os safáris, caçadas na Inglaterra anglicana, as rinhas de galo / cães e etc.

Não se questiona a vida perdida dos animais sem nenhum propósito, ufanismos à parte, o que importa é o produto final.

O contrabando de animais silvestres e exóticos, criação de pássaros em cativeiro, criados em gaiolas como souvenir e pesca de arrasto que mata indiscriminadamente e vorazmente servem apenas para aguçar a vaidade de possuir um acessório de pele e/ou couro e a ganância financeira.

As iguarias gastronômicas fornecidas por animais em extinção não é questionada, a vida perdida destes animais sem nenhum propósito, não passa de um meio.

Imolação maior fez o Cristianismo, a religião do amor, que com sua Inquisição e Cruzadas, dizimou milhares de vidas e faz-se vista grossa para tal acontecimento, tratando-o apenas como fato histórico, isto sim é inexpugnável.

Discriminar e perseguir religião alheia é certamente muito mais grave que qualquer ato litúrgico praticado por nós.

Não somos dissimulados ao ponto de ignorar o ciclo de vida e morte, sabemos de nossas responsabilidades.
A Terra (Ìkợlé Aye), como um grande Ile ikú, alimentada por este ciclo de morte e renascimento desde os primórdios, nos fornece o material necessário impregnado dos elementos insubstituíveis para nossa liturgia, não podemos deixar que uma visão utópica transgrida essa lei sagrada.

Dentro do Velho Testamento encontraremos o Levítico, o terceiro livro da Bíblia atribuído a Moisés.

Os judeus chamam-no Vayikrá.

Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião.

A maioria das pessoas que consomem carne não se preocupa com a origem deste animal, seu abate e posterior comercialização, estão desconectados da realidade.

Menciono também os vegetarianos, que ao tirar da terra legumes, verduras e hortaliças, também estão tirando vidas, neste caso, eliminando a seiva, sangue verde, e a respiração, fotossíntese, deixando de ser um ser vivo para lhe dar a vida.

Dentro do Culto Ioruba a imolação de animais é tratada com respeito, Gbàdúrà e oriki, onde este sangue estará dando vida a outros e fertilizando a própria terra.

Lembrando o itọn onde Òlódùmarè determina que a terra, Onilè, será o principal receptáculo de todo oferecimento.

Dentro de Ifá, nos Odu Ìrẹtẹ-meji e Òtúúrúpòn ‘Òtúrá, Ọrúnmìlá determina a troca dos seres humanos pelo dos animais, foi quando a cabra substituiu a filha de Ọrúnmìlà no ritual de ebo Ejẹ.

A permanência do ser humano sobre a Terra exige sacrifícios constantes.

Sacrifício de tempo e de privação de algo em detrimento de outro, o sacrifício das transformações e a oferta de dinheiro à custa de esforço através do trabalho, todos girando em um processo interminável que se resume a dar e receber.

Os sacrifícios de animais praticados pela religião iorubana, vão além do àşé, servem para alimentar o povo, pois a carne é consumida pelo ẹgbé.

Note-se que a vida animal oferecida através de ebo, dentro do Culto yorùbá, é rezada e seu espírito enviado com todo o respeito a terra dos ancestrais e para os nove espaços do Ợrùn.

EBÓ

Uma das três formas de àşé encontrada no reino animal é o, Ejẹ o sangue.

O sangue que nos dá a vida em sua plenitude, sempre foi considerado divino, não existe um laboratório que o fabrique, é a força divina em seu estado material.

Tudo incluído na composição da Terra está contido, também, na composição do sangue.

Por exemplo, zinco, água, minerais, ferro, magnésio, etc.

Note-se que todos os reinos, seja ele mineral, vegetal ou animal, está contido em nosso sangue e vice-e-versa.

Sacrif**ar os animais não são regras e as orações específ**as da ação dão graças a Deus pelo sacrifício.

Exemplo:
O primeiro passo é agradecer a Deus pelo espírito do animal que vai em missão.

Então, nós agradecemos a Deus pela comida, a carne que vamos comer, e agradecemos também a Mãe Terra, Onilè, que nos deu este alimento para sobreviver.

Os demais componentes litúrgicos tem sua missão, tais como:

Obi:
Utilizado como oráculo para conversar com as energias e para onde encaminhar os ebo, aplacar a ira de energias negativas e a fruta da vida onde no momento de comunhão com os Òrìşà a pessoa se conecta com sua ancestralidade.

Orogbo:
Utilizado para vida longa, aumento de resistência e perseverança da pessoa, quando utilizado com casca para que um segredo não seja revelado.

Oyin (mel):
Utilizado para alegria, bem estar, harmonia, prosperidade e para que algo ou alguém nunca seja desprezado.

Epo (dendê): Elemento de efeito calmante, traz equilíbrio e facilidades.

Iyò (sal):
Para sorte e preservação, para que a pessoa consiga manter suas conquistas. Dinheiro e vida longa.

Ataare:
Utilizado para consagrar o diálogo dar forças as palavras, utilizados em comidas e também para multiplicar os desejos.

Oti (muito usado em rituais)
O gin tem como princípio a purif**ação das palavras e também o despertar da energia a favor do suplicante.

Owo ẹrò:
Búzios utilizados para comprar as dívidas e a falta de dinheiro do suplicante.

Moedas antigas: Utilizadas para pagar os Ajogun (energias negativas) que podem ou não estarem ligadas com as Ìyàámi.

Osùn:
Usado para que a essência vital, simbolizando o sangue vermelho vegetal, para que o àşé e as conquistas não se acabem.

Efún:
Para atrair o àşé, representa a água.

Ìyèrósùn:
Elemento sagrado de Ifá tem o poder de transmitir o àşé de Odù ao que está sendo feito, ativar o Odù Ifá.

E outros elementos mais.

Vemos então um conjunto de elementos que agrupados vão fornecer o produto final a ser enviado ao Alto, Ìkợlé Ợrùn.

Nossa religião, como uma das mais antigas, tendo sua ritualística registrada nos Ẹsẹ
O Ebó Ejẹ oferecidos dão movimento ao fluido vital liberado, o àşé, que atua fora do campo material tendo o poder de transformação sobre coisas desejadas ou indesejadas que estejam afetando o ser humano.

O Òrìşà, como energia do cosmos, não necessita de comida propriamente dita e muito menos de sangue, o sangue nada mais é que o fluido vital que corre em nossas veias nos assegurando a sobrevivência, como é inerente a todos os seres vivos.

Quando este material, ejẹ, é encantado e liberado, ele atua como veículo operador, atua como uma profilaxia espiritual ou reforçando a energia já instalada.

As correntes que se opõem a esta prática, nos taxando de primitivos, desconhecem o poder deste veículo, como transferidor de àşé.

Podem de uma certa maneira estar tentando criar uma nova religião, como temos vistos pessoas pregando o Candomblé Verde, embora isso também seja sacrifício, desde que orientado por Ifá, não quer dizer que o sangue animal deva ser excluído.

O que temos que ter em mente é a sacralidade do ato, o silencio, o respeito, as orações, os oriki e os Ofó, devem seguir uma ritualística condizente com o momento, onde todos os participantes, principalmente Onilu e Asogun responsáveis pelo ato sagrado da imolação e o sacerdote proferidor das palavras encantadas.

A Ìyábásè, responsável pela sequência do ato litúrgico, é por demais importante na finalização do Oro, onde a preparação do eran, carne, seguirá ordens ditadas pela energia invocada, através de Ifá, no jogo de Obi àbátá.

Ao se encerrar a missão com todos os elementos colocados aos "pés" do Igbá ou Ojùgbò, igbá coletivo da casa, saberemos se tudo foi aceito por Òlódùmarè, com nova caída do obi, orogbo, esun isu ou ìgbìn.

Tudo finalizado damos sequência com a preparação do nosso banquete, onde nos confraternizamos e agrademos a Òlódùmarè e a Onilè o alimento.

Que Òrúnmìlà siga nos abençoando

++++autor desconhecido

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12/12/2020

AS IYAMINS...

Um dia elas vieram do céu para a terra
Elas eram duzentas e uma
Todas elas feiticeiras
Todas elas Iyami Oxorongá.
Ninguem sabe quem são ou como se originaram
Apenas sabemos que a mais antiga
Entre elas se chama Odu
Ou Oro-Modi-Modi
E ela é quem trouxe todas para a terra.
Odu um dia caminhou pela encruzilhada
Entre os dois mundos
E Olodumare decidiu dar a ela
A todas iguais a ela
Poderes sobre muitas coisas.
Então os Orixas receberam ordem de Olodumare
Para vir para o Aye
E Orunmila viu Iyami Odu ali parada na encruzilhada
E perguntou:
— Odu, porque não vem conosco para a terra?
E ela respondeu:
— Como poderia se estou nua? Não posso ir assim. Pedi ajuda a todos os Orixas mas nenhum dele me ajudou.
Então Orunmila falou:
— Como posso eu te ajudar se está nua?
— É facil, deixa-me entrar dentro de você para me esconder em tua barriga.
Orunmila que é muito bondoso deixou
E Iyami Odu junto com as outras duzentas
Fizeram feitiço para f**arem muito pequenas
E entraram na boca de Orunmila
Indo se esconder nas entranhas.
Quando Orunmila chegou na terra
Passou a mão na barriga e disse:
— Pronto, agora podem sair.
Mas la de dentro elas gritaram:
— Não! Não vamos sair! Vamos te devorar por dentro!
As Iyami estavan comendo as vísceras de Orunmila.
Ele mesmo sendo um Orixa ficou com muito medo
Pois nem os Orixas podem contra as Iyami.
Então ele pediu ajuda a grande sabedoria dos Odu
E Odu Osa Meji lhe ordenou fazer uma grande oferenda a elas
Com coisas boas de se comer.
Orunmila assim fez e quando as Iyami sentiram
O cheiro da oferenda
Sairam pela boca de Orunmila e foram comer.
Mas elas gostaram tanto de provar as vísceras
Que até os dias de hoje as pessoas
Fazem para elas oferendas com os intestinos dos animais.
Agora as Iyamj estavam no nosso mundo.
Estavam aqui mas não tinham nada
A única coisa que possuiam eram seus pássaros
Então seguiram os pássaros
E com eles acharam morada na copa das árvores.
As Iyami escolheram sete
A arvore Pé-de-Cola onde nasce o Orobo
A arvore Araticuna-da-areia, Arere
A arvore Ose, Baobá
A sagrada Gameleira, Iroko
O Mogno, Apaoka
A árvore Okikan, Cajazeira
E a poderosa Odan, Figueira.
As Iyami até hoje moram em arvores.
Existem duzentas e uma Iyami
Divididas em tres grupos.
As Iyami funfun, que se vestem de branco
São maleáveis, não gostam de maldade.
As Iyami Pupa, que se vestem de vermelho
São ambíguas, fazem o bem e o mal.
As Iyami Dudu, que se vestem de preto
São malditas e só fazem a desgraça.
Após morar nas arvores elas olharam em volta
E viram que os Orixas tinham rios
Oxum, Yemoja, Yewa, Oba, Otin, Erinle
Todos eram donos de grandes rios.
As Iyami são muito invejosas
E foram reclamar com Olodumare:
— Porque as divindades tem rios e nós não? Por acaso somos menores que eles?
Elas reclamaram com Olodumare
E ele fez para elas um rio chamado Olontoki.
Então Oxalá foi morar ao lado deste rio
Sem saber a quem pertencia.
Orunmila viu que Oxalá tinha muitas esposas
E aconselhou que para manter o axe dentro da casa
Ele tinha que sempre ter agua fresca para
Que quando suas esposas f**assem menstruadas
Pudessem se lavar.
Exu sabia que o rio Olontoki era das Iyami
E também sabia que as esposas de Oxalá
Estavam nos dias de f**arem menstruadas
Então foi até a casa de Oxalá no momento
Em que ninguém estava
E atirou pedras nos jarros de barro
Onde a água era armazenada
Os quebrando.
Então as mulheres de Oxalá f**aram menstruadas
E ele foi pegar agua nos jarros
Mas se deparou com apenas cacos.
Sem água ele tinha de se virar
Para ajudar as suas esposas
Nisso pensou em ir no Rio perto de casa.
Ele foi mas quando mergulhou uma cabaça
Na agua afim de encher
Ouviu a gritaria:
— Vejam! Vejam irmãs! O velho Oxalá está a roubar a nossa água!
Oxalá não era ladrão
Então tentou explicar:
— Senhoras não, eu não sabia que este rio lhes pertencia... Eu apenas preciso de água para dar banho em minhas esposas pois elas estão menstruadas.
Mas Oxalá não devia ter dito isto
As Iyamj f**aram ainda mais furiosas
Pois o sangue menstrual é para elas veneno
É o supremo tabu.
— Ma***to Oxalá! Veio roubar nossa água para isso? Pois vai se arrepender!
As Iyami vociferaram e correram atrás dele
Jurando que quando o pegassem iriam come-lo vivo.
Oxalá é um grande Orixa
Mas nem ele pode contra as Iyami
Então correu desesperado
Ate que no meio do caminho
Encontrou a casa de Ogun e pediu ajuda.
As Iyami chegaram na porta da casa de Ogun
E disseram:
— Ogun! Ou tu nos entrega Oxala ou nos entramos em tua casa e devoramos ele e a ti tambem!
Ogun temeroso empurrou Oxala para fora
E se trancou dentro de casa.
Oxalá voltou a correr
E então pediu ajuda nas casas de todos os Orixas
Mas todos ao serem ameacados pelas Iyami
Botavam Oxalá para fora.
Foi então que Oxalá chegou na casa de Orunmila
E pediu abrigo.
As Iyami chegaram na porta e disseram
— Orunmila! Ou tu põe para fora Oxala ou entramos na tua casa e devoramos ele e a ti tambem!
Orunmila muito gentil respondeu:
— Certo, mas antes venham comer e beber algo comigo, venham descansar pois vejo que estão perseguindo Oxala já faz muito tempo.
As Iyami f**aram sem reação
Pois nunca haviam sido tratadas com gentileza.
Orunmila as convidou para comer
E também deu a cada uma delas
Uma cabaça encantada na qual
Podiam guardar o pássaro
Pois o pássaro de Iyami é seu maior tesouro.
Apos comerem e beberem elas foram embora
Felizes por terem se sentido queridas
E acabaram por esquecer de Oxalá.
Por Orunmila ser assim tão bom com elas
A rainha das Iyami, Iya Odu
Se casou com ele.
As Iyami são muito poderosas
E tem atitudes muito controversas.
Se conta que um dia eles viram os homens
Cultuando Egungun, mas Egungun só podia falar em voz rouca
Mas não podia fazer mais nada.
Então as Iyami acharam que seria mais divertido
Por um peso maior sobre aquele culto
E então juntas disseram
"Tudo que egungun disser se tornará realidade"
E desde então assim é.
As Iyami fazem coisas terríveis
E por isso tem de ser apaziguadas.

Na África as Iyami tem culto entre os Yoruba
Mas também entre os Fon que as conhecem por Kenesi.

Mas o culto delas não é como dizem aqui.
O culto de Iyami é secreto,
Quem faz parte nunca diz que faz.
Não existe assentamentos de Iyami
O culto se da exclusivamente em árvores.
Não existe iniciação para Iyami
O que existe é "Imule" (conveniar-se)
Que é um rito onde a pessoa passa a integrar
A sociedade de culto a Iyami
Mas quem fez Imule nunca diz que fez.
Não existe transe de Iyami.
Não existem templos de Iyami.
Se alguém disser abertamente que cultua Iyami
Essa pessoa é mentirosa
Pois quem cultua nunca diz que faz.
Se algum homem sacerdote de Orixa
Disser que faz feitiço para as Iyami
Esse sacerdote mente
Pois os passaros das Iyami não pousam
Nas mãos dos que são do genero masculino.
O sacerdote que diz que a filha de Oxum, Yemoja ou Oya
Tem poder para cultuar as Iyami mente.
O fato de ser filha de determinado orixa
Nao signif**a nada.
As Iyami aceitam oferendas de qualquer mulher
Pelo simples fato de se reconhecerem nelas
Então estas sim fazem ipese.

Muitas pessoas acreditam que só existem tres Iyami
Por conta da lenda onde Oxossi nasce de uma das tres
Iyami da cidade de Ketu que são Mepere, Bokolo e Apaoka
Mas estas três são parte das 201.
As Iyami são ancestrais das mulheres.
Elas não estão sob o julgamento de moralidade alguma
Fazem o que querem.
Não importa se uma pessoa acha bom ou acha ruim
O modo como elas agem
Pois Iyami será sempre Iyami.

Mojuba Iyami Osoronga, minha mãe feiticeira.
Mojuba Iyami Odu, minha mãe sábia.
Mojuba Iyami Agba, minha mãe ancestral.
Mojuba Iyami Eleye, minha mãe dona dos pássaros.
Mojuba Iyami Aje, minha mãe bruxa.
Mojuba Iyami Olokiki, minha mãe famosa.
Mojuba Iyami Onile Orita, minha mãe da encruzilhada.
Mojuba Iyami Apani, minha mãe matadora
Mojuba Iyami Apaoka, minha mãe da árvore Mogno
Mojuba Iyami Binu minha mãe bravia
Mojuba Iyami Iyanla, mãe da minha mãe
Mojuba Iyami Buburu, minha mãe malvada
Mojuba a todas as Iyami
Que sejam louvadas todos os dias.
Axé

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São Paulo, SP

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