21/12/2020
QUANDO DEUS DEU SEU FILHO AO MUNDO?
Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito (Jo 3.16).
Este dia foi de tão singular importância que Abraão desejou vê-lo, e viu, e alegrou-se (Jo 8.56); que uma comitiva enviada por Deus acompanhado das milícias celestiais veio fazer a entrega espetacular de valioso presente aos homens (Lc 2.13,14).
Quando foi que Deus deu seu filho ao mundo?
Baseado nas palavras de Jesus: Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se. (Jo 8.56).
Podemos indagar: A que dia Ele estava se referindo?
Ao inferir pelas palavras de Jesus que afirmam que Abraão alegrou-se, também afirmam, sem sombra de duvidas, que foi por ocasião do Natal, porque nada mais alegra o coração de um pai, um avô, do que um nascimento de um filho. Todos os intérpretes da Bíblia são unânimes em dizer que este dia foi o dia do nascimento de Cristo.
Voltando aos primórdios da história da redenção, vamos nos deparar com o dia, em que Deus prometeu à humanidade, através da mulher (Eva), a vinda de um varão perfeito, sábio, poderoso,um dos seus descendentes, ou melhor - o seu descendente que iria pisar na cabeça do inimigo, e destruir as suas obras (1 Jo 3.8).
Uma das evidências de que Deus criou o homem por amor é que o colocou em um paraíso adredemente preparado para ele. Já para o diabo e seus anjos, Deus criou “o fogo eterno” (Mt 25.41; 2 Pe 2.4), mas para o Seu Filho, – homem, plantou um jardim (Gn.2.8). Ele não o colocou em qualquer lugar nem em um deserto do Arizona, nem em algum Saara qualquer – Ele o colocou no Éden.
O paisagismo de Burle Marx e os jardins de Verssailles de Luís XIV são meros esboços ante o paisagismo do Éden criado e plantado por Deus para o homem. Ele dotou o paraíso de tudo e lá colocou o homem. Tudo ali era bom – o próprio Deus assim o qualificou (Gn 2.9); coroou o homem de glória e de honra e o fez
apenas um pouco menor que Deus (Sl 8.5).
Dotou o homem de mente privilegiada sem as perturbações do pecado, sem as fobias, os traumas, e as decepções, e angústias de hoje. Poderia funcionar plenamente envolto por uma paz ambiental e espiritual, sem precedentes – alimentado corretamente, e, repousando com serenidade e segurança, desfrutava de tudo com amor e alegria. Além do mais, contava com o carinho paterno do Criador que o visitava todas as tardes (Gn 3.8).
Mas, a maior dádiva do Criador para o homem recém criado não consiste apenas na dádiva de um mundo maravilhoso, perfeito que Ele formara para a felicidade de Adão, e sim a dádiva de Seu Filho Jesus, que Ele enviara do céu, cheio de graça e de verdade para que fosse crido, amado e recebido com amor pelos homens, e, no Qual, se acham ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento(Cl 2.3).
Era com satisfação que Deus via a sua criança (Adão) desenvolver-se – dia a dia exercendo harmoniosamente suas funções, talentos, aptidões,
e totalmente livre.
Sim, a maior prova do amor de Deus ao homem foi declarada pelo próprio Senhor Jesus: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
Portanto, esta doação não ocorreu, como é compreendido por alguns dos teólogos, por ocasião do batismo, nem pela sua morte na cruz, nem na ressurreição, mas a dádiva do filho ao mundo,
segundo a Bíblia e nas palavras do próprio Jesus, ocorreu no Seu nascimento: Porque Jesus foi dado ao mundo para conferir vida eterna ao homem "E a vida eterna é esta: que creiam em Ti como único Deus verdadeiro e Jesus Cristo a quem enviaste" (Jo 17.3).
E este fato pode ser ilustrado no episódio do batismo do eunuco por Filipe à beira da estrada quando este apresenta como condição para o batismo que ele creia em Jesus, e ele reafirma:
Creio que Jesus é o Filho de Deus (At 8.37). Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que n’Ele CRÊ não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
ROSIVALDO DEARAÚJO
Livro: NATAL, CELEBRAÇÃO CRISTÃ OU FESTA PAGÃ?