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Lançamento do livro Comunicação Afrodiasporica de Ceres Santos na Bienal do Livro de São Paulo 07/09/26.
07/09/2026

Lançamento do livro Comunicação Afrodiasporica de Ceres Santos na Bienal do Livro de São Paulo 07/09/26.

06/09/26 Foram lançados três volumes da Coleção Nordestina no estande ABEU Editoras Universitárias da Bienal do Livro S...
07/09/2026

06/09/26 Foram lançados três volumes da Coleção Nordestina no estande ABEU Editoras Universitárias da Bienal do Livro SP com a presença dos representantes das Editoras Universitárias nordestinas.

Nelma Aronia Santos
L_Campos

06/09/2026
  na Bienal do Livro SP Nelma Aronia Santos L_Campos
06/09/2026

na Bienal do Livro SP
Nelma Aronia Santos L_Campos

  na Bienal do Livro SP a partir de hoje até o dia 13 de setembro.
04/09/2026

na Bienal do Livro SP a partir de hoje até o dia 13 de setembro.

Projeto Resenhas EDUNEB: Corporeidades, feminilidades, homossexualidades e transexualidadesRIOS, Pedro Paulo Souza (org....
25/08/2026

Projeto Resenhas EDUNEB: Corporeidades, feminilidades, homossexualidades e transexualidades

RIOS, Pedro Paulo Souza (org.). Corporeidades, feminilidades, homossexualidades e transexualidades: constituição de identidades de gênero. Salvador: EDUNEB, 2023.

Resenha de Anajuly Eça Gomes Lopes.

Leia a resenha também no SKOOB:

https://www.skoob.com.br/pt/book/122694693/reviews

E no site da EDUNEB:

https://eduneb.uneb.br/projeto-resenhas-eduneb-corporeidades-feminilidades-homossexualidades-e-transexualidades/

O livro “Corporeidades, feminilidades, homossexualidades e transexualidades: constituição de identidades de gênero”, organizado por Pedro Paulo Souza Rios e publicado pela Editora EDUNEB em 2023, apresenta um conjunto de textos que abordam diferentes narrativas sobre corpos dissidentes na sociedade normativa, tendo como uma de suas principais perspectivas a escrita de si.

Escrito por Megg Rayara Gomes de Oliveira, o prefácio apresenta o contexto sociopolítico e as motivações para a produção da obra. O período de 2018 foi marcado pela intensificação de discursos e ameaças direcionados a minorias, como a população negra e a comunidade LGBTQIAPN+, além de ataques à educação e à produção científica. Nesse contexto, a produção acadêmica é apresentada como um ato de resistência na luta contra o fascismo. A obra reúne textos autobiográficos, críticos e analíticos que questionam as instituições, a sociedade e os binarismos, a partir de reuniões realizadas pelo Grupo de Pesquisa e Estudos em Gênero e Sexualidades no Sertão (GENESIS-Sertão).

Ao longo da obra, o corpo é apresentado como “territórios de disputa” (p. 15), uma vez que a presença de corpos dissidentes provoca desconfortos em ambientes regidos pela perspectiva normativa, sendo alvos de silenciamento e cerceamento. Nesse sentido, os textos discutem o papel das subjetividades no processo formativo e pedagógico do ser, que, desde o nascimento, são constantemente questionadas pela noção do padrão de corpo que é construído socialmente (Mauss, 1974, apud Cardoso, 1994).

Instituições como a escola e a família aparecem como espaços que produzem expectativas de gênero, raça e comportamento, produzindo estigmas e formas de disciplinarização dos corpos. A Educação Física é um exemplo apresentado nos textos, que, em vez de ser um componente para incentivar o movimento e promover a conscientização da diversidade de corpos, ainda reproduz estereótipos que aprisionam o ser.

Em contrapartida, a educação também é colocada como ferramenta de transgressão, na qual corpos marginalizados têm a possibilidade de escrever a sua própria história e denunciar violências. A universidade pública aparece, dessa maneira, como espaço de transformação do sujeito, possibilitando o contato com diferentes experiências e a reflexão sobre a própria trajetória. Essa perspectiva pode ser observada na narrativa de Laíse de Souza Nascimento, no texto “Entrelaçando histórias de vida pessoal e acadêmica: (reconstrução do ser mulher da roça)”, em que a formação escolar e acadêmica se relaciona à construção da autonomia e empoderamento.

Dessa forma, a coletânea de textos elucida questões sobre o corpo enquanto lugar transitório e mutável, passível de transformações, mas que, a todo momento é convocado ou coagido a se adequar às normas sociais. A obra mostra também o papel da educação enquanto agente que pode contribuir, positivamente, para a formação dos sujeitos e para sua transformação, mas que, ao mesmo tempo, possui práticas pedagógicas que, desde a infância, incentivam os indivíduos a seguir determinados comportamentos e a se enquadrar em papéis de gênero.

Projeto Resenhas EDUNEB: ENTRE OS MUROS DA EXCLUSÃO.ENTRE OS MUROS DA EXCLUSÃO TRAJETÓRIAS DE “ALIENADOS” NA BAHIA (1903...
24/08/2026

Projeto Resenhas EDUNEB: ENTRE OS MUROS DA EXCLUSÃO.
ENTRE OS MUROS DA EXCLUSÃO TRAJETÓRIAS DE “ALIENADOS” NA BAHIA (1903-1916) SEPÚLVEDA, P. M. Entre os muros da exclusão [online]. Salvador: EDUNEB, 2023

Resenha de Maria Vitória Coutinho e Silva Figueiredo de Almeida.

Graduada em Licenciatura em Ciências Sociais e graduanda em Bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Leia a resenha também no SKOOB:

https://www.skoob.com.br/pt/book/122694438/reviews?filter=recents

E no site da EDUNEB:
https://eduneb.uneb.br/projeto-resenhas-eduneb-entre-os-muros-da-exclusao/

1. APRESENTAÇÃO DA OBRA

A presente resenha tem como objetivo realizar uma análise descritiva e crítica da obra Entre os muros da exclusão: trajetórias de “alienados” na Bahia (1903-1916) (2023), publicada pela Editora da Universidade do Estado da Bahia (EDUNEB). Escrita por Patrick Moraes Sepúlveda, mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da UNEB, a obra apresenta os resultados de sua pesquisa de mestrado, desenvolvida a partir de diversas fontes documentais, entre elas periódicos de circulação popular e científica, a Gazeta Médica da Bahia e diferentes jornais da época. Estruturado em dois capítulos, o livro analisa as relações entre saúde mental, história, loucura e psiquiatria no contexto baiano. O primeiro capítulo aborda o cenário da psiquiatria e sua relação com a instituição asilar, enquanto o segundo analisa as trajetórias dos chamados “alienados” no período delimitado pela obra, discutindo também as concepções de loucura em circulação nos séculos XIX e XX.

2. RESENHA DESCRITIVA E CRÍTICA DA OBRA

Como ponto de partida para a pesquisa, o historiador formula questões centrais que orientam sua investigação: “O que era considerado loucura na cidade de Salvador? Quais os critérios utilizados pelos psiquiatras para explicar as doenças mentais? Como os alienados reagiram à disciplina institucional?” (p. 7). Essas perguntas são fundamentais para a constelação de ideias que norteia a obra, servindo de base para as análises e reflexões desenvolvidas ao longo do livro. O autor parte da concepção de que os ditos alienados eram caracterizados, primordialmente, por não se adequarem aos padrões comportamentais idealizados na época e, por isso, eram considerados socialmente indesejáveis. Essa perspectiva, defendida pela classe dominante, sustentava que a circulação desses indivíduos pela cidade representava riscos à ordem social, legitimando, assim, a necessidade de uma instituição destinada à sua reclusão.
Para este trabalho, Sepúlveda recorre aos estudos sobre o Asilo São João de Deus, a primeira instituição manicomial da Bahia, fundada em 1874. A partir dessa análise, o autor examina casos de reclusos, como os de Aprígio Bacellar Ar**ha, Joaquim Pereira Navarro e Pedro da Silva Rego, pacientes da instituição entre 1912 e 1914.
Ao evocar casos de pacientes, o autor recorre a uma fundamentação teórico-metodológica orientada pela História Social Inglesa, à luz das contribuições de E. P. Thompson, partindo da compreensão de que as ações dos sujeitos são complexas e constitutivas das dinâmicas sociais. Nessa perspectiva, evidencia-se que, mesmo em contextos de exclusão, os sujeitos participam e interferem na construção dessas dinâmicas. Além da História Social Inglesa, autores como Foucault e Chalhoub contribuem para o debate sobre a loucura. Foucault (2002), relaciona a loucura à exclusão social, enquanto Chalhoub (2012) evidencia a influência da produtividade econômica na perspectiva médica, que categorizou como alienados aqueles considerados sem potencial produtivo.
Na Europa, nos séculos XIX e XX, constituiu-se a concepção da loucura enquanto algo a ser estudado, marcada pela associação às emoções e à degenerescência biológica, com médicos como Philippe Pinel e Emil Kraepelin. No Brasil, a literatura médica do Primeiro Período Republicano alinhava-se às ideias do racismo científico e do higienismo, apontando a população negra e pobre como predisposta à loucura, à violência e à inferioridade racial. Desse modo, o autor evidencia como as desigualdades sociais influenciaram a compreensão da loucura e contribuíram para o surgimento de estratégias de reclusão voltadas aos indivíduos considerados prejudiciais à ordem social.
A obra pode ser considerada uma importante referência para os estudos em História da Ciência e sua intersecção com as políticas de saúde, ao evidenciar que as condições de saúde e as formas de tratamento não são determinadas apenas por fatores biológicos, mas também pela posição social dos sujeitos e pelas relações de poder. Ao abordar casos como os de Joaquim Pereira Navarro e Pedro da Silva Rego, o historiador evita julgamentos morais maniqueístas e evidencia a complexidade dos comportamentos em seus contextos sociais. Nesse sentido, o Asilo São João de Deus não deve ser compreendido, apenas, como instituição hospitalar, mas como um espaço marcado pela contradição e atravessado por uma mentalidade de controle social, na qual ciência, saúde e poder se articulavam na definição e na reclusão dos chamados “alienados”.

21/08/2026

Vídeo resenha do livro Um Clube de Leitura da Galáxia de Luciana Campos de Albuquerque por Cleide Bruno dos Santos.

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