01/09/2017
A HIERARQUIA CELESTE: O TRATADO CLÁSSICO DA ANGELOLOGIA CRISTÃ
As obras de Dionísio, juntamente com as obras de Sto. Agostinho, de Platão e dos neoplatônicos, foram as três maiores fontes do pensamento do Ocidente medieval. De tal modo que Dionísio foi chamado de “pai da mística”. São Gregório Palamas qualificou Dionísio de “um contemplador infalível das coisas divinas”. S. Boaventura chamou-o de “príncipe dos místicos”. S. Tomás de Aquino o considerava um dos “príncipes da teologia”.
No século XIII, o filósofo e teólogo inglês Robert Grosseteste fez uma nova tradução comentada das obras de Dionísio, e Sto. Alberto Magno fez o mesmo algumas décadas mais tarde.
Nos séculos XIV e XV, foram fortemente influenciados por ele os grandes nomes da mística alemã: Mestre Eckhart, JohanesTauler, Jan van Ruysbroeck, Nicolau de Cusa, os maiores nomes da mística espanhola: Sta. Teresa de Ávila e S. João da Cruz, e também a maior dentre as místicas inglesas: Juliana de Norwich.
Além da elucidação das nove Hierarquias Angélicas – apresentada magnificamente na obra clássica que o leitor tem em mãos –, uma das mais importantes contribuições de Dionísio foi a sua definição dos três polos ou vias da teologia: a Teologia Afirmativa, a Teologia Negativa e a Teologia Simbólica, e do centro ou da meta das três: a Teologia Mística.
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