27/08/2026
Outro país, outro protocolo, e o Doppler apontando para o mesmo caminho.
Um trabalho apresentado na SBTE 2026 avaliou vacas Angus na Argentina e acompanhou a manutenção da gestação entre o D30 e o D62.
Entre as vacas diagnosticadas como prenhas no D30, aquelas que apresentavam menor perfusão sanguínea do corpo lúteo, entre 25 e 50%, tiveram uma perda gestacional quase 7 vezes maior do que aquelas com maior perfusão luteal.
E tem outro detalhe importante.
O uso de eCG, natural ou recombinante, não apresentou diferença significativa na taxa de concepção nem na perda embrionária.
O que esteve associado ao risco de perda foi a vascularização do corpo lúteo.
Esse resultado chama ainda mais atenção quando colocado ao lado do trabalho com novilhas Nelore que mostramos anteriormente.
Duas categorias animais.
Dois países.
Diferentes condições experimentais.
E um sinal que se repete: a perfusão sanguínea do CL trazendo informação sobre a manutenção da gestação.
Isso não significa transformar uma porcentagem de vascularização em uma sentença para cada animal. Mas reforça que avaliar o CL apenas pela presença ou pelo tamanho pode deixar informação importante para trás.
Com o Doppler, a pergunta deixa de ser apenas “tem corpo lúteo?” e passa também por “como esse corpo lúteo está vascularizado?”.
Baseado no trabalho de Adrian Vater e colaboradores, IA Total Group, apresentado na SBTE 2026.
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