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9€ - BOM ESTADODe Olhos Abertos: Conversas com Matthieu Galeyde Marguerite YourcenarEm De Olhos Abertos, Marguerite Your...
06/09/2026

9€ - BOM ESTADO

De Olhos Abertos: Conversas com Matthieu Galey
de Marguerite Yourcenar

Em De Olhos Abertos, Marguerite Yourcenar conversa com Matthieu Galey sobre literatura, história, viagens, religião, política, natureza e morte, mas sobretudo sobre a maneira como escolheu atravessar o mundo. Ao longo destas conversas, realizadas no final da década de 1970, a autora de Memórias de Adriano e A Obra ao Negro regressa aos seus livros e às figuras históricas que os habitam, revelando alguma coisa do pensamento que existe por detrás da sua escrita.

Yourcenar fala com a mesma precisão com que escreve. Há nela uma recusa da pequena autobiografia e da confissão fácil: quando interrogada sobre si própria, rapidamente desloca a conversa para os séculos, para outras civilizações, para os animais, para as paisagens ou para os mortos. A vida individual interessa-lhe sobretudo quando consegue abrir-se para uma experiência mais vasta do tempo.

Matthieu Galey acompanha essa inteligência sem procurar encerrá-la numa explicação. Da infância às viagens, da criação literária à sua relação com a natureza, emerge o retrato de uma escritora que viveu deliberadamente afastada das modas intelectuais e que entendia a literatura como uma forma de atravessar as fronteiras entre épocas, culturas e identidades.

Mais do que uma entrevista, De Olhos Abertos é uma longa conversa com uma das grandes escritoras do século XX. O título diz quase tudo: olhar sem desviar os olhos, para a beleza e para a destruição, para aquilo que passa e para aquilo que, através da escrita, ainda pode permanecer.

16€ - BOM ESTADO — PRIMEIRA EDIÇÃO EM PORTUGAL A Arte de Viver para a Geração Novade Raoul VaneigemEm A Arte de Viver pa...
06/09/2026

16€ - BOM ESTADO — PRIMEIRA EDIÇÃO EM PORTUGAL

A Arte de Viver para a Geração Nova
de Raoul Vaneigem

Em A Arte de Viver para a Geração Nova, Raoul Vaneigem escreve contra uma sociedade que organiza a existência ao ponto de quase lhe retirar a vida. Publicado em 1967, no coração da Internacional Situacionista e poucos meses antes das revoltas de Maio de 68, o livro transforma a crítica do capitalismo quotidiano numa defesa radical do prazer, do desejo, da criatividade e da recusa de uma existência reduzida ao trabalho e ao consumo.

Vaneigem interessa-se menos pelas grandes abstracções políticas do que pela maneira como o poder entra nos gestos mais pequenos: no emprego, na família, na mercadoria, no tédio, na obrigação de desempenhar papéis que parecem ter sido escritos por outros. Se a sociedade transforma o indivíduo em espectador da própria vida, a revolução terá de começar precisamente aí, na recuperação da experiência vivida.

É um livro incendiário, mas também estranhamente poético. Contra a sobrevivência, Vaneigem propõe a vida; contra o sacrifício, o prazer; contra a passividade, a criação de situações onde seja novamente possível desejar. A revolução deixa assim de ser apenas uma mudança das estruturas políticas para se tornar uma transformação da própria maneira de amar, trabalhar, pensar e ocupar o tempo.

Um dos textos fundamentais do pensamento situacionista e da contracultura europeia do século XX, companheiro natural de A Sociedade do Espectáculo de Guy Debord. Mais de meio século depois, permanece uma pergunta incómoda no centro do livro: de que serve transformar o mundo se continuarmos sem saber como viver nele?

19€ - BOM ESTADOPoemas e Cançõesde Bertolt Brechtselecção e versão portuguesa de Paulo QuintelaEm Poemas e Canções, Bert...
06/09/2026

19€ - BOM ESTADO

Poemas e Canções
de Bertolt Brecht
selecção e versão portuguesa de Paulo Quintela

Em Poemas e Canções, Bertolt Brecht escreve para que a poesia não fique quieta na página. Os versos parecem querer ser ditos em voz alta, cantados numa taberna, lançados para uma sala cheia ou murmurados por alguém que atravessa uma cidade em tempos difíceis. Há neles guerra, fome, amor, dinheiro, exílio, trabalhadores, soldados e homens comuns apanhados dentro das engrenagens da História.

Brecht desconfiava da beleza quando ela servia apenas para adormecer. A sua poesia prefere acordar o leitor, por vezes através da ironia, outras vezes pela secura de uma imagem ou pela simplicidade quase popular de uma canção. O político nunca está separado do humano: por trás das grandes forças históricas permanecem sempre um corpo que tem fome, alguém que espera, alguém que parte, alguém que pergunta quem pagou realmente o preço de uma vitória.

A selecção e versão portuguesa de Paulo Quintela aproxima-nos dessa voz sem lhe retirar a aspereza. Poeta e extraordinário tradutor da literatura alemã, Quintela encontra em Brecht uma escrita onde pensamento e ritmo caminham juntos, preservando a clareza cortante, a oralidade e a força musical destes textos.

Uma entrada particularmente viva na poesia de Brecht, onde a palavra pode ser simultaneamente canção, pergunta, arma crítica e pequena máquina de resistência contra o esquecimento.

10€ - BOM ESTADOA Montanha Mágicade Thomas MannEm A Montanha Mágica, Thomas Mann envia o jovem Hans Castorp para um sana...
06/09/2026

10€ - BOM ESTADO

A Montanha Mágica
de Thomas Mann

Em A Montanha Mágica, Thomas Mann envia o jovem Hans Castorp para um sanatório nos Alpes suíços, onde deveria permanecer apenas algumas semanas em visita ao primo. Mas o tempo, naquela altitude, obedece a outras leis. Os dias começam a repetir-se, as estações confundem-se e a breve visita transforma-se numa permanência de sete anos. A montanha separa-se lentamente do mundo e torna-se uma espécie de universo suspenso, habitado por doentes, excêntricos, intelectuais e fantasmas de uma Europa que ainda não sabe que está prestes a desaparecer.

Entre refeições, medições de temperatura, conversas intermináveis e a proximidade constante da doença e da morte, Hans Castorp atravessa uma verdadeira educação sentimental e intelectual. À sua volta confrontam-se ideias sobre liberdade, razão, religião, política, desejo e progresso. Thomas Mann transforma o sanatório num pequeno continente onde as grandes tensões europeias do início do século XX aparecem concentradas em personagens, discussões e paixões.

Mas A Montanha Mágica é também um romance sobre o tempo e a estranha matéria de que ele é feito. Quanto dura um dia quando todos os dias são iguais? O que acontece à memória quando a rotina dissolve a diferença entre ontem e amanhã? A doença torna-se uma forma de afastamento do mundo e, simultaneamente, uma maneira de o observar com uma lucidez quase febril.

Publicado em 1924, é um dos grandes romances do século XX: monumental sem deixar de ser íntimo, filosófico sem abandonar o humor, atravessado pela consciência de uma civilização que dança elegantemente à beira da catástrofe. Uma montanha onde se sobe para visitar um doente e da qual se regressa, muitos anos depois, com uma vida inteira às costas.

6.50€ - BOM ESTADOSobre a Leiturade Marcel ProustEm Sobre a Leitura, Marcel Proust parte da sua relação com os livros pa...
06/09/2026

6.50€ - BOM ESTADO

Sobre a Leitura
de Marcel Proust

Em Sobre a Leitura, Marcel Proust parte da sua relação com os livros para escrever sobre aquilo que acontece quando alguém lê verdadeiramente. A leitura começa na solidão, nesse estranho encontro em que permanecemos fechados num quarto e, no entanto, deixamos entrar vozes vindas de outros lugares e de outros séculos. Para Proust, os livros possuem precisamente esse poder: afastam-nos do mundo por algumas horas para, paradoxalmente, nos devolverem a ele com uma consciência diferente.

Mas Proust desconfia da ideia de que um livro possa oferecer respostas definitivas. O escritor pode conduzir-nos até certo ponto, abrir uma porta, despertar uma pergunta, mas o trabalho decisivo acontece dentro do próprio leitor. A leitura torna-se assim uma espécie de iniciação à vida interior, uma maneira de alcançar regiões de nós mesmos às quais talvez nunca chegássemos sem a presença silenciosa de outro pensamento.

Escrito originalmente como prefácio à sua tradução de Sésame et les Lys, de John Ruskin, o texto rapidamente ganhou uma existência própria. Nele já se encontram algumas das obsessões que atravessariam Em Busca do Tempo Perdido: a memória, o tempo, a infância, a solidão, os objectos e lugares que permanecem dentro de nós muito depois de terem desaparecido.

Um pequeno ensaio sobre livros que acaba por ser muito mais do que isso: uma reflexão delicada sobre a intimidade, sobre aquilo que procuramos nos outros e sobre a forma misteriosa como certas palavras, lidas num determinado momento da vida, passam a pertencer-nos.

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27€ - BOM ESTADO — PRIMEIRA EDIÇÃO Tempo de Roubarde Santos FernandoEm Tempo de Roubar, Santos Fernando acompanha as ave...
04/09/2026

27€ - BOM ESTADO — PRIMEIRA EDIÇÃO

Tempo de Roubar
de Santos Fernando

Em Tempo de Roubar, Santos Fernando acompanha as aventuras de D. Ramón de Oliveniego, um improvável “quixote da ladroagem” lançado num mundo onde roubar parece exigir tanta imaginação como sobreviver. O crime serve menos para construir uma narrativa policial do que para abrir caminho ao humor, à caricatura e a uma sucessão de situações onde o ridículo humano se revela com particular nitidez.

Há no livro uma alegria de contar que faz da personagem simultaneamente ladrão, aventureiro e figura quase picaresca. Santos Fernando observa os seus gestos com ironia, mas sem crueldade, deixando que por baixo da sátira apareça uma certa ternura pelas fraquezas, ambições e pequenos desastres das suas criaturas. O resultado é uma ficção humorística leve na superfície, mas sustentada por uma atenção muito precisa ao comportamento humano.

Publicado na colecção Os Livros das Três Abelhas, das Publicações Europa-América, Tempo de Roubar pertence a uma tradição de humor português hoje pouco lembrada. Um livro curioso e cheio de personalidade, entre a narrativa picaresca, a aventura e a sátira, onde até a ladroagem acaba por adquirir qualquer coisa de poético.

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7€ - BOM ESTADOA História Me Absolveráde Fidel CastroA História Me Absolverá nasce de um julgamento e transforma a defes...
04/09/2026

7€ - BOM ESTADO

A História Me Absolverá
de Fidel Castro

A História Me Absolverá nasce de um julgamento e transforma a defesa de um acusado num texto político destinado a sobreviver ao próprio tribunal. Em 1953, depois do fracassado assalto ao Quartel Moncada, Fidel Castro assume a sua própria defesa perante o regime de Fulgencio Batista e utiliza o processo para expor as desigualdades sociais, económicas e políticas de Cuba e justificar as razões que conduziram à insurreição.

O texto atravessa a pobreza rural, a concentração da terra, o desemprego, a habitação e a educação, apresentando ao mesmo tempo um programa de transformação para o país. A célebre frase que lhe dá o título encerra o discurso como uma aposta no julgamento futuro dos acontecimentos: condenado naquele momento pela justiça, Castro procura colocar-se perante outro tribunal, o da História.

Publicado e difundido posteriormente como manifesto, tornou-se um dos documentos fundamentais para compreender a formação ideológica do movimento revolucionário cubano e a construção da figura política de Fidel Castro. Lido hoje, é simultaneamente testemunho histórico, peça de retórica revolucionária e documento indispensável para compreender as ideias mobilizadas por Castro antes da Revolução Cubana de 1959 e do regime que dela emergiria.

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9€ - BOM ESTADONarrativas e Lendas da Grécia Antigade Nathaniel HawthorneEm Narrativas e Lendas da Grécia Antiga, Nathan...
03/09/2026

9€ - BOM ESTADO

Narrativas e Lendas da Grécia Antiga
de Nathaniel Hawthorne

Em Narrativas e Lendas da Grécia Antiga, Nathaniel Hawthorne regressa aos mitos que estão na origem de uma parte fundamental da imaginação ocidental, mas fá-lo através de uma linguagem simples, luminosa e profundamente narrativa. Histórias de deuses, heróis e monstros são recuperadas não como relíquias de uma antiguidade distante, mas como matéria viva, cheia de desejo, orgulho, medo, curiosidade e castigo.

Hawthorne transforma figuras como Midas, Hércules, Teseu, Perseu e Pandora em personagens próximas do leitor, preservando a estranheza e a beleza dos mitos enquanto lhes acrescenta uma dimensão moral e psicológica muito própria. O maravilhoso convive com a fragilidade humana: cada desejo pode esconder uma condenação, cada triunfo uma perda, cada gesto de coragem uma consequência inesperada.

Escritas originalmente para os seus filhos e reunidas em duas séries, A Wonder-Book for Girls and Boys e Tanglewood Tales, estas narrativas revelam uma faceta particularmente delicada do autor de A Letra Escarlate. Hawthorne não simplifica completamente os mitos: deixa neles a sombra, a ambiguidade e a inquietação que fazem da mitologia grega uma matéria inesgotável.

Um livro de iniciação à mitologia clássica que é também uma pequena obra literária, onde a imaginação de Hawthorne reencontra os deuses antigos e lhes devolve o movimento, a voz e o espanto.

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18€ - BOM ESTADOTerras de Poentede William S. BurroughsEm Terras de Poente, William S. Burroughs regressa ao território ...
03/09/2026

18€ - BOM ESTADO

Terras de Poente
de William S. Burroughs

Em Terras de Poente, William S. Burroughs regressa ao território febril e fragmentado que atravessa toda a sua obra, onde a realidade parece constantemente contaminada pelo sonho, pela violência e pela alucinação. Publicado originalmente em 1981, o romance acompanha Kim Carson, um homem que atravessa uma América em decomposição, entre desertos, cidades, dr**as, s**o, violência e visões que tornam impossível distinguir completamente o mundo exterior do mundo interior.

Burroughs constrói uma narrativa deliberadamente instável, feita de cortes bruscos, imagens grotescas e episódios que parecem surgir directamente de um pesadelo. A América aparece como um corpo doente, atravessado pelo poder, pelo desejo e pela obsessão pelo controlo. Por baixo da ficção científica, da sátira e do delírio, permanece uma das preocupações centrais do autor: a luta do indivíduo contra os mecanismos que procuram dominar o corpo, a linguagem e a consciência.

Terras de Poente pertence à fase mais madura de Burroughs e conserva a violência experimental que tornou a sua escrita uma das mais influentes da literatura underground americana. Um romance estranho, político e alucinatório, onde o Ocidente deixa de ser promessa de liberdade para se transformar num território de ruína e febre.

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7€ - NOVOCartas de Isidore Ducasse / Conde de Lautréamonttradução e notas de Jorge MelíciasPouco antes de desaparecer so...
03/09/2026

7€ - NOVO

Cartas de Isidore Ducasse / Conde de Lautréamont
tradução e notas de Jorge Melícias

Pouco antes de desaparecer sob o nome de Conde de Lautréamont, Isidore Ducasse deixou nestas cartas uma espécie de mapa secreto da sua própria transformação literária. Depois da violência visionária de Os Cantos de Maldoror, surge uma voz diferente, mais consciente da literatura como construção e mais determinada a abandonar a poesia entendida como simples expressão do belo, do sublime ou do sentimento.

Estas cartas são particularmente importantes porque revelam o pensamento de Ducasse sobre a criação e sobre o caminho que pretendia seguir. A literatura aparece como ruptura, invenção e trabalho, mas também como uma tentativa de ultrapassar aquilo que ele próprio havia escrito. Entre o manifesto e a confissão, o autor anuncia uma poética nova, procurando substituir o gesto puramente destrutivo por uma escrita capaz de transformar o mundo através da inteligência e da imaginação.

Jorge Melícias traduz e anota estes textos, permitindo acompanhar de perto uma das figuras mais radicais e misteriosas da literatura francesa do século XIX. Um pequeno volume fundamental para compreender o homem escondido por trás de Lautréamont e o momento em que uma das vozes que mais profundamente influenciariam o surrealismo começava a imaginar uma literatura ainda por escrever.

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