14/07/2026
Estamos felizes! Agora podem encontrar livros do projeto editorial Falas Afrikanas - um projeto em construção permanente.
Especial desde o principio, o logotipo, desenvolvido pelo designer nigeriano TBJ Ohab, é inspirado na escrita ancestral uli/uri do povo Igbo, usadas por mulheres para inscrições em casas e tatuagens.
Falas Afrikanas traz para o público falante da língua portuguesa obras de autoras e autores africanos, publicadas originalmente em outras línguas.
Privilegia trad. coletivas, ligadas a uma reflexão sobre os textos, autores e contextos históricos, promovendo conhecimento através da tradução:
"Chora, ó Negro, Irmão Bem-Amado", textos de Patrice-Émery Lumumba;
"CONSCIÊNCIA NEGRA", textos de Steve Biko, prefaciado por António Tonga;
"VENCEREMOS!", discursos escolhidos de Thomas Sankara, com prefácio de Jean-Michel Mabeko-Tali.
Também há edições infantojuvenis belíssimas, onde as histórias são ilustradas pelos próprios autores:
"A História de Ndabagá", de Dolph Banza, uma lenda de uma corajosa he***na do Ruanda, “a terra das mil colinas e dos milhões de sorrisos”;
De Véronique Tadjo, da Costa do Marfim, "O Senhor da Dança", que canta a máscara africana, ilustrado ao estilo da arte dos Senufo; e "O grão de milho mágico/andzoho ya masalamusu", versão bilingue português – xichangana.
“Filho de Nana”, mito de origem ouvido na África Ocidental, escrito e ilustrado pelo autor ganês Meshack Asare;
"O Chapeleiro e os Macacos" de Baba Wagué Diakité, uma tradição oral do Mali que ouvia na sua infância.
Da tradição oral, "KAYDARA" – um relato iniciático fula, de Amadou Hampâté Bâ.
No reconhecimento de um combate que vem de longe, e na reafirmação de uma luta que continua, o editorial participou da reedição comemorativa do jornal O NEGRO de 1911.
Por fim, apoiou a edição de um livro especial, editado pela . Escrito por Lília Momplé depois da Independência, e só agora publicado em Portugal, "Ninguém Matou Suhura", denuncia a brutalidade do colonialismo português em Moçambique. É a realização de um sonho antigo, uma verdadeira catarse, e o livramento de uma carga emocional que Lília Momplé carregou durante anos.