Os Princípios do Universo - Livro dos Sete Selos

Os Princípios do Universo - Livro dos Sete Selos Expressão da Verdade Universal. Fundamentada nas Verdades Centrais reveladas por Deus, através das escrituras Judaicas e Cristãs. Luz brilhante.

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A Ideia de Reencarnação nas Principais Tradições Religiosas e a Perspetiva Bíblica sobre o Retorno EspiritualA ideia de ...
04/09/2026

A Ideia de Reencarnação nas Principais Tradições Religiosas e a Perspetiva Bíblica sobre o Retorno Espiritual

A ideia de que a vida humana não termina definitivamente com a morte e de que existe uma continuidade da existência espiritual está presente em diversas tradições religiosas. Contudo, essa continuidade não é compreendida da mesma maneira por todas elas.

A reencarnação, entendida como o regresso sucessivo da mesma alma à Terra através de diferentes corpos, encontra-se sobretudo associada ao Hinduísmo, ao Budismo e ao Jainismo, estando normalmente relacionada com a doutrina do Karma. Segundo esta visão, o ser humano atravessa sucessivas existências até atingir determinado grau de purif**ação ou maturidade espiritual que lhe permita libertar-se do ciclo dos renascimentos.

Encontram-se também conceções relacionadas com a transmigração ou com o retorno das almas em determinadas correntes místicas do Judaísmo e do Islamismo, embora estas não representem a posição dominante dessas religiões. No Cristianismo, por sua vez, a doutrina oficial rejeita a reencarnação.

Mas será que existem realmente indícios bíblicos que sustentem a ideia de que uma pessoa volta repetidamente à Terra para completar a sua evolução espiritual?

Reencarnação não é o mesmo que existência espiritual anterior

Algumas interpretações procuram encontrar na Bíblia referências à reencarnação. Entre elas está a declaração de Jesus:

“Antes de Abraão existir, Eu sou.”
(João 8:58)

Contudo, esta passagem não constitui uma afirmação de que Jesus tivesse vivido anteriormente na Terra como outra pessoa. A frase aponta para a sua identidade e existência numa dimensão que ultrapassa a simples existência física e temporal.

É importante, portanto, distinguir duas ideias que frequentemente são confundidas.

Reencarnação signif**a que a mesma alma regressa à Terra em diferentes corpos, vivendo sucessivas existências físicas.

Retorno espiritual, por outro lado, pode signif**ar que uma pessoa ou uma missão espiritual do passado continua a manifestar-se através de outra pessoa, sem que esta seja literalmente a mesma alma ou personalidade.

Esta distinção torna-se fundamental quando analisamos o caso bíblico de Elias e João Batista.

Elias e João Batista: a mesma pessoa ou uma missão que retorna?

Jesus afirmou claramente, referindo-se a João Batista:

“E, se quereis compreender, ele mesmo é Elias que estava para vir.”
(Mateus 11:14)

À primeira vista, estas palavras poderiam parecer uma confirmação da reencarnação. Porém, uma análise mais profunda da narrativa bíblica mostra que não é isso que está em causa.

João Batista não era literalmente Elias renascido.

O próprio João, quando interrogado pelos sacerdotes e levitas, respondeu:

“És tu Elias?”
“Não sou.”
(João 1:21)

E aqui surge uma aparente contradição: Jesus identif**a João com Elias, enquanto João nega ser Elias.

A contradição desaparece quando compreendemos que Jesus não estava necessariamente a dizer que João era a mesma pessoa que Elias, mas que João era aquele que viria na posição, no espírito e no poder de Elias, retomando a missão que Elias havia iniciado e que permanecera incompleta.

O Evangelho de Lucas esclarece precisamente este ponto ao anunciar o nascimento de João:

“Irá adiante dele com o espírito e o poder de Elias.”
(Lucas 1:17)

A expressão é extraordinariamente signif**ativa. Não diz que João seria Elias fisicamente, nem que teria a mesma alma vivendo num corpo diferente. Diz que viria com o espírito e o poder de Elias.

Portanto, João Batista representava o retorno da missão de Elias, e não a reencarnação literal do profeta.

O sentido providencial do retorno de Elias

Elias tinha desempenhado uma missão fundamental na história espiritual de Israel: preparar o povo, combater a idolatria e restaurar a sua relação com Deus.

A profecia de Malaquias anunciava:

“Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.”
(Malaquias 4:5)

Assim, a expectativa judaica era de que Elias retornaria antes da manifestação do Messias.

Quando João Batista surgiu, portanto, a sua presença tinha um signif**ado providencial extraordinário. Ele deveria cumprir aquilo que havia sido anunciado: preparar o caminho para o Senhor.

João não precisava ser Elias no sentido físico ou pessoal para cumprir essa profecia. Bastava que retomasse a missão de Elias e a levasse à sua conclusão.

É nesse sentido que Jesus podia afirmar:

“Ele é Elias que estava para vir.”

João era Elias em termos de missão, não em termos de identidade pessoal.

Esta distinção permite compreender uma realidade espiritual mais profunda: uma missão que permanece incompleta pode ser retomada por outra pessoa escolhida para a continuar.

Não é necessário que a mesma pessoa volte a nascer para que uma missão continue.

João Batista e a missão que ficou incompleta

Segundo a perspetiva providencial, João Batista ocupava uma posição singular.

Ele não era apenas mais um profeta. Era aquele que deveria estar à frente do Messias, reconhecer a sua identidade, testemunhar sobre ele e conduzir o povo à aceitação de Jesus.

Por isso, João recebeu uma missão semelhante à de Elias, mas numa posição ainda mais próxima do cumprimento da vontade divina.

Contudo, João não compreendeu plenamente a sua própria posição providencial.

Ao negar ser Elias e, posteriormente, ao afastar-se da missão de apoiar Jesus como Messias, contribuiu involuntariamente para que parte do povo tivesse dificuldade em reconhecer a verdadeira identidade de Jesus.

Assim, o problema não estava em João ser ou não ser literalmente Elias. O problema estava em não compreender que ele havia recebido a missão de Elias.

Esta é uma diferença fundamental.

A reencarnação procura resolver a continuidade da missão através do regresso da mesma alma.

A perspetiva providencial permite compreender essa continuidade de outra maneira: Deus pode levantar uma nova pessoa para completar aquilo que uma pessoa anterior não conseguiu realizar.

A Transfiguração confirma a distinção entre Elias e João

Existe ainda um episódio particularmente importante.

Depois da morte de João Batista, Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte e transfigurou-se diante deles:

“O seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.”
(Mateus 17:2-3)

Este acontecimento oferece uma evidência muito signif**ativa.

Se João Batista fosse literalmente a reencarnação de Elias, esperaríamos que a figura que aparecesse com Moisés fosse João, e não Elias.

Mas o texto identif**a claramente Elias.

Isto demonstra que Elias e João Batista são duas pessoas distintas.

Ao mesmo tempo, Jesus havia afirmado que João era Elias que havia de vir.

Como podemos conciliar as duas afirmações?

A resposta encontra-se precisamente na distinção entre pessoa e missão.

Elias continuava a ser Elias.

João continuava a ser João.

Mas a missão de Elias havia retornado através de João.

Elias podia, portanto, cooperar espiritualmente com João, enquanto João, na Terra, assumia a responsabilidade de completar uma missão semelhante.

Neste sentido, João era verdadeiramente Elias retornado, mas não porque fosse a mesma pessoa reencarnada. Era Elias retornado na missão.

Retorno espiritual não signif**a reencarnação

Esta compreensão permite estabelecer uma distinção essencial.

A Bíblia apresenta diversos exemplos em que Deus utiliza pessoas diferentes para dar continuidade a uma obra espiritual iniciada anteriormente.

Uma missão não pertence necessariamente para sempre à pessoa que a recebeu inicialmente. Se essa pessoa não consegue completá-la, outra pode ser chamada para assumir a responsabilidade.

Deste ponto de vista, podemos falar de uma espécie de ressurreição da missão.

Aquilo que morreu ou ficou incompleto numa determinada etapa histórica pode voltar a viver através de outra pessoa.

É uma continuidade espiritual e providencial, não uma repetição biológica da mesma existência.

Assim, a ideia de retorno pode existir sem que seja necessária a doutrina da reencarnação.

Ressurreição e reencarnação são conceitos diferentes

Também é importante não confundir ressurreição com reencarnação.

Na reencarnação, a alma abandona um corpo e posteriormente entra noutro corpo, iniciando uma nova existência terrena.

Na ressurreição, a pessoa não precisa de regressar à Terra através de sucessivos corpos. A morte é vencida e a existência continua numa dimensão espiritual determinada por Deus.

A conceção cristã da ressurreição está, portanto, orientada para a superação definitiva da morte, e não para um ciclo interminável de nascimentos e mortes.

Por isso, a experiência de Jesus Cristo é apresentada no Cristianismo como ressurreição, e não como reencarnação.

“Os homens morrem uma só vez”

Existe ainda uma passagem particularmente expressiva na Epístola aos Hebreus:

“Está determinado que os homens morram uma só vez e, depois disso, vem o julgamento.”
(Hebreus 9:27)

Dentro da interpretação cristã tradicional, esta afirmação é incompatível com a ideia de que o ser humano morre repetidamente e regressa sucessivas vezes à existência física.

A vida terrena apresenta-se, assim, como uma oportunidade única para cumprir uma determinada responsabilidade diante de Deus.

Isto confere à vida presente uma importância extraordinária.

Se cada existência fosse apenas mais uma etapa de um número indefinido de vidas futuras, poderia surgir a tendência para adiar indefinidamente a realização espiritual.

Mas se a vida terrena é uma oportunidade única, então as escolhas que fazemos, o amor que praticamos, a responsabilidade que assumimos e a missão que cumprimos adquirem uma urgência muito maior.

A reencarnação nas tradições orientais

Nas tradições religiosas da Índia, a reencarnação encontra-se profundamente ligada ao Karma.

De acordo com esta visão, as ações realizadas numa existência produzem consequências que condicionam existências futuras. O indivíduo atravessa sucessivos ciclos de nascimento e morte até alcançar a libertação.

Esta conceção teve uma influência cultural e espiritual profunda sobre as sociedades onde se desenvolveu.

Contudo, também pode produzir uma interpretação fatalista da condição humana quando o Karma é entendido como uma determinação absoluta e imutável do destino.

Existe aqui uma questão social particularmente importante.

Se a situação de uma pessoa é interpretada fundamentalmente como resultado de ações realizadas numa existência anterior, pode surgir a tendência para considerar a sua condição presente como algo que simplesmente deve ser suportado.

Uma sociedade assim corre o risco de transformar a desigualdade num destino espiritual e de diminuir a urgência da transformação social.

Esta questão esteve historicamente associada, de diferentes formas e em diferentes períodos, à estrutura social de castas da Índia, embora seja importante reconhecer que as tradições indianas são muito diversas e que nem todos os seus ensinamentos conduzem ao fatalismo.

A esperança de uma justiça futura

A crença em vidas sucessivas procura, em grande medida, responder ao problema da justiça.

Se uma pessoa sofre injustamente nesta vida, poderá encontrar justiça numa existência futura.

Se alguém vive de maneira moralmente incorreta, poderá enfrentar as consequências dos seus atos noutra existência.

É uma tentativa de explicar a aparente desigualdade da condição humana.

Mas a perspetiva bíblica coloca a responsabilidade moral sobretudo diante de Deus e da vida que recebemos.

A justiça divina não exige necessariamente múltiplas vidas terrenas.

Deus pode julgar, restaurar e conduzir cada pessoa para além da existência física sem que seja necessário fazê-la regressar repetidamente ao mundo.

O Judaísmo e o conceito de retorno das almas

No Judaísmo, especialmente em determinadas correntes da Kabbalah, encontramos o conceito de gilgul neshamot, segundo o qual uma alma pode passar por diferentes existências para alcançar reparação espiritual.

Contudo, esta não é uma crença partilhada uniformemente por todo o Judaísmo. Muitos pensadores judaicos, desde a Idade Média até à atualidade, rejeitaram a reencarnação.

Entre os críticos encontra-se Abraham ibn Daud, filósofo e teólogo judeu medieval, que levantou uma questão fundamental: a relação entre uma alma e o corpo concreto no qual ela vive.

Se cada alma está intimamente relacionada com uma determinada pessoa e com a sua existência física, torna-se problemático imaginar que a mesma alma possa simplesmente passar arbitrariamente por numerosos corpos diferentes.

Esta questão reforça uma ideia importante: a identidade humana não é facilmente separável da existência concreta da pessoa.

O Islamismo e as correntes místicas

Também no Islamismo oficial a reencarnação não constitui uma doutrina aceite.

Contudo, determinadas correntes místicas associadas ao Sufismo desenvolveram conceções de tanasukh, relacionadas com a transmigração da alma.

Mais uma vez, encontramos uma diferença entre a tradição religiosa dominante e determinadas interpretações místicas.

Isto demonstra que a pergunta sobre o destino da alma depois da morte acompanha a humanidade desde tempos muito antigos e recebeu respostas muito diferentes conforme as culturas e tradições espirituais.

A posição do Cristianismo histórico

O Cristianismo oficial desenvolveu-se em oposição à doutrina da reencarnação.

Nos primeiros séculos existia uma grande diversidade de interpretações acerca da pessoa de Jesus, da sua natureza e do signif**ado dos seus ensinamentos. Com o desenvolvimento da Igreja e dos grandes concílios, foram sendo estabelecidos os limites doutrinais daquilo que passou a ser considerado ortodoxo.

O Concílio de Niceia, em 325, foi decisivo para a formulação da doutrina cristã sobre questões centrais relacionadas com Cristo.

Mais tarde, no século VI, determinadas conceções associadas à pré-existência das almas e à transmigração foram condenadas no contexto das controvérsias em torno de Orígenes e do chamado Segundo Concílio de Constantinopla, em 553.

É importante, contudo, distinguir historicamente as diferentes questões discutidas nesse período: a doutrina da pré-existência das almas, a apocatástase e a transmigração não eram simplesmente uma única doutrina homogénea chamada “reencarnação”.

Ainda assim, o Cristianismo histórico acabou por consolidar uma visão incompatível com o ciclo de sucessivas vidas terrenas.

O propósito da vida não é regressar indefinidamente

A grande questão, portanto, não é apenas saber se existe vida depois da morte.

A questão mais profunda é:

Qual é o propósito da nossa vida terrena?

Se fomos enviados por Deus para cumprir uma responsabilidade concreta, então esta vida possui um valor que não pode ser repetido indefinidamente.

Cada pessoa recebe uma oportunidade única de amar, servir, crescer, constituir relações verdadeiras, formar uma família e contribuir para a realização da vontade divina.

Quando uma missão f**a incompleta, isso não signif**a necessariamente que a mesma pessoa tenha de regressar à Terra.

Deus pode preparar outra pessoa.

Pode levantar outro indivíduo.

Pode permitir que uma missão seja retomada numa geração posterior.

Foi isso que aconteceu, segundo esta perspetiva, com João Batista.

Elias não precisou de nascer novamente como João.

A missão de Elias retornou através de João.

Esta distinção é fundamental para compreender o sentido espiritual da expressão de Jesus: “ele é Elias que estava para vir”.

Uma visão providencial da história humana

A história humana pode, assim, ser compreendida como uma sucessão de missões, responsabilidades e oportunidades espirituais.

Uma pessoa começa uma obra.

Outra continua-a.

Outra pode completá-la.

O indivíduo passa, mas a providência continua.

Neste sentido, aquilo que parece ser um “retorno” não precisa de ser o regresso da mesma alma a outro corpo. Pode ser o retorno de uma responsabilidade, de uma missão e de uma vontade divina que procuram realização.

É uma conceção particularmente importante porque preserva simultaneamente duas verdades:

cada pessoa é única e irrepetível;

e

uma missão espiritual pode atravessar gerações até encontrar quem seja capaz de completá-la.

João Batista não era Elias reencarnado.

Era João Batista.

Mas carregava consigo o espírito e o poder de Elias.

Elias permanecia Elias.

João permanecia João.

Contudo, a missão que Elias não completara encontrou em João uma nova oportunidade de realização.

É neste sentido que podemos compreender o retorno espiritual sem recorrer à reencarnação.

Conclusão

A reencarnação e o retorno espiritual são, portanto, conceitos profundamente diferentes.

A reencarnação pressupõe a repetição da existência física da mesma alma através de diferentes corpos.

A perspetiva bíblica e providencial aqui apresentada aponta para outra possibilidade: a continuidade de uma missão para além da vida daquele que originalmente a recebeu.

Elias não voltou a nascer como João Batista.

João Batista veio com “o espírito e o poder de Elias”.

Jesus podia, por isso, reconhecê-lo como o Elias que havia de vir, enquanto João continuava a ser uma pessoa distinta de Elias.

A Transfiguração confirma essa distinção ao apresentar Elias novamente como Elias, juntamente com Moisés.

O que retornou, portanto, não foi a personalidade física de Elias, mas a sua missão.

Esta compreensão permite olhar para a história humana não como um ciclo interminável de vidas repetidas, mas como um processo providencial no qual Deus continua a trabalhar através de diferentes pessoas e diferentes gerações.

A vida de cada ser humano torna-se, assim, única e preciosa.

Não estamos simplesmente a passar pela Terra para voltar novamente.

Estamos aqui para cumprir uma responsabilidade, amadurecer no amor, realizar relações verdadeiras e contribuir para a vontade de Deus.

E quando uma missão permanece incompleta, a providência pode levantá-la novamente através de outra pessoa.

Não necessariamente através da reencarnação de uma alma, mas através do retorno da missão.

É precisamente aí que o caso de Elias e João Batista deixa de ser uma aparente contradição e passa a revelar um princípio espiritual mais profundo:

as pessoas podem ser diferentes, as gerações podem mudar, os corpos podem morrer — mas uma missão que pertence à providência de Deus pode continuar viva até encontrar quem a complete.

O Monte da Transfiguração“E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que veja...
05/08/2026

O Monte da Transfiguração
“E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus. E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar. E, estando ele orando, transfigurou-se na aparência do seu rosto, e a sua roupa ficou branca e muito resplandecente. E eis que falavam com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém.”
Lucas 9:27-31
Por outras palavras, esta é a ocasião na qual Deus envia Moisés e Elias como mensageiros, a informar Jesus sobre a sua crucifixão em Jerusalém. A crucifixão foi decidida nesse momento específico. Em circunstâncias difíceis de perseguição, para recuperar a nação e a religião para Deus, Jesus orou no alto da montanha e lutou contra as adversidades pelos seus três anos de vida pública. Contudo, ele não encontrou nenhum fruto. Consequentemente, ele finalmente foi para o Monte da Transfiguração com o coração de despertar o povo ignorante, mesmo sabendo que poderia ter de se submeter à morte. Após compreender que nenhum esforço humano traria o resultado, ele seguiu em frente com um coração em agonia para salvar o povo, a si ligado pelos laços da história e da idade, ligados ao coração de Deus. Ele estava determinado, mesmo sabendo que poderia ter de morrer como um sacrifício e derramar o seu sangue. O lugar que ele visitou com esse coração não era um grande palácio. Nem era a casa de um discípulo que o recebeu, nem a casa de entidades do estado, nem a casa de um líder da religião Judaica. Era uma montanha, o Monte da Transfiguração... Quando Jesus foi para o Monte da Transfiguração, ele abandonou todas as resoluções anteriores e decidiu dar o seu corpo físico para a nação, determinado a enfrentar a morte. Se alguém pudesse imaginar a figura e coração de Jesus quando ele escalou a montanha... se alguém puder experienciar essa tristeza como sua própria e exaltar Jesus com esse coração, essa pessoa seria capaz de experimentar a tristeza de Jesus em relação ao céu, à nação e à sua religião... Sendo que a sua imagem e situação estavam cheias de paixão, Deus enviou Elias e Moisés para decidir a morte de Jesus em Jerusalém. Jesus sabia que o céu e os seus discípulos seriam abalados com a sua morte. Preocupado sobre as pessoas e os seus descendentes, ele entristeceu-se ao olhar para o passado, o presente e o futuro. Querendo salvar o povo Judeu mesmo através da sua morte, Jesus apresentou-se diante de Deus com um coração fervoroso semelhante àquele de Elias quando ele afirmou, “Eu tenho sido um extremo zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a Sua aliança, derrubaram os seus altares, e mataram os seus profetas à espada, e só eu fiquei; e buscam a minha vida para a tirarem.” (I Reis 19:14)
O coração de Jesus estava realmente triste... Depois que foi informado da sua morte vindoura em Jerusalém, Jesus preparou-se para o dia da morte. Ele sentia o dia da morte a aproximar-se e a situação a tornar-se cada vez mais caótica. Vendo que um de seus amados discípulos o trairia, Jesus sentiu seriamente a necessidade de concluir todos os seus assuntos na terra antes de ir para a cruz. Sabendo que tinha a responsabilidade como o Salvador, de seguir esse trágico caminho, Jesus preocupou-se que mesmo depois da sua morte, as tristezas do passado, do presente e do futuro não desapareceriam. A sua mente e corpo estavam imersos nesses sentimentos.

Cometer suicídio é o pior dos pecados. Porque o suicídio é uma atrocidade que destrói partes do universo, tal pessoa irá...
23/06/2026

Cometer suicídio é o pior dos pecados.

Porque o suicídio é uma atrocidade que destrói partes do universo, tal pessoa irá para o nível mais baixo do inferno. Uma vez sabendo disso, não poderemos cometer suicídio. Somos o ser que conecta as vidas dos nossos pais. Por outras palavras, Somos a união das duas vidas do nosso pai e nossa mãe. Elas estão conectadas em nós. E nós também participamos do amor dos nossos pais. Somos um em corpo com o amor dos nossos pais. Somos um no amor.

O que aqui se escreve, exprime uma visão espiritual e moral muito profunda sobre o valor da vida humana, o amor dos pais e a ligação entre as gerações.
A ideia de que uma pessoa é a união da vida do pai e da mãe encontra eco em muitas tradições religiosas e filosóf**as. Nessa perspetiva, a vida não é vista como algo isolado, mas como parte de uma rede de relações, amor, responsabilidade e continuidade. Os pais participam na nossa existência, e nós transportamos em nós algo deles, tanto biologicamente como afetivamente.
Quanto ao suicídio, diferentes religiões têm interpretações distintas. Em algumas correntes do cristianismo, do islamismo e de outras tradições religiosas, o suicídio é considerado um pecado grave porque a vida é entendida como um dom sagrado que não pertence exclusivamente ao indivíduo. No entanto, muitas comunidades religiosas modernas também reconhecem que as pessoas que contemplam ou cometem suicídio frequentemente sofrem de dor psicológica intensa, doença mental ou desespero profundo. Por isso, tendem a abordar o tema com compaixão e não apenas com condenação.
A reflexão enfatiza que:
A vida humana possui um valor sagrado e único.
Cada pessoa está ligada aos seus pais e à história da sua família.
O amor dos pais continua presente nos filhos.
Tirar a própria vida rompe algo que afeta não apenas o indivíduo, mas também aqueles que lhe estão ligados.
Estas são ideias que muitas pessoas consideram signif**ativas para compreender o sentido da existência e a responsabilidade que temos uns para com os outros.

Jesus está à espera no paraíso. O paraíso é a sala de espera para ir para o Céu. Jesus não estabeleceu uma soberania nac...
28/05/2026

Jesus está à espera no paraíso.
O paraíso é a sala de espera para ir para o Céu. Jesus não estabeleceu uma soberania nacional diante de Deus que tivesse o poder de comunicar diretamente entre o céu e a terra. Portanto, ele não poderia estar diante de Deus com base nisso.
Essa é a razão pela qual Jesus não pôde f**ar diante do trono do Céu. Além disso, nós também não poderemos ir para o céu sozinhos.
O Céu foi originalmente concebido como o lugar onde Adão e Eva, se não tivessem caído, teriam ido para viver juntos, como uma família, com os seus filhos e filhas.
Se não formos em família, não poderemos ir para lá.
Sun Myung Moon

O Menino JesusOra, todos os anos iam os seus pais a Jerusalém à festa da Páscoa; e, tendo ele já doze anos, subiram a Je...
22/05/2026

O Menino Jesus
Ora, todos os anos iam os seus pais a Jerusalém à festa da Páscoa; e, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando eles que Jesus os viria acompanhando pelo caminho, andaram durante um dia, procurando entre os parentes e conhecidos; e, como o não encontraram, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se. Entretanto disse-lhe sua mãe: filho, por que procedeste assim para connosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? Lucas 2:41-51
Mais filhos nasceram de Maria e José, e todos eles sabiam que de alguma forma Jesus era diferente. A Bíblia não fala claramente sobre isto, mas o fato é que, quando Jesus era um menino, havia grande quantidade de tensão, e até mesmo Maria era distante dele. Jesus foi uma criança solitária, e frequentemente saía de casa para f**ar sozinho. Como os pais puderam deixar um jovem menino para trás dessa forma? Não houve muitos dias em que ele tivesse sido feliz na sua família. Muitos de nós crescemos com padrastos, e mesmo numa sociedade aberta de hoje, existe uma tensão entre um padrasto e um enteado, por isso imaginemos quanto mais difícil seria 2.000 anos atrás. Muitos jovens enfrentam o mesmo tipo de sofrimento por que Jesus passou, nos dias atuais. Jesus cresceu no meio de um relacionamento complicado entre Maria e José. Mesmo como uma criança, Jesus sentia que havia algo confuso entre eles. Entre José e Jesus não havia nenhum relacionamento de sangue, por isso eles eram como estranhos. Por parte de Maria, embora ela pudesse querer fazer coisas para o seu filho, como fazer roupas para ele, ela tinha que descobrir se naquele dia José estava de bom ou mau humor. Jesus podia sentir claramente que os seus pais tinham uma briga interna por causa dele... E quanto aos irmãos de Jesus? Os seus irmãos podiam sentir que havia alguma história não contada e emaranhada, centrada em Jesus. Esse é o motivo pelo qual nem mesmo eles puderam confiar ou acreditar no que Jesus fazia. Todos que o ouviam se admiravam com o seu entendimento e suas respostas. Jesus trabalhou como um assistente para o seu pai carpinteiro enquanto se preparava internamente para a sua missão. Às vezes Jesus sentia vontade de perguntar para a sua mãe, “Porque é que eu sou tratado assim? Quem é o meu pai? Qual é o seu problema e como ele se ajusta a isso?” Maria nunca poderia responder a Jesus. Havia uma distância emocional entre Maria e o filho. Jesus veio como o mestre de amor, o príncipe de amor, e o centro de amor. Ele deveria ter recebido mais amor a partir dos seus pais, a partir dos seus irmãos e irmãs, e a partir dos seus familiares e vizinhos mais do que qualquer outra pessoa no mundo. Mas não podemos dizer que ele recebeu esse amor de alguém… Quão cheio de dor deve ter sido o coração de Jesus! O Reino de Deus está destinado a ser o reino de amor. Jesus, que veio como o centro do amor, deveria ter estabelecido esse tipo de família primeiro que tudo. Mas isto tornou-se impossível para ele, por isso ele teve que sair de sua casa. Ele tinha então 30 anos de idade. Enquanto ninguém mais estava preocupado com o céu, Jesus estava sempre em oração. Embora Jesus tivesse muitas coisas para dizer, ele teve que f**ar em silêncio. Precisamos entender a tristeza que Jesus experimentou durante esses 30 anos de preparação. Embora ele quisesse desesperadamente testemunhar sobre a verdade de Deus, indo de lugar a lugar por todo o Israel, ele tinha que ajudar com os assuntos da sua família. Ninguém na terra reconheceu o sofrimento interno de Jesus. O seu olhar podia conectar com o coração de Deus e ver através do universo.

O PROPÓSITO DA CRIAÇÃO DOS ANJOS“Antes de criar Adão e Eva como os seres mais elevados na criação, Deus pensou como podi...
13/05/2026

O PROPÓSITO DA CRIAÇÃO DOS ANJOS
“Antes de criar Adão e Eva como os seres mais elevados na criação, Deus pensou como podia efectivamente, levá-los a alcançar essa posição, protegendo e cuidando deles. Para cumprir este propósito, Ele criou os anjos.” Os anjos são servos de Deus e mensageiros. O Arcanjo estava com Deus desde os primeiros momentos da Criação e, originalmente, o amor de Deus, fluía para os Anjos e a Criação, através de Lúcifer. Quando Deus criou Adão e Eva, Ele amava-os como Seus filhos, com um amor muito maior do que o que sentia por Lúcifer. Porém, visto que o amor de Deus é infinito, o Seu amor por Lúcifer e pelos Anjos, em nada tinha diminuído. Lúcifer, encontrou-se numa situação que nós vemos frequentemente nas famílias. Quando um bebé nasce, recebe o amor e atenção dos pais, e os outros filhos algumas vezes sentem ciúmes. Quando Adão e Eva foram criados, Lúcifer, erradamente, sentiu que o amor de Deus para com ele tinha diminuído. Ao ver o amor de Deus para com Adão e Eva, ele sentiu-se atraído para eles e, especialmente para Eva. Não havia nada de errado com essa atracção; porque de facto, Deus queria que o Arcanjo amasse os Seus filhos e os servisse. Era natural que Lúcifer e Eva iniciassem uma acção de dar e receber. Como vimos anteriormente, dar e receber, é a base para a existência, desenvolvimento e multiplicação – gera energia. O seu relacionamento, na verdade, gerou uma força em si mesmo. Era neste contexto, que Deus queria que Eva, obedecesse ao mandamento, resistindo à tentação do mau uso do amor, que Deus lhe estava a dar, não se corrompendo. Se Eva tivesse obedecido, teria atingido a perfeição em unidade total de coração com o amor de Deus, e o Arcanjo, teria mantido a sua posição própria como servidor. Pelo contrário, à medida que se desenvolveu o relacionamento com Eva, cresceu o poder de atração, e Lúcifer convenceu Eva que ela não morreria, mas, tornar-se-ia como Deus. Havia uma ponta de verdade nisso, pois Deus queria de facto, que Adão e Eva se tornassem como Ele, mas de modo algum, envolvendo-se sexualmente com Lúcifer. Chegados a este ponto, Eva perdeu a fé no mandamento, e caiu, ao permitir relacionar-se sexualmente com o Arcanjo.

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