12/07/2026
Uma das nações mais digitais do mundo está fazendo um movimento que surpreendeu muita gente: trocar as telas pelos livros nas salas de aula.
A Suécia, conhecida por estar entre os países mais avançados em tecnologia, decidiu rever sua estratégia de ensino e voltar a dar prioridade aos livros impressos nas escolas.
Depois de anos investindo na digitalização da educação, o governo sueco passou a defender um maior equilíbrio entre o uso da tecnologia e os métodos tradicionais de aprendizagem.
A partir de 2023, o país destinou cerca de 685 milhões de coroas suecas — aproximadamente 60 milhões de euros — para garantir que cada aluno tenha um livro impresso para cada disciplina. Novos investimentos também estão previstos para os anos letivos de 2024 e 2025.
Outra mudança importante foi anunciada para a educação infantil.
O governo decidiu retirar o uso de tablets das salas de aula para crianças com menos de seis anos. Segundo a ministra da Educação, Lotta Edholm, os materiais físicos e as atividades analógicas favorecem melhor o desenvolvimento da leitura, da escrita, da concentração e das habilidades cognitivas nos primeiros anos de vida.
A decisão foi tomada após avaliações e debates sobre os impactos do uso excessivo de telas no aprendizado infantil. Embora a tecnologia continue fazendo parte da educação, a proposta agora é utilizá-la de forma mais equilibrada, sem substituir completamente os livros e outros recursos tradicionais.
A iniciativa da Suécia reacende um debate que vem crescendo em diversos países: qual é o papel ideal da tecnologia na educação? E até que ponto as telas devem fazer parte da rotina escolar das crianças?