24/06/2026
Há onze meses, o tempo parou para nós, mas o amor não conheceu despedidas.
Hoje recordo o meu querido filho, Filipe Duarte Martins de Pina, com uma admiração ainda maior pela força e pela serenidade com que recebeu a notícia mais difícil que alguém pode ouvir. Quando soube que já não havia cura e que a sua viagem na Terra se aproximava do fim, não se revoltou. Enfrentou cada dia com uma dignidade rara, uma coragem silenciosa e uma paz que tocou todos os que tiveram o privilégio de estar ao seu lado.
A sua grandeza não esteve apenas na forma como viveu, mas também na forma como partiu: com amor, lucidez e uma extraordinária generosidade para com aqueles que mais o amavam.
Continuo a ouvir a sua voz, a recordar os seus olhos negros e profundos e o carinho com que me chamava “mãezinha”. Essas memórias são um tesouro que nem o tempo nem a ausência poderão apagar.
Hoje não celebro a sua partida, mas a beleza da sua alma, a força do seu espírito e o privilégio imenso de ter sido sua mãe.
O amor não termina. Apenas aprende a viver na saudade.
Para sempre no meu coração.
Mãezinha