Carlos Margarido Palavras De Mão Em Mão

Carlos Margarido Palavras De Mão Em Mão fundador
grupos Souespoeta/Taatos
um dos Fundadores do CHTN
Paginas Palavras de mão em mão/ Sou Autor/Auditor

15/11/2025
PalermaTantos amantes, poucas noitesObservo a foto,Tão próximos, tão distantes.Como um tolo, esperei por tiAcreditando q...
05/04/2023

Palerma

Tantos amantes, poucas noites
Observo a foto,
Tão próximos, tão distantes.

Como um tolo, esperei por ti
Acreditando que também choravas por mim
Um tolo sozinho na chuva.

As ruas atravessam-se
Tantas noites,
Vários rostos nas janelas.

A chuva molha o rosto
Recordo, nas lágrimas,
A história que terminou.

Ruas sem piedade,
Corro noite dentro,
Estou perdido, perdido.

A chuva cai no rio,
Eu atravesso a ponte,
O vento bate no peito.

Como um tolo,
Riu-me das lágrimas
Que caem no rio sem ti.

Amei Sei do dia que amei A manhã bate asa Tão tarde chamei  A noite tão nossa Aponta pra frenteO bater dobra o peitoA fa...
17/04/2022

Amei

Sei do dia que amei
A manhã bate asa
Tão tarde chamei
A noite tão nossa

Aponta pra frente
O bater dobra o peito
A favor encontro
O vento enche por dentro

A distância afasta
Encontra o sofrimento
Entre os dedos o que não tenho
Lembro-te em cada pensamento

Sei do dia que amei
A morte saiu mais cedo
Sem medo com medo
Encontro-te por dentro

Não sinto os gestos
A luz não tem sombra
Esconde, não sei estar só
Devagar sonhar, devagar chorar.

A distância afasta
Encontra o sofrimento
Entre os dedos, o que não tenho
Lembro-te em cada pensamento.

Carlos Margarido

O mesmo tempoEstou parado num só Pensamento que és tu À espera de estarmos No momento do mesmo tempo.Pretendi a realidad...
09/11/2021

O mesmo tempo

Estou parado num só
Pensamento que és tu

À espera de estarmos
No momento do mesmo tempo.

Pretendi a realidade
Qualquer coisa
Talvez verdade
Pobre rei deste lugar

Assim mesmo o dia acaba
Perco o passo tropeço
Trapézio nariz palhaço
F**a até acabar a vida

Almas na eternidade
Natural sem esforço
Se depender de mim
Amor é o amor meu amor

Estou parado num só
Pensamento que és tu

À espera de estarmos
No momento do mesmo tempo.

Carlos Margarido

Terra Raiz, prazer Pó, corpoAurora do ontem  Pele do coração Feminino botão Destapada deitada Dedos caídos por terra Reg...
07/04/2021

Terra

Raiz, prazer
Pó, corpo
Aurora do ontem
Pele do coração
Feminino botão
Destapada deitada
Dedos caídos por terra
Rego-te com lágrimas

Carlos Margarido

Salto altoPega fogo o asfalto, Arma de assaltoSobressaltoDistraído empurra o ventoÉs a rainha, do virar do olharApetece ...
07/07/2020

Salto alto
Pega fogo o asfalto,
Arma de assalto
Sobressalto

Distraído empurra o vento
És a rainha, do virar do olhar
Apetece fugir, vem comigo
De bar em bar, areia e mar

Quero desfrutar, não te quero mudar
Apenas uma noite, sem voltar
Quero dar, o corpo lapidar
Mamilo de sal, grito de lobisomem ao luar

Nariz de palhaço, beijo de língua
Cama quente, no quadro pintada.
Flor de água, sorriso, paraíso.

Sai de mim,
Provocante influencia,
Vai para mim
Ficou aquém
Não pega ninguém
F**a ou vai embora.

Carlos Margarido

Explicação dada, em tese, pelo próprio compositor, O GRANDE POETA ZÉ RAMALHO, sobre Chão de Giz:Ainda jovem, o composito...
17/06/2020

Explicação dada, em tese, pelo próprio compositor, O GRANDE POETA ZÉ RAMALHO, sobre Chão de Giz:

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para f**ar com um “garoto pé -rapado”. Ela apenas “usava-o”. Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, f**a mais fácil interpretar cada verso da canção. Vamos lá!

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz”

Um dos seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz.

“Há meros devaneios tolos, a me torturar”

Devaneios e lembranças da mulher que não o amou. O tinha como amante, apenas para realizar suas fantasias. Quando e como queria.

“Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes”

Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes”

Pano de guardar confetes são balaios ou s**os típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de s**o e, assim, esquecê-la de vez.

“Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir”

Ele tenta f**ar com ela de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico.

“Há tantas violetas velhas sem um colibri”

Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).

“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus”

Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para tr***ar com ela.

“Mas não vou g***r de nós apenas um cigarro”

Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para “g***r o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro.

“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom”

Para quê beijá-la, se ela quer apenas o s**o?

“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez…”

Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é impossível tentar algo sério com ela. Entretanto, apaixonado como está, vai novamente à lona – expressão que signif**a ir a nocaute no boxe, mas também signif**a a lona do caminhão, com o qual ele foi embora – ele teve que sair de casa para se livrar desse amor doentio.

“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”

Amor inesquecível, que acorrenta. Ela pisava nele e ele cada vez mais apaixonado. Tinha esperanças de um dia ser correspondido.

“Meus vinte anos de ‘boy’ – that’s over, baby! Freud explica”

Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (Complexo de Édipo, talvez?).

“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”

Depois de muito sofrimento e consciente que ela nunca largaria o marido/status para f**ar com ele, ele decide esquecê-la. Essa parte ele diz que não vai se sujar transando mais uma vez com ela, pois agora tem consciência de que nunca passará disso.

“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”

Eles se conheceram em um carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que iria jogar em um pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que já passou seu carnaval (fantasia), passou o momento.

“E isso explica porque o s**o é assunto popular”

Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): s**o. Por isso o s**o é tão popular, pois apenas ele é valorizado. Ela só queria s**o e nada mais.“No mais, estou indo embora”

Assim encerra-se a canção. É a despedida de Zé Ramalho, mostrando que a fuga é o melhor caminho e uma decisão madura. Ele muda de cidade e nunca mais a vê. Sofreu por meses, enquanto compôs a música.

Toda essa explicação foi dada pelo próprio Zé Ramalho.

O vídeo ao vivo de Zé Ramalho para a a música ""Sinônimos"". Clique para comprar a faixa: http://smarturl.it/zeramalho Ouça também no streaming: http://smart...

A perfeição Sorri o engraçado De sentimento disfarçado.De porta aberta, ninguém mora na casaO escultor esculpiu a cara, ...
24/07/2019

A perfeição

Sorri o engraçado
De sentimento disfarçado.

De porta aberta, ninguém mora na casa
O escultor esculpiu a cara, o rosto mudou.

O dinheiro pagou, a plástica trocou de cara.
Ele fez uma musica que falava de homem com homem.

Ficou famoso por cantar tal amor
Fiz uma música que falava de mulher e homem

Acabei a cantar na rua sem receber uma só moeda
Se a branca de neve fosse um boneco

Que graça teria o Pinóquio sem nariz

O sol é gentil…
O cabeleireiro é um gato com cães a ladrarem na rua

O costureiro tem as unhas pintadas
Como a minha cunhada Júlia

Quando era criança as prostitutas vestiam-se diferentes,
Hoje as mulheres vestem-se todas de igual.

Calma os tempos são outros
Deus fez todos igualmente perfeitos

Como farias o teu mundo?

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Torres Novas
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