21/09/2026
Não são só motas. São vidas.⚠️⚠️⚠️
Esta viagem a Fátima, para a Bênção dos Capacetes, devia ter sido marcada apenas pelo convívio, pela fé e pela paixão de andar em duas rodas. Chegámos em segurança, é verdade, mas trazemos no peito a frustração e o assustador lembrete do quão vulneráveis somos na estrada.
Ouve-se muitas vezes a ideia de que "as motas é que são perigosas" ou que "não respeitam ninguém". Mas o que vivenciámos ao longo do caminho foi o oposto: condutores de carros a fazer ultrapassagens sem qualquer margem de segurança, a passar a 20 centímetros de nós e a cortar-nos a trajetória em zonas proibidas. Um dos nossos companheiros chegou mesmo a ter um contacto com um espelho retrovisor em plena rodagem. Faltaram milímetros para uma tragédia.
Esta desilusão e este alerta servem especialmente para quem conduz motas de pequena cilindrada. São veículos que não ganham velocidade num segundo e que sofrem em grandes retas. Muitas vezes o estado das próprias estradas não nos permite encostar ou facilitar a ultrapassagem — há buracos, sujidade na berma e perigos que quem vai de carro não vê, mas que para nós podem ser fatais. Não temos margem nem potência para nos desviarmos da impaciência de quem vem atrás.
Aos condutores de automóveis, deixo este pedido sincero:
A vossa pressa não vale a nossa vida. Uma ultrapassagem à tangente não vos faz ganhar minutos, mas pode tirar-nos o futuro.
Respeitem a distância de segurança. Uma mota não é um obstáculo a ultrapassar a todo o custo; é um veículo ocupado por alguém que tem uma família à espera.
Pensem na vulnerabilidade. O que para um carro é um pequeno raspão no espelho, para um motociclista é uma queda grave ou algo muito pior.
Partilho isto não por raiva, mas por consciencialização. Na estrada há espaço para todos se houver respeito. Que possamos continuar a ir e a voltar com segurança. 🏍️💨🙏
ConducaoDefensiva